Quando falamos em unicórnios não estamos nos referindo às criaturas míticas provenientes das lendas da antiguidade. Quem tem alguma familiaridade com o mercado de startups disruptivas já conhece a expressão e o seu significado. 

Para uma startup se tornar unicórnio o processo não é simples, especialmente porque não existe um consenso no mercado com relação à definição do seu valuation. Antes de conhecer os unicórnios, vamos aprofundar o conceito e a história da origem desta expressão no mercado de startups.

O que são unicórnios?

A expressão “unicórnio” é utilizada para se referir às startups que estão avaliadas acima de U$ 1 bilhão. 

A primeira pessoa a utilizar esse termo foi Aileen Lee, uma investidora americana. Ao escrever o artigo Welcome to the unicorn club: learning from billion-dollar startups ela usou a referência ao animal mitológico como uma forma de associar essas empresas a algo raro. 

Quem são os unicórnios brasileiros?

O Brasil se destaca quando o assunto são empresas unicórnios. Nosso país está entre os 10 países com maior número de startups avaliadas em mais de US$ 1Bi. Confira a seguir a lista mais recente de unicórnios em nosso país:

  • 99 — startup de aplicativos de transporte particular. Foi a primeira empresa nacional a se tornar um unicórnio, em janeiro de 2018. 
  • Pag Seguro — existem algumas discussões sobre a empresa entrar ou não na classificação de unicórnio, já que muitos não a consideram uma startup. A Pag Seguro tem especialidade em intermediação de pagamentos.
  • Nubank — a fintech alcançou a posição de unicórnio em 2018, tornando-se o terceiro unicórnio brasileiro.
  • Arco Educação — além de estar na lista de unicórnios brasileiros, foi a primeira empresa brasileira do setor a entrar para a Nasdaq (bolsa de valores de Nova Iorque).
  • iFood — a empresa se tornou unicórnio em novembro de 2018.
  • Stone — outra representante do segmento de fintechs brasileiras que está presente na lista de unicórnios.
  • Brex — embora seja uma empresa americana, ela foi fundada por brasileiros. Atua no segmento de cartão de crédito corporativo e se tornou um unicórnio em 2019.
  • Gympass — aplicativo de bem-estar, benefício corporativo voltado para atividades físicas.
  • Loggi — startup que conecta empresas, consumidores e motofretistas. Foi a oitava empresa do país a ser incluída na lista de unicórnios. 
  • Quinto Andar — empresa de tecnologia especializada em aluguéis de imóveis. Foi a nona a entrar na lista de unicórnios brasileiros.
  • Ebanx — empresa que processa pagamentos cross-border. Entrou na lista de unicórnios no final de 2020.
  • Wildlife — startup que atua no ramo de jogos para celular.
  • Loft — outra empresa que atua no mercado imobiliário, mais especificamente no ramo de compra e venda de imóveis. 
  • Vtex — startup de e-commerce que entrou na lista de unicórnios durante a pandemia de Covid-19.
  • Creditas — fintech de crédito com garantia de imóveis e veículos. Tornou-se unicórnio em 2020.
  • C6 Bank — também em 2020, a fintech C6 Bank alcançou o patamar de empresa unicórnio.
  • Madeira Madeira — e-commerce de artigos para a casa que em 2021, após receber um aporte de US$ 190 milhões, conseguiu o título.
  • Hotmart — startup de cursos online que recebeu um aporte de um fundo americano e alcançou um valuation superior a US$ 1 bilhão. 
  • Unico — startup de biometria facial e autenticação de documentos que se tornou unicórnio em agosto de 2021.
  • Nuvemshop — plataforma de e-commerce que também atingiu um valuation que a transformou em unicórnio. 
  • Grupo Frete.com — empresa especializada em conectar transportadoras e caminhoneiros. Recebeu investimentos de um fundo japonês, tornando-se unicórnio em 2021.
  • CloudWalk — startup de pagamentos que também foi incluída na lista após receber investimentos de um fundo americano.
  • Merama — startup de comércio eletrônico que entrou para a lista de unicórnios em dezembro de 2021.
  • Daki — startup de delivery de produtos de mercado que se tornou unicórnio com apenas 11 meses de existência. 
  • Mercado Bitcoin — startup que atua em câmbio de criptomoedas e se destaca por ser a primeira empresa do segmento a se tornar unicórnio na América Latina.
  • Olist — atuando com soluções de vendas online e e-commerce, recebeu aporte de um fundo norte americano e de empresas como a SoftBank, Corton Capital, Globo Ventures, Goldman Sachs e do investidor Kevin Efrusy.
  • Facility — plataforma de social commerce.
  • Neon — outra fintech brasileira  de bancque está na lista de unicórnios.

Para 2022 os especialistas acreditam que essa lista deve aumentar já que existem muitas startups brasileiras com potencial para se tornarem unicórnios. 

Quantos unicórnios existem no mundo?

Como você pode ver pela dimensão da lista, não podemos mais afirmar que os unicórnios são tão raros. Se em 2013 haviam 39 startups classificadas como unicórnios, em 2022 essa lista já conta com mais de 1.000 startups

Observar essa lista e entender como o crescimento e valorização dessas empresas pode impactar no mercado é importante não só para quem tem uma startup e está em busca de investimentos, mas também para quem é investidor e quer saber mais sobre as movimentações do setor.

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