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Não é sempre que conseguimos manter as contas de acordo com nosso orçamento. Surpresas acontecem e, como diz o ditado popular, para pagar a janta, acabamos vendendo o almoço. É nesse momento que pode acontecer a inadimplência e o nome do consumidor fica “sujo”, ou seja, fica retido em uma lista de devedores e impede novas compras ou financiamentos. Confira neste artigo algumas situações que podem deixar o “nome sujo” e como evitá-las.

É bastante comum que a inadimplência leve o nome de uma pessoa para o SPC (no caso de comércio ou prestação de serviços) ou no Serasa (no caso de bancos e empréstimo de financeiras) e ela nem fique sabendo a princípio. Muitas vezes, a pessoa só fica sabendo exatamente quando está precisando de dinheiro, o que deixa a situação ainda mais complicada.

E nestes casos, não há nem tempo para lamentar. A maioria das empresas já acionam o Cartório de Protestos com 15 dias de atraso, outras em até menos tempo, e o nome já fica sujo após esse período. Entretanto, assim que a dívida é quitada, existe um prazo máximo de cinco dias para que o nome seja retirado do SPC ou Serasa.

Ficar com o nome sujo é um dos grandes medos dos consumidores.

Cheques que voltam: prova da inadimplência

Um dos sinais de que o consumidor já está com o “nome sujo” são cheques que voltam duas vezes por estarem sem fundo. Por isso, toda atenção é pouca, afinal, se não há crédito na praça, não se consegue um crediário. Nesse caso, o cidadão pode até não ser contratado em um processo seletivo por este motivo.

Os cheques sem fundo que voltam pela segunda vez ao banco já levam o nome do consumidor no CCF – Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos. Com isso, é preciso pagar a todos a quem se está devendo e pedir um recibo de quitação com data, valor da dívida, número do cheque correspondente, nome da pessoa, CPF e assinatura. Este cadastro deverá ser levado até o banco, onde são pagas outras taxas para recuperar o documento.

Falta de pagamento de boletos deixam o nome sujo

As compras em lojas via boletos, faturas de cartão de crédito e notas promissórias não pagas ou em atraso também são situações que podem deixar o nome sujo. Além da dor de cabeça de ficar com crédito retido, este tipo de dívida – assim como empréstimo de financeiras – geram juros que só acumulam na inadimplência do devedor. Neste último caso, costuma-se cobrar 2% de multa em relação ao valor total da dívida e juros mensais que não tem um limite estipulado por lei.

Negociar as dívidas e quitá-las o quanto antes é a melhor solução para limpar o nome

Uma dívida leva a outra

Nunca é demais lembrar que o ideal para não ficar com o nome sujo é nem contrair as dívidas. Quando uma pessoa deixa de pagar uma conta de água, um boleto de loja ou outro compromisso financeiro, a última coisa que ela deve pensar é em contrair outra dívida para pagar a primeira. Isso pode gerar uma bola de neve que só trará problemas.

Em muitas das vezes, é possível que o credor aplique o que se chama de juros compensatórios, que são taxas cobradas para compensar a empresa por possíveis perdas em decorrência da falta de pagamento. Assim que a inadimplência é constatada, o consumidor ainda recebe uma carta de aviso para quitar a dívida, tendo cerca de dez dias para isso dependendo da empresa.

E ainda pior do que ficar com o nome sujo é responder judicialmente por isso. Algumas empresas, dependendo da dívida, levam o caso a justiça e isso é um agravante para aquele que só quer se livrar do simples boleto que deixou de pagar, seja qual for o motivo.

Limpar o nome sem pagar a dívida

O Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo 43 garante que quem fica com o nome sujo, ou o CPF irregular como inadimplente na praça, pode voltar a ser positivado mesmo sem pagar a dívida. Mas a prescrição só acontece após cinco anos da dívida. Nesse período, uma série de desvantagens como algumas mencionadas prejudicam e muito o consumidor.

Além disso, depois de prescrever, o nome da pessoa fica limpo, mas isso não elimina a dívida. Logo, a empresa continuará com a cobrança, que pode vir seguida de juros. Então esta é, de longe, uma das piores soluções para o problema. E nesse período, nada de novo empréstimo, cartões de crédito ou financiamento: tudo está retido.

Renegociar é ideal para não entrar em novas dívidas

O que fazer para deixar a inadimplência

Além de, obviamente, quitar o que se deve, existem muitas facilidades para o negativado que vai atrás de limpar seu nome. O próprio Serasa, que faz as análises e fornece informações para decisões de crédito, realiza o Feirão Limpa Nome, e orienta que antes de renegociar a dívida, o consumidor deve analisar e pôr na ponta do lápis qual a melhor proposta que se encaixe em seu orçamento.

Recorrer ao cheque especial ou fazer um empréstimo não são indicados, por levarem consigo taxas altíssimas. Uma opção mais barata e acessível é o crédito consignado, por exemplo. Mas antes de renegociar, é importante ter todas as contas atrasadas e informações que ajudarão na conversa.

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