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Neste relatório você vai ficar por dentro do que aconteceu de mais importante no cenário político-econômico do Brasil e do mundo na última semana. Confira!

Nesta semana o governo divulgou que irá votar a Reforma da Previdência apenas em fevereiro de 2018 devido a falta de votos favoráveis para a aprovação ainda neste ano. Diante desse anúncio as agências de classificação de risco Moody’s e Fitch fizeram um alerta do impacto negativo do adiamento para o rating do país.

O FED decidiu elevar a taxa de juros da economia norte americana em 0,25 pontos percentuais, ao intervalo entre 1,25% e 1,50%, como previsto, mantendo a projeção de inflação e de três altas nos juros em 2018.

.Reforma da Previdência

Nesta semana, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), provocou grande confusão ao anunciar que a votação da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados teria sido adiada para fevereiro de 2018. Após uma nota do Palácio do Planalto desmentindo a declaração, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), confirmou que a votação ocorrerá apenas em fevereiro de 2018, provavelmente no dia 19, trazendo um movimento de correção para a bolsa brasileira.

As agências de classificação de risco do crédito Moody’s e Fitch fizeram um alerta sobre o impacto negativo do adiamento da Reforma da Previdência no rating do país. Para a Moody’s esse é um fator negativo e indica falta de apoio político para a proposta. Já a Fitch afirmou que o atraso na aprovação da reforma enfatiza os riscos negativos incorporados à perspectiva negativa atribuída ao rating soberano do país, hoje em “BB”.

.Política

A notícia que mais influenciou o Índice Bovespa para um movimento altista na semana foi o agendamento do julgamento do ex-Presidente Lula no caso triplex. O desembargador Leandro Paulsen pediu à secretaria da 8ª Turma que já marcasse uma data para o julgamento do ex-presidente, que ficou para 24 de janeiro.

Além disso, a Justiça Federal em Brasília marcou para o dia 20 de fevereiro de 2018 os interrogatórios do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu filho Luiz Cláudio, na ação penal na qual ambos são réus na Operação Zelotes, da Polícia Federal.

.Ata do Copom e Swap

O Banco Central do Brasil divulgou a ata da última reunião do Copom, e nela a autoridade monetária avalia que pode haver nova redução na taxa básica de juros (Selic) em fevereiro. A moda das expectativas do mercado fica para uma redução de 0,25%, o que deixaria a Selic em 6,75% ao ano.

O Banco Central continuou realizando ofertas de contratos de swap cambial tradicional para rolagem com vencimento em janeiro durante praticamente toda semana. Ele também proporcionou US$ 2 bilhões das tradicionais linhas de dólares com compromisso de recompra, prática típica de fim de ano, quando se reduz a liquidez do mercado.

.Corporativo

A BR Distribuidora, controlada da Petrobras (PETR4), foi um dos destaques desta semana com a maior oferta pública inicial de ações (IPO) do Brasil desde 2013. A operação da BR foi fechada em R$15 por papel, piso da faixa indicativa de preço, movimentando R$5 bilhões. Os recursos vão para o caixa da Petrobras que colocou os papéis da distribuidora à venda como parte de seu plano de desinvestimentos. Os papéis estão sendo negociados no mercado sob o ticker “BRDT3”.

Além da BR Distribuidora, a rede de fast food Burguer King também antecipou a precificação do seu IPO e concluiu sua operação ao preço de R$18 por papel, no topo da faixa indicativa, movimentando R$2,2 bilhões.

.EUA

A semana iniciou sendo marcada pela explosão de um artefato em um terminal em Manhattan, que deixou quatro feridos e um suspeito preso, chegando a levar os índices futuros de Nova York a zerar os ganhos, mas o sinal positivo acabou prevalecendo ao fim do pregão.

Na agenda de dados econômicos foi divulgado na terça-feira (12) o índice de preços ao produtor (PPI) mensal nos EUA, atingindo 0,4% em novembro, em linha com a expectativa do mercado.

Na quarta-feira (13), o FED decidiu elevar a taxa de juros da economia Norte Americana em 0,25 pontos percentuais, ao intervalo entre 1,25% e 1,50%, como previsto, mantendo a projeção de inflação e de três altas nos juros em 2018.

Ao que o discurso da Yellen indicou, não é considerado que os cortes de impostos terão grande impacto sobre a economia, não dando espaço para uma quarta indicação de aumento de juros no próximo ano como parte do mercado considerava.

.Europa

Os bancos centrais da Europa não surpreenderam e mantiveram suas taxas de juros de referência estáveis na quinta-feira (14). O BCE manteve sua taxa de referência em zero, a de depósito em -0,40% e a de empréstimo em +0,25% ao ano.

O BCE indicou que a meta de inflação de 2% ao ano não deve ser atingida antes de 2020, sinalizando que a economia da região não está fortalecida o suficiente para caminhar sem os estímulos monetários.

.Ásia

Os dados da China mostraram alta de 12% na importação de petróleo de janeiro a novembro, para 9 milhões de barris por dia, o que deverá levar o país asiático a ser o maior importador do produto no mundo, superando os EUA.

A divulgação da Produção Industrial chinesa cresceu 6,1% ao ano em novembro, em linha com as expectativas. Esse crescimento mostrou nova desaceleração pelo segundo mês consecutivo em novembro.

Gostou de ficar por dentro de tudo que aconteceu nos últimos dias? Acesse esse relatório semanalmente e não perca nenhuma informação importante. Te esperamos na semana que vem. Até lá!

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