O CET (Custo Efetivo Total) é a taxa anual que mostra o quanto um empréstimo realmente custa, somando juros, IOF, tarifas e seguros (quando existirem) em um único número.
Você consegue calcular no papel em três passos: veja o que de fato cai na sua conta, multiplique a parcela pelo número de meses e compare a diferença com o valor recebido.
Essa diferença, em percentual, é o quanto você paga além do que pegou emprestado. E é por ela, não pela taxa de juros, que você analisa propostas de crédito.
Abaixo, acompanhe como conferir o CET informado no contrato do empréstimo, o passo a passo detalhado, com números reais, e os tropeços mais comuns na hora de comparar ofertas.
A Resolução CMN nº 4.881/2020 do Banco Central diz exatamente o que precisa estar dentro do Custo Efetivo Total de qualquer empréstimo no Brasil.
Não é uma escolha do banco ou outra instituição financeira, eles são obrigados a calcular e te informar antes de você assinar.
| Componente | Entra no CET? | Observação |
|---|---|---|
| Taxa de juros do contrato | ✅ Sim | Componente principal |
| IOF | ✅ Sim | 0,38% fixo + 0,0082% ao dia (pessoa física) |
| Tarifa de cadastro ou abertura | ✅ Sim | Quando o banco cobra |
| Seguros vinculados (prestamista) | ✅ Sim | Mesmo quando aparecem como “opcionais” |
| Serviços de terceiros repassados | ✅ Sim | Avaliação, registro etc. |
| CDI, IPCA e outras taxas flutuantes | ❌ Não | Variam ao longo do contrato |
| Multa e juros por atraso | ❌ Não | Custos eventuais, não previstos |
Essa lista permite comparar o CET no empréstimo entre propostas que parecem diferentes por fora, mostrando qual oferta de crédito sai mais cara de verdade.
O cálculo do CET no papel não bate exatamente o número do contrato, porque a fórmula oficial é mais elaborada, mas chega perto o suficiente para comparar duas ou mais propostas de empréstimo e entender o que está pagando.
Esse é o ponto que mais passa batido. A instituição financeira contrata um valor, mas libera menos depois de descontar o IOF, tarifas e qualquer seguro pago na largada.
Exemplo: você contratou R$ 5.000, mas o banco descontou R$ 175 de IOF e R$ 80 de tarifa. O que realmente cai na conta: R$ 4.745.
Pegue o valor da parcela e multiplique pelo prazo total, ou seja o número de parcelas. Se tiver algum seguro mensal cobrado por fora, some também.
Exemplo: 12 parcelas de R$ 487,26 = R$ 5.847,12 no total.
Subtraia o que caiu na sua conta (passo 1) do que você vai pagar (passo 2). Esse é o custo do dinheiro emprestado, em reais.
Exemplo: R$ 5.847,12 − R$ 4.745 = R$ 1.102,12 de custo total.
Divida o custo total encontrado no passo 3 pelo valor que vai cair na sua conta (passo 1) e multiplique por 100.
Exemplo: R$ 1.102,12 ÷ R$ 4.745 = 0,2323 → 23,2% ao longo dos 12 meses.
Como o prazo do exemplo é de 12 meses, esse número já é uma boa aproximação do CET ao ano.
O CET oficial fica um pouco maior, porque a fórmula do Banco Central considera o efeito do tempo sobre o dinheiro. Mas, para comparar propostas parecidas, a conta no papel já te dá uma direção clara.
Refaça os quatro passos para a segunda oferta e outras que estiver considerando. A proposta de empréstimo que tiver o número final menor, tem um custo total menor.
O CET tem que aparecer no contrato, mas para ter certeza das informações repassadas pelo banco ou financeira, três perguntas rápidas dizem se o número faz sentido:
Quem analisa mais de R$ 7 bilhões em simulações de crédito por mês, como a gente faz aqui na Juros Baixos, vê os mesmos erros se repetindo toda semana, como comparar as propostas de empréstimo pela taxa de juros em vez do Custo Efetivo Total.
Duas propostas com a mesma taxa de juros podem ter CET bem diferentes, porque as tarifas, IOF e seguro mexem no número real.
Esquecer do seguro “opcional” costuma acontecer com frequência. Quando o seguro prestamista vem embutido no contrato sem você perceber, ele sobe o CET. Sempre pergunte se o seguro é opcional e qual seria o valor do CET sem ele.
Outro erro é comparar o CET ao mês com o CET ao ano. Alguns bancos e financeiras informam ao mês, outros ao ano, então é importante colocar na mesma base antes de decidir qual oferta vai aceitar.
Ignorar o prazo também pode custar mais caro. Um CET menor com prazo mais longo pode te fazer pagar mais reais no total. Ele mede o custo do dinheiro no tempo, não o tamanho do bolo que você vai pagar.
Tem três casos em que escolher a proposta com CET menor pode não ser a melhor alternativa:
O Custo Efetivo Total é o melhor critério único de comparação, mas não é o único.
Calcular o CET no papel ajuda você a entender o que está pagando, e é bom saber fazer. Só que sair atrás de propostas de empréstimo online em vários sites, anotar cada um, refazer a conta e comparar tudo, não é prático.
Na Juros Baixos, você simula uma vez e vê as ofertas de empréstimo reais de instituições parceiras adequadas ao seu perfil, lado a lado, com o CET de cada uma. Aí, escolhe a melhor e, antes de assinar o contrato, confere todas as informações.
Também pode fazer a conferência de mais de uma opção, caso esteja em dúvida, mas não vai precisar comparar em diversos locais.
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