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Já notou que ao simular um financiamento as parcelas de pagamento iniciam-se bastante altas e vão diminuindo ao longo do tempo de contrato? Esta amortização dos valores é fruto da chamada Tabela SAC (Sistema de Amortização Constante), base para a maioria dos empréstimos e financiamentos oferecidos no País.

De acordo com a SAC, a diminuição da dívida a cada mês de pagamento é constante. Isso acontece porque o valor de uma parcela é formada pela soma da amortização e os juros da despesa. Ao longo do pagamento, tanto a dívida quanto os juros do parcelamento caem, o que consequentemente diminui o valor das prestações.

Como é feito o cálculo?

A amortização de um parcelamento é dada pela divisão do total da dívida pelo número de parcelas acordadas. Em uma despesa de R$100 mil, a ser cobrada em 200 meses, o valor da amortização será de R$500 fixos.

Valor das parcelas de financiamento com tabela SAC cai ao longo dos meses.

Já os juros utilizados na tabela SAC são os que incidem sobre cada prestação, sendo resultado da multiplicação do saldo devedor pelos juros. Considerando juros de 1% ao mês, na primeira parcela os juros seria de R$1 mil. Desta forma, a primeira parcela do financiamento ou empréstimo contratado custaria a seu beneficiado R$1,5 mil.

A cada parcela, estes mesmos cálculos são feitos. A taxa de amortização permanece a mesma, uma vez que é fixa. O valor dos juros, porém, deve ser recalculado, uma vez que R$1,5 mil do parcelamento já foi quitado.

Assim, as parcelas seguintes seriam:

Cálculo: Taxa de amortização + ([Valor total da dívida – Valor já pago da dívida] x Taxa de juros)

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  • Parcela 02: R$500 + ([100 mil – 1,5 mil] x 1%) = R$500 + R$985 = R$1485;
  • Parcela 03: R$500 + ([100 mil – 2.985] x 1%) = R$500 + R$970,15 = R$1470,15;
  • Parcela 04: R$500 + ([100 mil – 4.455,15] x 1%) = R$500 + R$955,44 = R$1455,44.

E assim sucessivamente.

Além da amortização e juros, prestações de parcelamento são acrescidas com seguro de vida e outras taxas.

Este sistema de diminuição gradativa de custos das parcelas é bastante comum em financiamentos de imóveis. O cálculo citado é a base da tabela, mas há outros valores cobrados, considerando que existem outros custos embutidos neste tipo de parcelamento, como seguro de “Morte ou Invalidez Permanente” e taxa de administração.

Há ainda quesitos como Tabela Referencial que, acompanhando a inflação, corrige o saldo devedor continuamente.

Cuidado ao aderir à opção

Antes de escolher um parcelamento que utilize-se da Tabela SAC, é importante considerar que no início os valores poderão pesar no bolso do financiado. Afinal, como vão diminuindo ao longo do tempo, as prestações podem começar bastante altas.

Os valores não podem comprometer mais do que 30% da renda mensal do interessado, e por isso os custos maiores podem também ser um problema no momento da aprovação do financiamento.

Na Tabela Price, por exemplo, outro modelo utilizado para o cálculo de prestações, não existe esta diferenciação no valor das parcelas. Ou seja, todas elas serão iguais, e é possível prever o valor de pagamento por todo o período de contrato. Entretanto, como o cálculo e juros são diferentes, a Price costuma oferecer financiamentos mais caros, mas que podem valer a pena em algumas situações.

Antes de escolher a melhor opção ao seu objetivo, compare as opções! Você pode ler pouco mais sobre a Tabela Price no artigo “Tabela PRICE: como funciona”.

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