As dívidas podem ter um papel positivo nas nossas vidas e também na economia do país. Afinal, para conquistar muitos produtos (e sonhos) recorremos a diferentes tipos de crédito, que nada mais são que dívidas. O problema é quando não conseguimos honrá-las conforme o combinado e ficamos com o nome sujo na praça. Esse endividamento paralisa nossas vidas e nos impede de seguir em frente.

Neste artigo nós vamos dar 5 dicas preciosas para sair dessa difícil situação e também ensinaremos como sair das dívidas mesmo ganhando pouco. Antes, porém, precisamos abordar um pouco sobre os tipos mais comuns de dívidas.

Principais tipos de dívidas

As dívidas mais comuns estão ligadas a serviços usados rotineiramente pela maioria dos consumidores. Especialmente quando eles têm taxas ou parcelas muito altas, ou são muito fáceis de acessar, acabamos comprometendo uma parte muito alta da nossa renda e ficamos inadimplentes.

Dívidas com o cartão de crédito

A dívida mais comum dos brasileiros é com o cartão de crédito. Existem alguns motivos para isso. Primeiro, o cartão de crédito é a forma de pagamento mais usada pelos brasileiros, sendo que mesmo aqueles com renda baixa conseguem ter acesso a esse serviço. E o cartão permite acesso fácil a um tipo de crédito, que é o limite usado em compras e pagamentos.

Mas talvez o principal motivo para o enorme endividamento com cartão de crédito é a taxa de juros do rotativo, cobrada quando a fatura não é paga à vista. Para se ter uma ideia, essa taxa ficou em média em 328,1% ao ano em dezembro de 2020, um valor altíssimo.

Ou seja, muitos consumidores aproveitam a facilidade de fazer compras no cartão de crédito, gastam todo o seu limite e não conseguem pagar a fatura no mês seguinte, caindo em juros altos e, consequentemente, se endividando.

Dívida do cheque especial

Com o cheque especial acontece algo parecido. Ele é facilmente acessível à maioria dos brasileiros que usam uma conta corrente e também tem juros altos. Felizmente, em janeiro de 2020 o Banco Central impôs um limite à taxa de juros do cheque especial, que agora não pode passar de 8% ao mês, mas esse valor ainda é bastante alto.

Assim como o limite do cartão de crédito, o cheque especial também é uma forma de crédito pré-aprovado. Os correntistas que têm acesso ao serviço acabam utilizando-o frequentemente quando o saldo da conta acaba, mas é necessário pagar aquela compra no supermercado, por exemplo.

Veja também: Será que vale a pena usar o cheque especial?

Dívidas de empréstimo

Os empréstimos são recursos que podem ajudar muito os consumidores em momentos decisivos da vida, quando precisamos aliviar nossa situação financeira e quando desejamos conquistar ou construir algo.

Mas quando contraímos empréstimos a uma taxa muito alta, ou quando as parcelas pesam demais no orçamento, ou, ainda, quando o investimento para o qual o crédito se direcionava não vai bem, acabamos caindo em dívidas.

E não é apenas com o empréstimo pessoal, que costuma apresentar elevadas taxas de juros, que os brasileiros se endividam. O financiamento de veículos, forma de crédito com juros mais baixos, é um dos principais focos de endividamento dos brasileiros, que apostam nele para adquirir um bem de grande valor, mas acabam não conseguindo lidar com as parcelas altas.

Dívida estudantil

O financiamento de cursos superiores é muito importante para milhões de brasileiros realizarem o sonho de ter um diploma e melhorarem suas perspectivas de futuro. Esse crédito, no entanto, apresenta um valor bastante alto, e, especialmente devido às condições ruins da economia, muitas pessoas se formam, mas não conseguem ter renda suficiente para pagar as parcelas do financiamento em dia.

Dívidas empresariais

É muito comum dizer-se que vida de empreendedor não é fácil. E não é fácil mesmo. No Brasil, pequenos e microempresários se veem todos os dias frente a dificuldades como diminuição da demanda, taxas elevadas no crédito empresarial e muitos impostos para pagar.

Com todas essas intempéries, que são especialmente piores nos primeiros anos do negócio, os empresários acabam se endividando com fornecedores, instituições de crédito e até com seus funcionários. Em 2020, por exemplo, 5,5 milhões de empreendedores brasileiros terminaram inadimplentes.

Como se organizar para sair das dívidas em 5 passos

Coloque todas as ívidas no papel

O primeiro passo a ser tomado é colocar todas as suas dívidas no papel (ou numa planilha eletrônica, claro). É necessário organizar todos os débitos, anotando o seu valor, há quanto tempo está em aberto, o nome da empresa para a qual se deve, quais as taxas cobradas, etc.

Sabemos muito bem que, quando as dívidas se acumulam, é muito fácil perder a cabeça. É por isso que, primeiramente, o consumidor deve organizar tudo de forma clara, a fim de conseguir ter a tranquilidade necessária para sair das dívidas.

Renegocie sua dívida

A negociação de dívidas é um passo que muitos consumidores acabam negligenciando, talvez por acreditarem que não há como diminuir os valores devidos ou por simplesmente sentirem vergonha de tomar essa atitude.

Veja também: 6 dicas para negociar dívidas no cartão de crédito

O que ocorre, na realidade, é que a maioria das empresas está disposta a negociar as dívidas, para receber o mais rápido possível o valor atrasado. Além disso, felizmente existem muitas empresas especializadas nesse tipo de negociação. Elas prestam um serviço de forma rápida e profissional, sendo capazes de arranjar descontos incríveis, especialmente em dívidas mais antigas.

Defina metas e organize seu orçamento

Estando ciente dos novos e antigos valores a serem pagos, agora é hora de definir as metas. Organize seu orçamento de modo a chegar aos valores que deverão ser reservados para pagar as dívidas. Estabeleça os valores mensais e um prazo para quitar cada dívida.

Mas atenção: não defina metas irreais, que não podem ser cumpridas. Lembre-se de separar, de modo realista, uma parte do orçamento para as despesas obrigatórias e necessárias.

Priorize as dívidas com juros mais altos

As dividas com juros mais altos são as que crescem mais rápido, e por isso elas devem ser pagas primeiro. No momento da negociação com as empresas credoras tente diminuir os juros das dívidas, pois quanto menores eles forem, mas fácil será quitar.

Avalie seus hábitos de consumo

Hábitos irresponsáveis de consumo podem levar ao endividamento. Quando se gasta demais com o cartão de crédito ou cheque especial, ou quando realizamos uma compra desnecessária e de alto valor, a chance de ficar negativado aumenta.

Pensando nisso, você deve mudar seus hábitos de consumo para sair das dívidas atuais e também para não voltar a ficar endividado. Concentre seu orçamento em gastos essenciais, através de medidas como:

  • Diminua as refeições realizadas fora de casa ou pedidas por aplicativo
  • Evite comprar roupas, calçados, joias, eletrônicos e presentes em geral
  • Cancele serviços prestados a domicílio, como faxina e jardinagem, e serviços prestados fora, como academia
  • Troque planos de internet, telefone, TV por assinatura e outros, que sejam caros, por planos mais simples e baratos
  • Economize água, energia, gasolina e outros bens de consumo regular.
  • Cancele viagens e outros programas que pesem demais no orçamento

Como sair das dívidas ganhando pouco

Se você está endividado e ainda tem uma renda pequena, muito provavelmente sente que sua situação é ainda pior. E, nesse caso, deve parecer que os passos que recomendamos aqui não servem para você.

Mas não se preocupe: as dicas contidas nesse artigo servem inclusive para os negativados que ganham pouco. Mesmo quem tem esse perfil pode tomar medidas simples como organizar as dívidas no papel, estabelecer metas, cortar gastos desnecessários e, claro, arranjar novas fontes de renda.

Também é possível renegociar suas dívidas e reservar uma parte do seu orçamento para pagá-las. Por menores que sejam seus rendimentos, o importante é ter disciplina e confiança de que é possível sair do vermelho.

Invista em educação financeira

A educação financeira é essencial para todos os consumidores. Entender como gerenciar suas despesas, como poupar dinheiro e fazer investimentos ajuda muito a conquistar os seus sonhos e, claro, a não cair em dívidas.

Pesquise e estude sobre esse tema, seja através de conteúdos gratuitos, seja através de cursos e consultorias de qualidade, que com certeza valerão o investimento.

Aqui mesmo no Juros Baixos você pode colocar a sua educação financeira em dia. Oferecemos diversos produtos para esse fim, como conteúdos gratuitos no nosso blog e no nosso canal no YouTube e cursos completos e interativos. Além disso, você pode contratar um de nossos planejadores financeiros, profissionais que atendem de forma personalizada cada consumidor, ajudando a gerir melhor as finanças e a sair do vermelho.

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