O cheque especial é uma alternativa de crédito que pode ser uma salvação, mas também um pesadelo. Ele consiste num valor pré-aprovado pelo banco e disponível a todo consumidor, que pode utilizá-lo sempre que quiser. É sempre possível ainda aumentar o limite do cheque especial, mas isso e o uso dos valores merece cuidado.

O cheque especial

O cheque especial é, muitas vezes, confundido com os recursos do próprio consumidor. Isso porque os montantes aparecem na ao fim da conta corrente, próximo ao saldo final daquela conta. Assim, numa visualização mais rápida, o indivíduo pode achar que tem mais do que achava, e assim optar pelo uso dos valores. E mesmo quando essa confusão não existe, a utilização do cheque especial deve ser bastante ponderada.

Isso porque o cheque especial é o segundo tipo de empréstimo com maior taxa de juros do mercado. Ele fica atrás apenas do rotativo do cartão de crédito.

Cheque especial deve ser usado apenas em emergências, pois os juros da opção são bastante altos.

Os juros da opção são cobrados diariamente, com uma taxa de aproximadamente 0,5%. O valor varia por financeira. Desta forma, o consumidor que usa o cheque passa a pagar taxas a partir das primeiras 24h após o empréstimo. Para quitar o débito, ele deverá então depositar na própria conta o total do valor utilizado do banco, mais os juros cobrados por isso.

Imagine, por exemplo, que você utilizou valor de R$500 no cheque especial. Após um dia de empréstimo, para quitar a dívida com o banco, você deverá depositar na sua conta um montante de R$502,50. Após dez dias do uso dos valores, o necessário passa a ser deR$525, e assim sucessivamente.

Além dos juros, o uso do cheque especial ainda cobra Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), numa taxa variável.

Aumentar ou não o limite?

Com valores tão altos, utilizar o cheque especial deve ser sempre uma opção emergencial. Antes de escolher ainda aumentar os valores, o consumidor deve ponderar: quando há mais disponível, é mais provável maior consumidor. Considerando os juros, o uso de valores pode se tornar uma grande dívida ao longo do tempo.

Por isso, o indivíduo precisa primeiro analisar: por que aumentar o limite do cheque especial seria mesmo interessante? Eu tenho gasto mais do que deveria? Se sim, porque não consigo pagar os débitos de outra forma.

Muitas vezes, o cheque especial é uma alternativa devido à falta de planejamento do orçamento. Assim, basta que o consumidor coloque suas contas na ponta do lápis, analise todos os seus gastos e verifique porque, afinal, os valores extras estão sendo tão requisitados.

Com os dados em mãos, o consumidor consegue ter maior clareza de suas finanças. Consegue também definir áreas para economia, e o planejamento que poderá evitar empréstimos. Mudar pequenos hábitos, como o lanche da tarde ou o café na padaria todos os dias pode surtir ótimos resultados para a poupança de valores.

Fazer o planejamento financeiro doméstico é fundamental para a saúde do orçamento, e pode ajudar a entender se é mesmo necessário aumentar o limite do cheque especial.

Com esta medida, ao longo de alguns meses o consumidor tende a obter um “respiro” nas contas. Então, é hora de começar reservas de emergência. Ou seja, economizar e guardar para que, quando o cheque especial for necessário, o indivíduo consiga tirar valores do próprio bolso e quitar os débitos.

Assim, aumentar o limite do cheque especial é um perigo para as finanças. Escolha fazê-lo apenas se não houver escolha, mesmo com a reorganização do orçamento.

De qualquer forma, na hora de organizar as finanças, procure um consultor financeiro ou aplicativos que auxiliem nesta tarefa. Os resultados serão mais claros e práticos!

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