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Taxa Selic atinge o menor patamar da história.

Pela nona vez consecutiva, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reduziu a Selic, taxa básica de juros da economia brasileira. Menos de dois meses depois do último corte, o início de agosto começou com uma redução para 2%.

Neste artigo, vamos apontar os principais fatores que podem afetar sua vida financeira e seus investimentos com a queda da Selic para 2%, menor patamar da história. A redução não foi surpresa para os economistas brasileiros, que já esperavam por uma nova queda na taxa básica de juros.

A inflação está controlada?

Sim, até o momento o Brasil continua com a inflação dentro da meta prevista. O país vem seguindo o regime de meta de inflação e, mesmo com os cortes consecutivos nos últimos 14 meses, o aumento para 2020 segue dentro da meta estipulada pelo Banco Central.

A inflação esperada para 2020 é de 4%, com margem de 1,5 ponto para cima ou para baixo, ou seja, ficando entre 2,5% e 5,5%. Dados do Boletim Focus, do início de agosto, apontam que as projeções do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, são de 1,63%.

O que o governo espera com o novo corte da taxa Selic?

Com o novo corte na taxa Selic, o governo espera, mais do que tudo, reaquecer a economia brasileira gravemente afetada pelas medidas de isolamento social dos últimos meses.

Quando a taxa Selic diminui, o crédito fica mais acessível, o que, neste momento, é fundamental para pessoas comuns e empresas. Baixar a taxa Selic é uma forma de estimular a economia e aumentar a inflação quando ela está abaixo da meta.

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É um bom momento para fazer um empréstimo ou um financiamento?

Sim, esse pode ser um bom momento para fazer um empréstimo ou um financiamento com taxas de juros mais acessíveis. Geralmente, bancos, financeiras e fintechs baseiam-se na taxa Selic para definir seus próprios juros nestes tipos de transações. A tendência é que as instituições financeiras acompanhem a queda na taxa Selic, o que deve tornar o crédito mais acessível no país.

Dados da Associação das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), apontam que, entre janeiro e maio deste ano, os financiamentos imobiliários cresceram 23,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior, movimentando cerca de R$ 34 bilhões.

A renda fixa ‘morreu’ com o novo corte da taxa Selic?

Muitos especialistas estão decretando a “morte” da renda fixa com o novo corte da Selic. É fato que, sempre que há uma redução na Selic, os títulos de renda fixa tendem a oferecer uma remuneração menor, diminuindo o seu rendimento, mas será que os títulos de renda fixa realmente “morreram” para os investidores?

A taxa Selic em 2% ao ano está num patamar semelhante aos juros em boa parte dos países desenvolvidos. Por isso, alguns economistas ressaltam que falar em “morte” da renda é algo exagerado.

Mesmo não sendo o melhor destino para quem deseja uma boa rentabilidade, a renda fixa ainda é a melhor opção em alguns casos. Quem deseja ter um investimento de segurança para fazer a sua reserva de emergência, por exemplo, tem uma excelente alternativa na renda fixa.

Onde devo investir com a Selic a 2% ao ano?

Ainda não há como prever o mercado num médio e longo prazo. Porém, dentro das expectativas e análises de economistas, o mais recomendado é que os investimentos em renda fixa continuem sendo mantidos para reservas de emergências.

Um bom investidor sabe que ter uma carteira diversificada de investimentos é primordial e não se pode deixar a renda fixa de lado por conta de um novo corte na taxa Selic. A dica é começar a equilibrar os investimentos, passando a visar uma porcentagem maior de capital na renda variável.

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