Você acabou de comprar um carro. Precavido como é, tratou logo de contratar um seguro auto com cobertura total. Agora sim, não há com que se preocupar. Será?

Apesar do nome (“cobertura total”), é bom saber que existem situações não contempladas pelo seguro que você contratou. Concorde ou não com as argumentações das seguradoras, o fato é que essas exceções estão previstas e é bom ficar atento a elas.

Itens não cobertos pelo seguro auto

A seguir elaboramos uma lista com os principais itens não cobertos pela maioria dos seguros auto. Em alguns casos, é possível contratar seguros específicos à parte.

  • Acessórios do carro: um seguro auto normalmente cobre o chamado “casco” do carro, ou seja, chassi, carroceria, motor e caixa. Ficam descobertos aparelhos de som, DVD, rodas esportivas, blindagem, kit GNV e outros. A solução é contratar seguros específicos para esses itens.
  • Exposição desnecessária a riscos: mesmo nos casos em que está prevista a cobertura, como em acidentes de trânsito e em desastres naturais, se ficar caracterizado que o proprietário expôs o carro de forma desnecessária a esses riscos, a seguradora pode se recusar a cobrir o prejuízo. O que se pode fazer em relação a isso é evitar ao máximo as situações de risco.
  • Desastres naturais incomuns: os desastres naturais previstos e cobertos pelo seguro são alagamentos, enchentes, inundação, ressaca, vendaval, granizo e terremoto. Qualquer desastre natural de outro tipo está fora da cobertura.
  • Danos causados por situações não previstas: vandalismo, tumultos, confisco e exposição a radioatividade são exemplos de situações não previstos e, portanto, não cobertas pelo seguro. Também vale nesse caso a recomendação para evitar a exposição a esses eventos.
  • Mau uso do carro: participar de competições esportivas, trafegar por vias inadequadas como estradas bloqueadas ou a areia da praia, transportar passageiros além do limite suportado pelo veículo. São todas situações evitáveis.
  • Cobertura para locomoção em território estrangeiro: toda a cobertura prevista no seguro auto está restrita ao território nacional. Para viajar por países vizinhos, é preciso fazer um seguro à parte.
  • Danos a terceiros além do limite contratado: mesmo para quem tem o seguro contra danos a terceiros, se for o causador de um acidente em que a indenização a ser paga a terceiros seja maior que o valor contratado, o segurado terá que cobrir a diferença com seus próprios recursos. A recomendação aqui é fazer um seguro contra danos a terceiros com valor elevado.
  • Serviços extras: o seguro normalmente cobre os serviços de guincho e assistência para problemas no carro. Mas outras facilidades precisam ser contratadas à parte, como: carro reserva, troca de pneus, check up do carro, transporte e hospedagem nas ocorrências de sinistro, etc.
  • Desgaste natural do veículo: o veículo se deprecia naturalmente com o tempo e não é função do seguro compensar essa perda.
  • Condutor sem habilitação para dirigir: qualquer que seja o sinistro, caso o condutor do veículo segurado não esteja habilitado a dirigir, a cobertura não será acionada.
  • Condutor sem condições de dirigir: acidentes causados por condutor alcoolizado ou drogado não são cobertos.
  • Má fé do segurado: omissão ou adulteração de informações no momento da contratação do seguro, sinistros intencionalmente provocados e ampliação intencional de riscos são exemplos de má fé por parte do segurado.

Concluindo

Diante das situações acima expostas, ao contratar o seguro auto, cabe a você tomar os devidos cuidados com os itens que dependem exclusivamente do seu comportamento em relação ao uso do veículo e avaliar nos demais casos se vale a pena contratar seguros adicionais específicos.

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