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Existem diversos indicadores e índices para demonstrar como anda a economia de um país. Eles podem indicar se o país está tendo bons resultados ou maus resultados em relação ao seu PIB – Produto Interno Bruto, e assim ser tomadas as devidas providências. A inflação é medida e monitorada da mesma forma.

Os diferentes índices inflacionários permitem que os governantes tomem medidas importantes para que o país cresça economicamente.

Para medir a inflação no país, são utilizados mais de um índice que irá apontar as oscilações recorrentes nos preços de produtos e serviços disponíveis no mercado, e assim saber quanto é o custo de vida em cada região, estado e município do Brasil. Esses índices começaram a ser medidos por volta de 1950 e se apresentam como forma de monitoramento da economia a curto, médio e longo prazo.

Índices de inflação

IPCA –  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Ampl

É o principal índice de inflação monitorada no Brasil e começou a ser calculado no Brasil em 1980. Ele reflete o custo de vida das famílias brasileiras com renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos. O índice é lançado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Durante todo o mês, é realizado a coleta dos preços e a revelação do IPCA é feita por volta do dia 10 do mês consecutivo. Para quem desejar a obtenção de mais detalhes sobre como anda o IPCA e querer saber estimativas segundo os especialistas, pode visitar a página oficial do IBGE e ter acesso a mais informações.

IGP –  Índice Geral de Preços

Calculado pela FGV – Fundação Getulio Vargas, o IGP consegue dar o preço de forma ponderada de produtos e serviços com índice no atacado medido pelo (IPA), com peso 6; está relacionado com o preço ao consumidor (IPC) nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília, com peso 3; e mede também o custo na construção civil (INCC), com peso 1.

IPA – Índice de Preços por Atacado

É calculado pelo FGV e tem como base de dados a variação decorrente dos preços praticados no mercado atacadista. Ele utiliza três diferenciais para compor outros índices calculados pela FGV como: IGP-DI, IGP-10 e o IGP-M, e pesa 60%. Este índice segue variantes diretas conforme está atrelado a outros índices de inflação no país.

IGP-DI – Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna

É um dos cálculos recorrentes gerados pela FGV, e procura refletir as variações mensais dos preços levantados do dia primeiro ao último dia de cada mês consecutivamente. Esse índice é responsável pelo monitoramento dos preços de matérias-primas utilizadas no setor agrícola, na indústria e no atacado de serviços e bens. Está ligado ao IPA, IPC e INCC, com pesos respectivos de 60%, 30% e 10%.

IGP-M –  Índice Geral de Preços do Mercado

Também é de responsabilidade da FGV e segue os mesmos parâmetros utilizados como cálculo do IGP-DI. A diferença entre os dois índices está nas datas de lançamentos e levantamento dos dados para o cálculo do índice. No caso do IGP-M, os dados são levantados entre os dias 21 e 20 do mês consecutivo.

Esse índice é importante para o monitoramento de bens de consumo como, alimentação, e produção, aluguel cobrado pelos condomínios e está relacionado com contas domésticas. Sua criação está relacionada com fortes entidades do setor financeiro no Brasil e foi criado na década de 80 devido a necessidade de confiança para medir a inflação em diversos segmentos.

IPC-S – Índice de Preços ao Consumidor Semanal

É calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Faz a medição de 456 itens definidos por meio de uma Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), aplicada pela FGV a cada 4 anos. São consideras as famílias com renda mensal entre 1 e 33 salários-mínimos.

O índice é calculado de maneira quadrissemanal em 7 capitais do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Brasília).

O cálculo é feito atribuindo diferentes pesos para um grupo de 7 despesas, desta maneira: habitação – 31,51%, alimentação – 27,20%, transportes – 12,76%, saúde e cuidados pessoais – 10,53%, educação leitura e recreação – 8,63%, vestuário – 4,80% e despesas diversas – 4,57%.

IPC – FIPE – Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas

É o índice mais antigo: começou a ser calculado em 1939 pela Prefeitura de São Paulo.

É calculado entre o dia 1 e 30 ou 31 de cada mês, com base quadrissemanal, ou seja, medições e comparações ao longo de quatro semanas.

O índice procura medir o custo de vida de famílias com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos somente na cidade de São Paulo.

São analisados produtos e serviços divididos em 7 grupos: habitação, alimentação, transportes, despesas pessoais (bebidas, recreação, higiene), saúde, vestuário e educação.

É utilizado para os contratos da Prefeitura de São Paulo e o reajuste dos servidores municipais.

INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor

Também medido pelo IBGE.

Este índice tem como objetivo medir a inflação para as famílias de baixa renda. Sendo assim, é calculado com base no custo de vida das famílias com renda mensal entre 1 e 5 salários-mínimos.

Itens como alimentação, passagens de ônibus e gás de cozinha, têm um peso maior na composição do índice.

A medição é feita entre os dias 1 e 30 ou 31, em 11 regiões metropolitanas.

São 9 grupos de produtos e serviços: alimentação e bebidas, artigos de residência, comunicação, despesas pessoais, educação, habitação, saúde e cuidados pessoais, transportes e vestuário.

Cada índice tem uma finalidade diferente, variando conforme a região e a renda das famílias. A inflação mexe diretamente a sua vida e cada índice serve para mostrar como a sua vida está sendo afetada pela inflação. E aí, qual índice você acha mais adequado para o seu orçamento?

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