É comum se deparar com questionamentos e inseguranças quando o assunto envolve temas como salário bruto, salário líquido, ocorrência de descontos e cálculo do salário. Muitos trabalhadores desconhecem os conceitos e as principais regras envolvendo a legislação trabalhista aplicável. 

O que é o salário bruto

O primeiro passo é entender o que é um salário bruto. Também chamado de “remuneração base”, consiste no valor recebido pelo trabalhador sem os descontos ou adicionais aplicáveis ao seu caso.

Desta forma, ele pode ser visto como o salário inicial, acordado entre empregador e empregado na contratação, que consta no contrato de trabalho e demais documentos vinculados à relação empregatícia.

Na prática, o salário bruto geralmente não representa a quantia final recebida pelo empregado, uma vez que há outras variáveis incidentes sobre ele.

Diferença entre salário líquido e salário bruto

É importante que o trabalhador tenha clareza com relação aos dois conceitos, já que ambos fazem parte da folha de pagamento e são comuns à rotina de recebimento de remuneração.

Como mencionado, o salário bruto representa a remuneração a que tem direito o trabalhador sem nenhum tipo de desconto ou acréscimo.

São estes descontos que determinam o conceito do salário líquido. Após descontados os valores de INSS, vale-refeição e vale-alimentação e somados o adicional de hora extra, por exemplo, tem-se o salário líquido, que representa a quantia em dinheiro que o trabalhador efetivamente recebe.

Depois que o salário bruto passa por todos os acréscimos e descontos necessários, o valor final obtido é chamado de salário líquido.

Como funciona no caso de quem recebe remuneração por hora

Para quem recebe uma quantia mensal fixa é fácil identificar o valor do salário bruto e, a partir dele, fazer os descontos até chegar à remuneração líquida. Mas como funciona no caso de trabalhadores que recebem pagamentos por hora de trabalho?

Muitos profissionais recebem seus pagamentos por meio do cálculo de hora trabalhada, e não um salário bruto fixo. Nesse tipo de situação, usar ferramentas como a calculadora de salário bruto pode ser útil para identificar rapidamente qual será o montante final a ser recebido.

Para chegar ao valor final é fácil: basta saber qual é o valor a ser pago pela hora trabalhada e a quantidade de horas que serão dedicadas à atividade profissional ao longo do mês.

Por exemplo, imagine que o profissional exerce atividade de educador físico e recebe 40,00 por hora/aula, com uma rotina de 8 aulas por dia, durante cinco dias na semana. Calculando manualmente, basta aplicar a seguinte fórmula: 

Valor da hora (R$ 40,00) x quantidade de horas trabalhadas (8 horas por dia). Com isso, chega-se ao valor de R$ 320,00 diários. Por semana, isso totaliza uma quantia de (R$ 320,00 x 5), ou seja, 1.600,00. Em um mês, considerando 20 dias trabalhados, a remuneração bruta será de R$ 6.400,00.

Aqui, é importante ter em mente que salário bruto pode ser considerado o valor da hora de trabalho, pois ele é um valor fixo. Entretanto, por haver variações no número de dias úteis do mês, existe a possibilidade de flutuação no valor a ser recebido pelo trabalhador.

Como saber se o cálculo da folha de pagamento está correto

O trabalhador tem muitas ferramentas à sua disposição que podem ajudar a identificar a regularidade no cálculo de salário bruto, salário líquido e descontos realizados na folha de pagamento.

Em caso de dúvidas, a orientação é sempre conversar com o empregador ou com o setor de recursos humanos. De forma geral, eles podem oferecer todo suporte, orientação e esclarecimentos relacionados aos valores que estão sendo pagos na forma de remuneração.

Todavia, se mesmo assim restar qualquer tipo de dúvida, a orientação é que o trabalhador busque auxílio com um contador ou advogado trabalhista de sua confiança. Estes profissionais têm o conhecimento técnico necessário para interpretar o contrato de trabalho e avaliar a regularidade dos pagamentos de salário.

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