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O Refinanciamento Imobiliário é um empréstimo com imóvel em garantia. Ou seja, o banco te empresta dinheiro (que você usa como quiser)  e seu imóvel é colocado como garantia desse empréstimo, para o caso de você não pagar as prestações em dia.

Por vezes é também chamado erroneamente de “hipoteca” (que é semelhante, mas caiu em desuso).

Como o risco do emprestador perder dinheiro é baixa, as condições desse empréstimo costumam ser uma das melhores do mercado.

E é por isso que essa pode ser uma boa para você!

Quem pode solicitar o Refinanciamento Imobiliário?

Não basta ter um imóvel para requerer o refinanciamento imobiliário. Para solicitar o empréstimo as instituições são criteriosas e você deve apresentar toda a documentação exigida.

Primeiramente é necessário que o imóvel esteja em seu nome e quitado. Também é preciso apresentar uma fonte de renda – o que garantirá à instituição financeira a sua capacidade de pagamento das parcelas do crédito adquirido.

Valores e Prazos do Refinanciamento Imobiliário

O valor liberado nesse empréstimo costuma ser de até 60% do valor do seu imóvel, começando geralmente em R$30.000.

O prazo para a liberação do valor na sua conta costuma ser de 1 a 2 meses, e o prazo de pagamento varia de 3 a 20 anos.

O valor da parcela não pode ultrapassar 30% da sua renda familiar (o que pode ser ainda menor se você já tiver sua renda comprometida com outras dívidas).

Vantagens do Refinanciamento Imobiliário

Os juros são dos mais baixos do mercado. Como geralmente é um contrato longo, o valor da dívida costuma ser corrigido pela inflação, e sobre esse valor são acrescidos os juros, proporcionando uma ação vantajosa para o cliente.

Valores liberados podem ser bem altos

Prazo de pagamento mais extenso

Geralmente aceita negativados

Para fins de comprovação de renda, é possível juntar a sua renda com a de seus familiares próximos

Desvantagens e Limitações do Refinanciamento Imobiliário

O imóvel geralmente tem que estar quitado.

Em cidades pequenas ou em localidades em que seja mais difícil vender o imóvel, a chance de pegar um empréstimo é menor.

É um contrato longo. Há de ser muito bem planejado.

Se a dívida não for paga, você vai perder o seu imóvel. Assim, para evitar problemas, você tem que fazer um ótimo planejamento de como vai gastar essa grana.

Quais documentos podem ser pedidos?

  •  RG e CPFComprovante de residênciaComprovante de renda
  • Certidão de casamento (caso seja aplicável)
  • Escritura do Imóvel
  • Carnê do IPTU
  • Certidão negativa de ônus reais do RGI (Registro Geral de Imóveis)

Quem tem restrição no nome pode fazer um Refinanciamento?

É difícil, mas algumas instituições podem abrir exceção. Porém, as taxas de juros, nesses casos, costumam ser mais altas. Vale a pena avaliar se a ação vale a pena ou não.

Quais imóveis podem ser usados no Refinanciamento?

Imóveis residenciais e comerciais podem ser oferecidos como garantia. Porém, imóveis em processo de inventário raramente são aceitos pelas instituições financeiras

para o refinanciamento imobiliário.

O mesmo vale para imóveis localizados em áreas que são consideradas de risco ou ainda em processo de construção. Os bancos e financeira tendem a rejeitar esse tipo de proposta.

Vale ressaltar que é muito importante certificar-se das instituições que fazem esse tipo de serviço

Posso pedir mais de um Refinanciamento Imobiliário?

Nesse caso, depende da análise de crédito e normas da instituição financeira consultada, pois é preciso que você comprove a capacidade de pagar os dois empréstimos ao mesmo tempo. A regra geral é que as parcelas das dívidas não comprometam mais do que 35% do seu orçamento.

Como funciona a Alienação Fiduciária do Imóvel?

Art. 22. A alienação fiduciária regulada por esta Lei é o negócio jurídico pelo qual o devedor, ou fiduciante, com o escopo de garantia, contrata a transferência ao credor, ou fiduciário, da propriedade resolúvel de coisa imóvel.

LEI Nº 9.514, DE 20 DE NOVEMBRO DE 1997

Traduzindo: seu imóvel passa a ter dois donos. O banco (“credor”) terá a posse indireta (“propriedade resolúvel”), enquanto você (“devedor”) terá a posse direta do imóvel. Isso estará registrado em contrato e nos documentos do seu imóvel. É a mesma coisa que acontece no financiamento imobiliário.

Você continua usando normalmente o seu imóvel, nada muda. Só o que muda é que, caso você não pague o empréstimo, seu imóvel será leiloado para quitar a dívida restante.

E quando você pagar todo o empréstimo, o imóvel volta a estar apenas no seu nome.

É possível vender ou refinanciar um imóvel alienado?

É mais difícil acontecer, mas é possível sim. Tudo depende do seu credor (ou seja, aquele que tem a posse direta do seu imóvel). Afinal de contas, de certa forma, ele também é dono do seu imóvel.

Assim, você tem de fazer um acordo com o banco que está lá no documento do imóvel alienado. Geralmente isso envolve pegar o valor da venda ou do novo refinanciamento para quitar a dívida antiga.

Ou seja: se você já achou um comprador que está disposto a pagar R$100.000 pelo seu imóvel, mas ainda faltam R$20.000 para quitar o refinanciamento (ou mesmo financiamento), fale com direto com o banco. Vocês podem chegar a um acordo que beneficie as 3 partes.

Já no caso de fazer um novo refinanciamento com outro banco que tenha taxas de juros mais baixas, pode haver a portabilidade de crédito entre as instituições. É mais raro, mas o “não” você já tem.

Simulação de empréstimo com imóvel em garantia: onde fazer?

Você já achou. É aqui mesmo! E há opções que podem fazer esse processo todo online, sem precisar pegar fila de banco. Confira o nosso simulador de empréstimos e refinanciamento imobiliário:

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Author

Economista pela FGV-RJ e assessor de investimentos (CPA-20). Apaixonado por educação financeira e microfinanças, é cofundador do jurosbaixos.com.br, site de comparação de crédito e portal de educação financeira. Em seu canal do youtube, explica o básico de finanças para leigos (youtube.com/jurosbaixos).

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