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Letras de Crédito Imobiliário (LCI) têm como benefícios isenção de IR para pessoas físicas e o respaldo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para investimento de até R$ 250 mil.

Muitas pessoas que buscam um investimento rentável e seguro têm apostado em opções como a Letra de Crédito Imobiliário (LCI). Agora, para quem tem dúvidas sobre colocar ou não os seus recursos nessa modalidade, cabe um esclarecimento: ela será uma boa alternativa, desde que o investidor a associe diretamente com os seus objetivos de vida.

Diante dessa explicação, há quem pergunte se vale a pena investir na LCI da Caixa. Inicialmente, antes de entrar neste assunto, vale lembrar o que é uma LCI, uma das várias opções de renda fixa existentes no mercado financeiro. Para exemplificar, investidores aplicam seu dinheiro em instituições bancárias, que usam esses recursos para financiar o segmento imobiliário, ou seja, ao aplicar em LCI, em tese, você está ajudando a aquecer o setor habitacional que, aos poucos, vem apresentando uma leve retomada econômica.

Interessante afirmar ainda que, entre as vantagens da LCI, estão a isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas e a segurança do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante o pagamento de até R$ 250 mil por CPF ao investidor, caso a instituição bancária decrete falência.

O que levar em conta

Para que a LCI seja realmente uma boa opção, é preciso se atentar não só à rentabilidade, mas também a fatores como a liquidez e prazo. Eles devem nortear a melhor escolha para as suas necessidades. Algumas LCIs registram resgate de curto para 90 ou 180 dias, mas a maioria exige que as aplicações respeitem o longo prazo (vejaResolução CMN nº 4.410, de 28 de maio de 2015), sendo que o investimento inicial também varia de banco para banco.

Quanto ao LCI da Caixa, o aporte mínimo é de R$ 30 mil, o que pode ser considerado um entrave para pequenos investidores, principalmente porque há instituições menores que trabalham a partir de R$ 1.000,00.

A Caixa, como é recorrente nos grandes bancos, costumam ter uma rentabilidade maior quanto mais volumosa é a aplicação ou seja, quanto maior o investimento do contratante, mais percentual de CDI é pago ao investidor. Na prática, isso significa que, quando o aporte apresenta valores consideráveis, é possível necessário negociar taxas melhores. Especialistas indicam que o investimento vale a pena, quanto mais próxima estiver a taxa de 100% do CDI

Resgate e transferência de titularidade

Antes de optar pelo investimento, é importante conhecer algumas características da LCI Caixa. Ela​ é remunerada pelo CDI e pode ser resgatada a partir de 90 até 1.110 dias, dependendo do contrato, razão pela qual o banco permite a negociação de taxas diferenciadas, de acordo com o período de carência para resgate do título. Quanto maior a carência, maior a taxa. Simples assim.

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A Caixa possibilita também a transferência de titularidade. Neste caso, o titular deve apresentar o Termo de Cessão de Direitos, com o devido registro em Cartório de Títulos e Documentos.

Para contratar a LCI Caixa, uma das exigências é ser pessoa física com conta-corrente na instituição bancária e possuir recursos acima do valor mínimo para a aplicação. A aplicação ocorre exclusivamente por meio de débito em conta-corrente, com crédito automático no vencimento ou na solicitação do resgate antecipado.

O site da Caixa tem um campo de Investimentos, que permite a simulação do rendimento, propiciando uma maior assertividade sobre apostar ou não na LCI, de acordo com a expectativa e necessidade de cada investidor, Certo é que, nesta modalidade, é necessário pensar em retorno no longo prazo, podendo o investidor definir ainda pelos títulos pré-fixados (taxa de rentabilidade preestabelecida), pós-fixado (atrelado a algum índice, geralmente o CDI) ou variável (taxa fixa mais algum indicador, como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA ou Índice Geral de Preços do Mercado – IGMP).

De qualquer maneira, a LCI, independentemente do banco, tem atendido bem a investidores mais conservadores, pois rende mais que a poupança, sem deixar de ter a segurança e isenção de tributação desta modalidade.

Abaixo, detalhamos algumas condições para quem ainda tem dúvidas sobre a modalidade. Elas podem te ajudar a decidir sobre apostar ou não nas Letras de Crédito Imobiliário, a LCI:

Liquidez

A liquidez é um dos fatores que mais influenciam no rendimento da LCI. Neste caso, o investidor precisa entender que o seu retorno acontece em longo prazo. Neste sentido, não é indicada como investimento para suprir possíveis emergências, pois sua liquidez não é diária, como alguns CDBs, sendo que é necessário ficar atento aos vencimentos dos títulos. O período de carência está atrelado ao tipo de LCI escolhido, mas, em geral, o prazo mínimo de permanência é de 90 dias.

Segurança

Aqui está um ponto positivo da LCI. Por ter o suporte do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o investimento é seguro e pode ser feito por qualquer investidor, interessado em investir seu dinheiro em médio e longo prazo. Lembrando que o FGC assegura até R$ 250 mil por CPF, não sendo recomendado investir acima desse valor, para não perder a cobertura do FGC.

Isenção de taxas

Isento de taxas para pessoa física, a LCI apresenta vantagens para os investidores. Sem dúvida, este é um ponto forte, pois a maioria dos investimentos possui incidência de IR regressivo, começando em 22,5% até 15% (quanto mais tempo de aplicação, menor a alíquota de imposto sobre o rendimento, o que vale também para pessoa jurídica, mesmo na LCI).

Planejamento

Toda aplicação pede um planejamento e com a LCI não é diferente. Como já foi reforçado neste artigo, gastos extras não planejados ou momentos de desequilíbrio financeiro podem resultar em resgate antecipado e, consequentemente, diminuir seus rendimentos da modalidade, cujos títulos apresentam um período de carência mínima.

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