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Morar sozinho faz parte de crescer. Deixar a casas dos pais obriga o indivíduo a “se virar sozinho”, a tomar conta das próprias despesas e a assumir responsabilidades. Realizar este feito, entretanto, não é a escolha mais barata. Por isso, antes de morar sozinho, descubra quanto custa!

Quais são os gastos?

Morar sozinho inclui diversas despesas. A primeira delas é alimentação: seja no restaurante ou em casa, os custos da comida passarão a ser sua responsabilidade quando você “sair de casa”. Preparar sua própria alimentação costuma ser mais barato, e a compra no supermercado, se realizada de uma só vez, pode trazer bastante economia.

Contas de água, luz e gás também entram no cálculo. Os serviços são essenciais em casa, e podem ser cortados caso não sejam pagos em dia. O mesmo para internet, telefone (móvel ou fixo) e TV a cabo.

O transporte de um canto ao outro da cidade é outro custo listado. Seja por meio do transporte público, seja para o pagamento da gasolina de um veículo, os valores devem ser considerados no planejamento da “nova vida”, pois farão grande diferença no orçamento do mês.

As despesas também mudam se o morar sozinho significa realmente “sozinho”. Dividir a casa com alguns amigos, ou mesmo optar por uma república pode ser bastante vantajoso, pois assim todos os custos serão divididos. Antes de escolher opções assim, entretanto, é importante ter certeza que você está disposto a dividir também sua vida e o espaço com outras pessoas que não são da família.

Morar com amigos, além de ser mais barato, pode suprir a falta da família no dia a dia.

O tipo de moradia também traz certa diferença nestes custos. O aluguel de uma casa costuma ser muito mais caro do que o de um apartamento de tamanho médio. A localização da imóvel é outro ponto a se considerar, pois a locação têm igual influência sobre o preço de locação.

Se o espaço for uma apartamento, é preciso considerar ainda o condomínio. A taxa mensal é obrigatória a todo morador, e costuma ser paga pelo inquilino. Impostos como o IPTU, no entanto, são responsabilidade do dono do imóvel.

Escolha ter ou não ter “luxos”

A limpeza do espaço é outra despesa a ser considerada. Fazê-la por conta própria normalmente é mais barato do que contratar uma faxineira. Entretanto, a contratação de um profissional pode ser bastante vantajoso, e torna-se mais barato quando o faxineiro é uma boa indicação.

A faxina, porém, é considerada um “luxo” aos que moram sozinhos. Afinal, é uma despesa extra que não é essencial ao dia a dia – apenas traz mais conforto.

Nesta categoria, há também a lavanderia, que pode ser útil, mas deve ser bem avaliada. Talvez seja mais vantajoso pagar para a limpeza de roupas mais delicadas, apenas, e realizar o resto da lavagem em casa.

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Pagar por serviços como lavanderia é um luxo a quem vai morar sozinho, e deve ser bastante ponderado.

Um detalhe poucas vezes considerado é a mobília e a decoração do imóvel. Isso porque nem sempre o espaço alugado conta com camas, sofá, geladeira e outros utensílios básicos. Assim, antes da mudança à nova casa, é fundamental considerar estes gastos nos primeiros meses da moradia.

Quanto custa tudo?

Fazendo cálculo com gastos médios de morar sozinho, podemos considerar o seguinte:

Alimentação

Considerando uma média de R$20 por dia no gasto com alimentação, o custo mensal é de R$600.

Água, luz e gás

Para quitar contas de água, luz e gás, é comum que o indivíduo desembolse, em média, R$50, R$100 e R$50, respectivamente. Assim, são R$200 gastos nestas três despesas.

Telefone, internet e TV a cabo

No mercado, não é difícil encontrar ofertas de pacotes de TV, internet e telefone juntos. Por isso, antes de aderir ao pacote de uma empresa, é importante pesquisar e verificar qual sai mais em conta. Em média, são gastos R$200 para estes três serviços.

Aluguel e condomínio

Em São Paulo, uma das principais capitais do país, o preço de aluguel de um apartamento de 65 m², com dois quartos, é próximo a R$1200. As taxas de condomínio chegam a mais ou menos R$100.

Considerando apenas estas despesas, ou seja, excluindo luxos e relevando o custo de transporte, morar sozinho custa R$2.200. Por isso, pode ser muito mais interessante dividir os custos com alguém. Com mais uma pessoa no apartamento citado de dois quartos, por exemplo, o total poderia cair pela metade – R$1.100 para cada um!

Planeje!

A palavra chave em morar sozinho é “planejamento”. Antes de deixar as “asas dos pais”, é fundamental ter real noção do que você consegue ou não arcar. Ponha na ponta do lápis cada informação: qual seu ganho mensal? Quais suas despesas hoje? Quanto você paga em contas parceladas? Quando essas dívidas serão quitadas?

Verifique também a média de gastos para morar sozinho. Se os dados dos sus rendimentos e gastos previstos não forem compatíveis, analise em que área você pode cortar custos e começar a economizar.

O fundamental é não embarcar nesta “aventura’ sem ter a plena certeza de que sua renda permite o novo cotidiano. Do contrário, as finanças poderão sofrer grandes baques e o orçamento virar uma confusão. Então, só haverão duas possibilidades: voltar à casa dos pais, o que pode ser frustrante; ou angariar dívidas para o pagamento de outros débitos, o que pode se tornar uma bola de nove e prejudicar, e muito, o bolso.

Lembre-se: é normal que haja uma queda no padrão de vida no início do período sozinho. As coisas tendem a melhorar ao longo do tempo, só é preciso ter a certeza de que você pode garantir o mínimo ao dia a dia, sem apertos.

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