Com o mês de maio chegando ao fim, as corretoras, bancos e casas de análise atualizaram junto aos seus investidores as suas perspectivas sobre os mercados e a Bolsa em relação ao mês de junho.

A respeito da análise, normalmente os relatórios dessas instituições se dividem em dois momentos: de um lado, os dados alcançados recentemente; enquanto, do outro, as estimativas e cenários futuros. Vamos acompanhar a seguir cada caso.

Do início do ano até aqui

De acordo com os dados da B3, o Ibovespa, principal índice da Bolsa formado pelas ações com maior volume negociado nos últimos meses, acumula alta de 6,05% até o fim de maio.

Isso significa que, em uma visão agregada, as principais companhias da Bolsa reunidas alcançaram uma valorização no período.

Inclusive, o saldo positivo se deve principalmente aos últimos três meses, que fecharam em alta. Algumas das causas que contribuíram para esse resultado envolvem fatores externos e internos da economia e dos mercados.

Do lado externo, por exemplo, a recuperação econômica dos Estados Unidos e China ajudou a aquecer o comércio internacional, favorecendo as empresas exportadoras, como as do setor de commodities.

Ao mesmo tempo, o avanço nas campanhas de vacinação pelo mundo impacta na velocidade da retomada econômica, que é vista positivamente pelos analistas.

Observando a realidade brasileira, por sua vez, o processo de vacinação foi um dos fatores que conduziu a visão otimista dos especialistas. Em contrapartida, as novas ondas de contaminação por Covid-19 e as perspectivas sobre o calendário das vacinas tornou esse otimismo também cauteloso.

Ainda assim, considerando os resultados do 1º trimestre do ano, uma boa parte das empresas da Bolsa apresentou resultados acima das expectativas das corretoras, mostrando que durante esse 1 ano de pandemia foi possível ser resiliente ao novo cenário.

Daqui para o futuro

Certamente, a situação envolvendo as contaminações pela Covid-19 e a campanha de vacinação permanecem no radar das corretoras.

Mas além disso, também há a preocupação sobre a inflação no Brasil e no Mundo, que pode levar as autoridades econômicas de cada país a promoverem aumentos em suas taxas de juros. E por conta disso, uma variedade de indicadores são afetados, bem como as estratégias voltadas aos investimentos, como no caso das carteiras recomendadas pelas corretoras, por exemplo.

No curto prazo, as empresas ligadas ao setor de commodities estão com maior destaque, visto que o seu mercado continua aquecido e com preços em patamar elevado. Nesse caso, a expectativa dos analistas permanece positiva no período.

Por outro lado, as companhias mais ligadas a uma operação física, como as do segmento aéreo e de shoppings, estão com expectativas mais baixas e dependentes de uma melhora no controle da pandemia para uma retomada do setor.

Por fim, a expectativa sobre a Bolsa por parte dos analistas segue positiva em decorrência dos resultados das empresas e com projeção de alta para o Ibovespa ao fim do ano. O Inter Research, por exemplo, estima o índice em 142 mil pontos ao final de 2020.

Autoria:

Victor Rodrigues
Redator no Guia do Investidor e formado em Economia pela PUC SP.

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