Um ano após regulamentação, 3 fintechs já estão autorizados a funcionar no mercado de crédito

Em abril de 2018 o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu as regras para que as fintechs pudessem operar no mercado de crédito.

São dois modelos possíveis: como sociedade de crédito direto (SCD) ou como sociedade de empréstimo entre pessoas (SEP).

No modelo SCD as empresas emprestam recursos próprios, por meio de uma plataforma eletrônica. Já no modelo SEP pessoas jurídicas e físicas oferecem dinheiro a outras pessoas por meio de uma plataforma, é um sistema chamado peer-to-peer lending.

A resolução do CMN permite que as fintechs façam análise de crédito, representação de seguro, cobrança e emissão de moedas eletrônicas. Além disso, não há a obrigatoriedade de vínculo com uma instituição financeira convencional.

Até o primeiro trimestre deste ano, quatro fintechs pediram autorização para operar no modelo SEP.

Já no modelo SCD, foram 14 pedidos e 3 já foram autorizadas a funcionar: QI Tech, Creditas e HB Capital.

A estimativa é de que o Brasil tenha entre 80 e 100 fintechs de crédito, de acordo com a Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), com volume de crédito crescendo ao ritmo de 300% ao ano. A maioria das fintechs opera como correspondente bancário de outra instituição financeira, como a Mutual e a Nexoos.

O processo para se tornar uma SCD ou uma SEP é rigoroso e demorado. Isto ocorre porque o Banco Central quer evitar uma “farra do crédito fácil”, em que instituições emprestam dinheiro que não tem e terminam dando calote nos clientes.

Mesmo sendo um processo demorado, a tendência é que mais fintechs passem a operar como SCD ou SEP até o final deste ano, oferecendo crédito de maneira mais rápida que os bancos convencionais.

Enquanto em uma fintech o processo de análise e concessão de crédito leva no máximo 3 dias, nos bancos convencionais este mesmo processo pode chegar a 30 dias, por conta da burocracia interna e dos processos manuais.

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MBA em Gestão Estratégica de Negócios e Graduado em Ciências Econômicas

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