As siglas e jargões de quem trabalha em área específicas, ajuda muito na comunicação da área. Porém, quando essas palavrinhas um tanto quanto estranhas, saem do perímetro da comunicação entre a equipe, e chega até as pessoas leigas no assunto, costumam surgir uma série de dúvidas. Por isso, o nosso blog sempre traz alguns esclarecimentos super úteis sobre as siglas, e hoje, vamos falar da sigla CRI. Você sabe o que significa CRI?

Entenda aqui tudo sobre isso, e fique por dentro de mais uma informação útil para sua gestão (e saúde!) financeira.

As siglas e jargões que não fazem parte do nosso cotidiano, acabam muitas vezes, gerando confusão.

O que significa CRI

CRI significa Certificado de Recebíveis Imobiliários, que se trata de um tipo de crédito nominativo, cujo garante ao portador do certificado, créditos imobiliários que ao final do contrato poderão ser convertidos em dinheiro. Esses certificados são emitidos com base em contratos de financiamentos, locação, arrendamento ou qualquer outro tipo de operação que tenha um imóvel como garantia de pagamento.

Quando as construtoras vendem empreendimentos ainda na planta, e dão aos compradores a opção de efetuarem o pagamento em dois ou mais anos, por exemplo, trata-se de um CRI. Pois, a construtora pode optar por vender esses recebíveis para terceiros e antecipar à vista o dinheiro que teria fracionado ao longo do período do financiamento.

Para formalizar um CRI, há a necessidade de contratar uma securitizadora, que é a instituição responsável por transformar os recebíveis em títulos. Lembrando que recebíveis é o mesmo que contas a receber, ou seja, são o dinheiro que uma empresa tem para receber, por ter vendido produtos ou serviços a crédito.

Os certificados de recebíveis imobiliários estão previstos por lei (Lei 9514/97), cuja autoriza e regula a emissão desses títulos por instituições que não sejam financeiras necessariamente e, autoriza as companhias securitizadoras a adquirir, emitir e comercializar esses títulos no mercado financeiro.

O que significa a securitizar um CRI?

A securitização nada mais é do que o ato de transformar as dívidas das pessoas que compraram apartamentos na planta e optaram por financiar, em valores imobiliários. Lembrando que esses valores imobiliários podem ser livremente comercializados entre investidores.

Como funciona um CRI?

O CRI tem isenção de imposto de renda para pessoas físicas, IOF e taxa de administração. Outra característica é que ele costuma ser disponibilizado com prazos maiores, por isso, o investidor deve estar ciente de que não poderá mexer no dinheiro aplicado durante um bom tempo. Isso é o que se chama de investimento a longo prazo.

Porém, como a maioria dos investimentos a longo prazo, normalmente o CRI oferece uma rentabilidade bem interessante.

Por outro lado, o CRI não conta com garantia do Fundo Garantidor de Crédito, o que significa que possui risco moderado. Isso deve ser avaliado na hora da escolha, pois você precisa estar ciente dos riscos e disposto a corrê-los, se quiser tentar obter lucros maiores.

Vale a pena adquirir um CRI?

O CRI é um investimento que durante muito tempo, foi restrito apenas a investidores qualificados. Porém, isso está mudando e esses certificados estão cada vez mais acessíveis aos investidores menores. O investimento em CRI podem ser bastante lucrativo, além de ser acessível por permitir investimentos a partir de R$1.000.

No entanto, o principal risco desse tipo de investimento é o crédito, sendo que se a pessoa que comprou o imóvel tiver dificuldade para pagar o financiamento, isso afetará a rentabilidade do investimento. Além disso, a rentabilidade média do investimento também está atrelada a um índice, cujo pode variar entre o IGP-M, o IPCA ou a TR.

O resgate é bem facilitado, sendo que pode ser feito na data do vencimento do título ou, caso se você precisar antecipar o recebimento, você pode vender o título na Bolsa de Valores.

Quanto ao rendimento, pode ser garantido por taxa prefixada, taxa flutuante ou de acordo com o Índice de Preços. Como trata-se de recebíveis de médio e longo prazo há dois tipos de emissão: os contratos performados correspondem aos imóveis entregues, e os contratos não performados, correspondem aos imóveis que ainda estão na planta.

Assim como com qualquer outro investimento de risco, o investidor passa a assumir alguns riscos quando opta por esse investimento. Com o CRI, o investidor assume o risco de crédito primário do emissor. Portanto, é imprescindível escolher uma boa corretora de valores para orientá-lo sobre as melhores formas de investir, além de contar com a avaliação de um profissional sobre os riscos e prazos para concretizar o investimento.

O imóvel financiado pelo proprietário, vira um investimento que é chamado CRI.

Agora que você já sabe o que significa CRI, conte-nos sobre suas experiências. Você já investiu nessa modalidade? Se não, você investiria? O que você acha desse tipo de investimento?

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