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As bandeiras tarifárias são um recurso recente. Criadas em 2015, elas funcionam para financiar os custos extras da geração de energia no Brasil, algo que acontece em tempos de seca nos principais reservatórios do País.

Por diversos fatores, tem sido comum que várias regiões brasileiras sofram com a seca por um tempo maior do que o comum. Isso desabastece os reservatórios de água que geram a energia hidrelétrica, a mais utilizada no País. Nessa situação, o Governo Federal aciona as usinas de energia termoelétrica, visando manter o abastecimento contínuo da população.

Ocorre, porém, que a energia gerada pelas termelétricas é mais cara. Especialmente porque ela demanda a queima de combustíveis fósseis, como o gás natural, diesel e o carvão.

Para não pagar essa conta sozinho, então, o Governo criou as bandeiras tarifárias. Por meio delas, cada consumidor paga parte do que é gasto para a geração de energia termoelétrica.

As bandeiras tarifárias de energia

São três as bandeiras existentes: a verde, a amarela e vermelha. Elas mudam mensalmente, e ficam indicadas na conta de energia elétrica no momento do cálculo do valor final. Em seu site, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) também indica qual será a tarifa utilizada naquele mês.

Quando a bandeira é a verde, a indicação é que os reservatórios de água estão cheios e não há nenhum problema para a geração de energia pela hidrelétrica. Logo, o consumidor não precisará pagar nenhum percentual a mais em sua conta.

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Na bandeira amarela, porém, já existe um custo adicional. A cor indica que os níveis dos reservatórios de água estão baixando. O extra cobrado dos usuários é calculado de acordo com cada 100 kw/hora gasto em casa.

Portal da ANEEL indica mensalmente qual a bandeira de energia ativa naquele período.

Além disso, o alerta serve para que os consumidores procurem economizar, de modo que não seja preciso gerar tanta energia. A diminuição da necessidade energética pode manter os níveis dos reservatórios adequados.

Por último, a bandeira vermelha é utilizada para indicar a baixa de água nas usinas hidrelétricas. Nesse caso, é necessário acionar as indústrias de energia termelétricas de forma mais intensa que na bandeira amarela. Aqui, o consumidor paga valores mais altos por 100 kw/hora consumido no mês. É fundamental economizar o gasto elétrico também neste caso, ou a diferença na conta de luz será muito maior.

Como os custos das bandeiras são calculados?

Os custos das bandeiras de energia são calculadas uma vez por mês. Esse cálculo é realizado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que verifica a necessidade de ligação das usinas termoelétricas e o custo associado a esse ligamento. Em julho de 2018, por exemplo, a bandeira vermelha gerou custo adicional de R$ 5 a cada 100 kw/hora (quilowatts-hora) consumidos.

Com a definição realizada, a ANEEL divulga os dados em seu site, no qual o consumidor pode consultar as informações. No portal, a agência ainda lista algumas dicas de como economizar energia, algo fundamental tanto em momentos de crise hídrica, quanto de bandeira verde.

Entre essas dicas estão, por exemplo, a diminuição do uso do ar-condicionado. Se não for possível, é necessário garantir ao menos a limpeza dos filtros do equipamento, pois isso diminui o gasto de eletricidade.

Também é importante diminuir o número de aparelhos em stand-by, o tempo no banho e o que é gasto com a porta da geladeira aberta.

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