O ano de 2020 entrará para história por conta da pandemia de covid-19 que abalou o mundo. Em nosso país, notadamente, o atraso de medidas capazes de auxiliar no avanço do vírus anunciou uma tragédia que estaria por vir: a de milhares de mortos e a do desemprego em níveis alarmantes. 

Por conta disso, muitos brasileiros acabaram recorrendo ao empréstimo pessoal, para poderem pagar suas contas. Segundo um levantamento feito pela fintech Keycash, só nos últimos meses, a instituição financeira teve R$ 2 bilhões de simulações realizadas em sua plataforma online.

Mas será que esse aumento tem somente relação com a covid-19? Para saber mais, continue lendo esse texto!

Mudanças no cenário econômico 

Dadas as novas medidas restritivas de circulação, tomadas pelas autoridades a fim de conter o avanço do novo coronavírus, o cenário econômico brasileiro sofreu uma grande transformação. O modelo de negócio de muitos empreendedores e profissionais liberais teve de ser aperfeiçoado visando atender às novas necessidades de seus clientes.

Além disso, muitas empresas, desde micro até grandes organizações, tiveram que realizar reestruturações que envolveram, especialmente, seu capital humano. Ou seja, muitos profissionais foram demitidos e acabaram sem perspectiva de conseguir se alocar no mercado de trabalho em um curto prazo.

Aumento de empréstimos pessoais durante a pandemia

Para se adequar a esse novo cenário, muitas pessoas tiveram que recorrer a empréstimos: algumas para dar início, outras para desenvolver ou, até mesmo, na tentativa de salvar um negócio já existente. Afinal, uma linha de crédito pode ser uma alternativa certeira para se manter vivo em um mercado cada vez mais competitivo e especializado.

Porém, o maior responsável pelo aumento da procura pelo empréstimo pessoal tem a ver com o suprimento das necessidades básicas. Muitos brasileiros foram pegos desprevenidos, em grande parte dos casos, por não terem reservas financeiras como uma poupança, por exemplo. O resultado foi que despesas de primeira necessidade como alimentação, moradia e saúde, tiveram que ser quitadas com o objetivo simples de sobrevivência.

Naturalmente, por conta de todos esses acontecimentos, ocorreu um maior endividamento dessas famílias na solicitação desses recursos. Além do que o empréstimo pessoal durante a pandemia representou uma maneira mais acessível para passar por esse momento turbulento da economia e conseguir dar a volta por cima, incluindo também o uso da tecnologia durante a pandemia, como fator relevante para apoio na busca e concessão de empréstimos.

Auxílio emergencial

Outro fator que pode ter contribuído para o aumento expressivo de empréstimos pessoais foi o auxílio emergencial garantido pelo Governo Federativo do Brasil. Inclusive, para quem já tinha dívidas anteriores ao ano passado, o Banco Central publicou uma norma em abril de 2020, que facilitou a renegociação. A regra do Bacen permitia que empréstimos atrasados permanecessem na classificação de risco anterior a de fevereiro daquele ano. 

Para se ter uma noção, a classificação de risco é calculada de acordo com o perfil e com o histórico do cliente, medindo o nível potencial de inadimplência daquela operação. Então, se o devedor atrasa o pagamento, o crédito muda de categoria fazendo com que o banco necessite provisionar mais recursos, resultando no aumento de juros.

Porém, com a alteração dessa regra e o auxílio governamental em mãos, muitos brasileiros puderam renegociar suas dívidas anteriores com novos empréstimos, só que pagando juros mais baixos. 

Novas restrições pela 2ª onda da covid-19

Entretanto, o que parecia ter chegado ao fim com o início das campanhas de vacinação contra a covid-19, não aconteceu como esperado pela população brasileira. Muitos insumos ligados diretamente à produção da CoronaVac e da Oxford/AstraZeneca atrasaram, retardando a imunização e permitindo que novas variantes do vírus surgissem ao mesmo tempo.

Em consequência da maior transmissão e letalidade das novas variantes do vírus da covid-19, os óbitos no país cresceram 4,2% de acordo com análise de dados da FioCruz. Uma das razões, além da dificuldade em produzir vacinas, foi o descumprimento de boa parte da sociedade em cumprir regras básicas de isolamento social que contribuíssem para minimizar a transmissão.

Não restou outra alternativa, senão adoção de medidas extremas como lockdown em diversos estados e cidades do país, resultando em falências de médias e pequenas empresas. E muitas das vítimas da covid-19 eram também a principal fonte de renda de famílias inteiras.

Em resumo: entre o final do ano passado e abril deste ano, as taxas de desemprego aumentaram ainda mais e, infelizmente, muitos negócios também acabaram falindo, devido a nova necessidade de lockdown. Com isso, a dificuldade de manter as contas em dia e de pagar funcionários e muito mais, acabou levando ao aumento de empréstimos durante a pandemia.

Pedir empréstimo pessoal na pandemia sem se enrolar!

A busca de recursos via empréstimos pessoais, para melhor lidar com as dificuldades de seus negócios ou objetivos pessoais, deve ser feita de forma prudente e direcionada. 

Sabendo utilizar o crédito para um objetivo específico, com juros reduzidos e prazo delimitado, dentro de sua realidade orçamentária, servirá para apoiar uma estabilidade financeira temporária que não te prejudicará em médio e longo prazo. Além disso, é preciso ter cuidado com as instituições financeiras, inclusive em sites, procurando sempre as confiáveis como Juros Baixos! Principalmente nesse momento em que os ciberataques têm aumentado!

Segundo todos os pontos levantados acima, o que você considera como mais relevante para o aumento de empréstimos pessoais durante a pandemia? Deixe os seus comentários abaixo para sabermos mais, além de dúvidas e sugestões.

Comentários