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Segundo a OCDE (2005), Educação Financeira pode ser definida como:

O processo mediante o qual os indivíduos e a sociedade melhoram a sua compreensão em relação aos conceitos e produtos financeiros […] e, então, poderem fazer escolhas bem informadas, saber onde procurar ajuda e adotar outras ações que melhores o seu bem-estar.

Em outras palavras: educação financeira faz com que você saiba lidar melhor com o seu dinheiro.

Aqui no Juros Baixos, acreditamos que a Educação Financeira pode ser transformadora na vida das pessoas! Acesse:

Exatamente por isso, o texto de hoje é uma lista de vários motivos para se educar financeiramente. Vamos a eles!

1- Compreender Contas

“Ah mas como assim!? Eu sei o que é uma conta! Ta achando o que!?”. Calma ai, ninguém ta dizendo que você não sabe identificar uma conta. Mas será que você sabe todos os itens que lhe são cobrados em todas as suas contas? Será que você entende porque está sendo cobrado?

Esse tipo de entendimento pode ser adquirido com um pouco de educação financeira.

O seu ganho com isso é que pode passar a identificar erros em contas, cobranças indevidas, pagamentos por serviços que você não utiliza, juros abusivos, etc…

2- Compreender Contratos

Essa é difícil mesmo. Muitos contratos são, de fato, difíceis de se compreender até para uns mais estudados. Entretanto, isso não é motivo para desistir.

Já pensou em pegar um empréstimo e não compreender nada das parcelas e juros cobrados? Se este for o seu caso, não se preocupe, tudo pode se resolver com um pouquinho de estudo.

Ao saber mais sobre itens como esses, é bem capaz que você possa negociar melhor com seu banco e até mesmo conseguir empréstimos com melhores condições.

3- Saber Poupar

Este que talvez seja um dos itens mais difíceis dessa lista, é também um dos mais importantes. Aqui é necessário duas habilidades cruciais: saber a importância de poupar, e saber como poupar.

Se você ainda não sabe sobre a importância de poupar clica aqui que nós já explicamos. Itens como a reserva de emergência e a poupança para aposentadoria são cruciais para a vida de todos nós.

Saber como poupar é também um desafio. Gastar é muito bom e todos sabemos disso. Entretanto, a partir do momento que já entendemos sua importância, podemos seguir um velho conselho da Babilônia:

De todos os seus ganhos, guarde sempre 10% para você

Ou seja, não se esqueça de pagar a conta de luz, água, gás. E também não se esqueça de pagar a você mesmo! Seu “eu” do futuro agradece.

4- Saber Onde Investir

Mas essa vida é cheia de desafios mesmo. “Além de saber poupar preciso saber onde investir?”

Claro que sim! O que adianta poupar um décimo de todo o seu salário se você fica colocando ele na Caderneta de Poupança, ou no próprio banco?

Ninguém espera que você seja o próximo Lobo de Wall Street, mas se você simplesmente saber utilizar o Tesouro Direto e diversificar seus investimentos, já estará num ótimo caminho!

5- Compreender os Juros

Ah, os famigerados juros! Simples ou compostos? Altos ou baixos? Nominal ou real? Estas são algumas dúvidas que você deve sempre saber responder ao realizar qualquer operação que envolva juros.

Apesar de parecer complexo, é mais simples do que parece.

Com um pouco de estudo você pode compreender muito mais sobre os juros e poderá fazer escolhas melhores sobre os seus investimentos e suas dívidas.

6- Saber utilizar o cartão de crédito/débito

Apesar de parecer tarefa simples, na prática ela é bem mais complicada. O cartão de crédito, mais que o de débito, nos dá a ideia de “dinheiro fácil”. Isso ocorre pois só iremos pagar uma conta ao fim do mês.

Além do mais podemos ter vários cartões e os extratos de banco nunca foram fáceis de compreender. Digamos que eles não são muito amigáveis.

Se você não souber administrar esta facilidade na nossa vida, as chances são grandes de acabar utilizando rotativo do cartão. O grande problema é que, ao fazer isso, você estará contraindo uma dívida com juros absurdamente altos (podendo chegar a 300% ao ano!).

Manter um controle dos seus gastos é fundamental para evitar armadilhas que vão lhe dar muita dor de cabeça e custar seu precioso dinheiro.

A Educação Financeira é uma das soluções pra isso. E claro, a tecnologia nos ajuda muito! Hoje em dia, aplicativos como o GuiaBolso são uma mão na roda para quem não mantém um controle grande sobre seus gastos.

7- Saber Escolher a Melhor Forma de Pagamento

Pode parecer muito simples mas é até comum se confundir no meio de diferentes formas de pagamento. Pode ser a prazo, a vista, por quilo, por caixa, por unidade…

De uma forma geral, o grande embate continua sendo entre pagamento a vista e a prazo. Aí entra uma grande dica que, apesar de simples, é esquecida por muitas pessoas:

Só pague a prazo quando o desconto para pagamento a vista for menor do que você ganharia em seus investimentos.

O que quer dizer que, se não há desconto a vista, já está valendo a pena pagar a prazo.

Vou dar um exemplo. Se você quer comprar uma televisão e pode dividir em 12x sem juros é ótimo! TVs são caras e é difícil ter a grana toda na hora, mas… quanto será que é o desconto a vista?

DESCUBRA! CORRA ATRÁS E NEGOCIE!

Se você conseguir um desconto maior do que 10% a vista vale a pena economizar e pagar a vista! Isso porque dificilmente, no momento em que eu escrevo este texto, você vai conseguir um rendimento garantido de mais de 10% dentro de um ano.

O importante é ter uma boa base de educação financeira e de matemática para conseguir diferenciar e escolher a melhor forma de pagamento por um produto.

8- Ter Metas Para o seu Dinheiro

Sim, metas! É muito mais fácil nos incentivarmos a poupar e cuidarmos do nosso investimento quando temos metas!

Se queremos viajar, comprar um carro, uma casa… Seja lá o que for, essas metas vão te dar um norte que pode ser crucial para sua vida financeira.

De novo, vamos a um exemplo. Sem uma meta bem definida, pode parecer que aquele cafezinho que você compra a tarde não é nada, assim como aquela bolsa que você comprou mês passado e dividiu em 15x.

Porém, quando juntamos todos esses gastos desnecessários, temos um dinheiro que poderia ser facilmente investido para o sonho da casa própria ou aquela viagem maneira.

Com essas metas em mente, pensamos duas vezes antes de gastar com coisas que não precisamos tanto.

9- Estar Atualizado Com o Mundo Financeiro

Podemos ir com calma, ninguém quer que você dê aulas sobre o assunto. Porém, se manter antenado é importante dado que pode fazer você perder ou ganhar dinheiro.

Saber se o Brasil está indo para uma crise financeira significa que você deve repensar aquele investimento em bolsa que você ia fazer.

Saber se os juros estão caindo ou subindo pode fazer a diferença na hora de investir no Tesouro Direto.

Além de que se manter antenado pode te facilitar muito a vida! Fintechs como o Nubank ou a Digio podem te oferecer um cartão de crédito gratuito!

O GuiaBolso organiza a sua vida financeira sem cobrar nada por isso!

Os robôs-advisors como a Vérios ou a Warren podem facilitar seus investimentos a taxas muito baratas.

Tudo isso só vai chegar até você caso se mantenha antenado e atualizado no mundo financeiro.

10- Saber a Diferença Entre Preço e Valor

Muitas pessoas não se importam com isso, mas existe uma diferença clara entre preço e valor.

Preço do produto é aquilo que você terá de pagar por ele. Exemplo, um chinelo que custa R$15,00.

Este é o preço do chinelo.

Mas quanto ele vale para você? Ora, se você não tem um chinelo, é provável que ele de fato lhe traga muito valor. Mais do que R$15,00. Logo, vale a pena comprar o chinelo.

Mas, pense num outro cenário. Imagine que você tenha três chinelos! Aquele que você comprou, um outro que você ganhou e um que você comprou quando foi pra praia e esqueceu de levar o chinelo.

Bem, nesse caso, um chinelo novo vale muito pouco para você. Bem menos do que o preço de R$15,00. Assim, você não tem porque comprar o produto novo.

Este é um raciocínio que a educação financeira pode te dar, e provavelmente lhe ajudará muito a lidar com novas compras e vontades.

11- Ter Ideia do Custo de Oportunidade

“Mas o que é isso?”. Bem, custo de oportunidade é aquilo que você abre mão de fazer para fazer outra coisa.

Exemplo: você está dedicando tempo para ler este texto. Enquanto você está lendo, poderia estar dormindo, vendo TV, cozinhando… enfim, fazendo uma infinidade de outras coisas. Este é o seu custo de oportunidade.

Ter noção desse custo é extremamente importante para suas finanças, afinal, se você está gastando dinheiro numa TV nova, está deixando de usá-lo para investir numa viagem ou para reformar o banheiro de casa.

Saber que tudo tem um preço, até mesmo atividades como ler este texto, vão fazer você pensar duas vezes antes de comprar alguma coisa, e até mesmo antes de realizar qualquer atividade.

12- Saber se Endividar

“Mas como assim saber se endividar!?”

Isso quer dizer saber, dentre outras coisas, escolher a melhor forma de empréstimo para você. Será que se deixar seu carro como garantia você não consegue taxas de juros mais baixas (a propósito, a resposta é sim!)?

Será que se você buscar outras opções além dos grandes bancos, não encontrará outras opções de empréstimos mais baratas (muito provavelmente sim)?

Inclusive, se você estiver antenado, vai descobrir que é exatamente pra isso que o Juros Baixos está aqui!

Queremos facilitar a sua vida ao comparar os diversos empréstimos disponíveis no mercado!

Novamente, além da educação financeira, a tecnologia pode nos ajudar muito, não é mesmo?

E Como eu Faço para ter Educação Financeira?

Essa é a parte mais fácil! Primeiro, você pode nos acompanhar aqui no blog pois estamos sempre postando conteúdos relacionados a estes temas.

Além disso, leituras da parte de Economia e Negócios do jornal já ajudam muito.

Canais no Youtube como o Me Poupe e o do Gustavo Cerbasi também são ótimas opções.

Livros, como o “Homem Mais Rico da Babilônia” de de George S. Clason são de grande ajuda.

E claro, aquela pesquisa no Google sobre temas que te interessam é sempre bem-vinda.

Ficou com alguma dúvida? Sugestão? Então não deixe de comentar aqui embaixo ou falar conosco na nossa página do facebook!

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Author

Economista pela Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro, possui certificação CPA-20 pela ANBIMA e já trabalhou no mercado financeiro. Adora temas relacionados a poupança/investimento, educação e desenvolvimento econômico. Faz parte da equipe de redação do Juros Baixos.

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