Contar com um financiamento estudantil é ótimo auxílio na hora de fazer uma faculdade. Afinal, os gastos com mensalidades e materiais podem pesar no bolso, e é bastante interessante ter a possibilidade de pagamento posterior. Neste mercado, há duas grandes opções: o Fies, iniciativa do Governo Federal, e o PraValer, gerenciado pelo Banco Itaú. Mas qual será a melhor opção para o parcelamento da universidade?

O Fies

Vantagens do programa

O Financiamento Estudantil é a alternativa mais procurada por estudantes atualmente. De 2008 a 2015, o programa já beneficiou mais de 15 milhões de alunos por todo o país, parcelando os cursos com juros de 6,5% ao ano.

A alternativa financia parte ou valor total das mensalidades de um curso superior. Quando o parcelamento é de 100%, o estudante paga os valores após sua formatura, tendo 18 meses entre esta data e o início da quitação.

Já quando o Fies é parcial, o graduando arca com a parte da mensalidade que não foi parcelada, enquanto os demais valores serão pagos também após a formatura.

Além destes, o estudante arca apenas com valor trimestral referente aos juros do programa, valor este que não ultrapassa R$150.

A partir de 2018, os juros e prazos para pagamento mudarão, mantendo-se, porém, como os melhores do mercado. Os encargos anuais ficarão entre zero e 3%, dependendo da renda familiar mensal por pessoa do candidato. Para os prazos, as modificações referem-se ao tempo de carência: a partir do momento em que o graduado obtiver emprego formal em carteira, deverá iniciar o pagamento de sua dívida, com valores descontados diretamente em sua folha de pagamento.

Desvantagens

Para adesão ao Fies, o primeiro incômodo é a necessidade de nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado mensalmente. Aqueles que não realizarem as provas não têm direito ao benefício.

Apenas estudantes que realizarem o Enem podem se inscrever para benefício do Fies.

Para a seleção, é feito ranqueamento das notas dos candidatos, uma vez que o número de vagas paga o benefício são limitadas por semestre letivo.

Outro problema é a exigência de um fiador. Ter garantidor de pagamento é necessário à cada renovação semestral do contrato do parcelamento.

Para estudantes com renda mensal familiar de até um salário mínimo por pessoa, é possível contar com os recursos do Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc). Funcionado como um fiador, a opção permite a adesão ao programa mesmo sem pessoa física que faça este papel.

O financiamento fica limitado ainda a cursos de graduação e mestrado.

O PraValer

Vantagens

Assim como Fies é o maior financiamento com recursos públicos, o PraValer é dos mais conhecidos parcelamentos aprovados hoje. Com os recursos do programa é possível parcelar aulas de graduação, pós-graduação, MBA e cursos técnicos.

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O programa funciona pelo pagamento dividido entre aluno e Itaú. Durante o curso, o estudante paga apenas parte da parcela, enquanto o banco arca com o resto do valor. Após a graduação, o usuário terá então o mesmo tempo de duração do curso para pagamento do restante dos custos.

Ou seja: com financiamento de 50/50, o aluno que está realizando curso de quatro anos pagará apenas R$500 da mensalidade de R$1 mil. Após sua formação, ele terá outros quatro anos para pagamento dos outros R$500 referentes a cada mensalidade quitada.

Outro benefício da alternativa é que ele não possui limitação de vagas, nem é preciso ter realizado Enem para adesão. Basta que o estudante esteja matriculado em escola associada ao programa.

É possível ainda associar o PraValer e o Fies em casos em que o graduando não utiliza de financiamento de 100% do curso no segundo. Desta forma, todo o valor mensal a ser quitado será financiado.

Desvantagens do programa

Para entrar no parcelamento do banco Itaú, o aluno precisa comprovar renda mínima de duas vezes o valor da mensalidade de suas aulas. Caso não consiga, é necessário apresentar o fiador, o que pode ser difícil, já que muitos não gostam de colocar-se como garantidor de uma dívida. Como o plano é privado, o estudante não pode contar com recurso público para garantia.

Portal do PraValer permite cálculo do valor das prestações, limite de financiamento e previsão de juros.

Os juros do plano são diferentes. Eles são cobrados de todos os clientes apenas em caso de atraso das parcelas e podem chegar a até 3% ao mês.

Há ainda taxa de 29,7% de juros ao ano, mas algumas instituições educacionais optam por não as cobrar, ou por solicitá-las em valores reduzidos. A vantagem é possível graças ao subsídio das faculdades parceiras, que arcam com os encargos ao invés de repassá-lo aos alunos.

Qual a melhor opção?

Fies e PraValer diferenciam-se principalmente por suas taxas de juros. Enquanto o primeiro tem valores que cabem no bolso, o segundo pode incomodar no momento da quitação da dívida. Entretanto, o PraValer é ótima opção àqueles que não conseguiram obter vaga no programa do Governo Federal, permitindo a graduação com pouco mais de economia.

A escolha, porém, deve ser pensada de acordo com a situação de cada estudante. “O custo do curso é alto? Tenho renda suficientes para quitá-lo integralmente durante a faculdade? É interessante aderir a programas que cobrarão suas dívidas após a graduação, ou seria mais benéfico pagar as parcelas durante o curso?”. Respondendo a perguntas assim, o aluno poderá fazer a escolha mais vantajosa às suas particularidades.

Para saber mais sobre opções de financiamento estudantil, você pode acessar o texto “Financiamento de educação – Compare em vários bancos”.

Ambos os planos requerem renovação semestral, e quando não são atualizados podem ser cancelados automaticamente. Por isso, é importante ter atenção aos prazos de aditamento de cada um e seguir o passo a passo para comprovação dos dados de renovação.

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