Batendo recorde, um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostrou que no fim do primeiro semestre de 2021 quase 70% das famílias brasileiras estavam endividadas, sendo a maior proporção em mais de uma década!

As dívidas são as mais variadas possíveis: cartão de crédito, cheque especial, empréstimo, prestações da casa ou do carro… 

Mas, afinal, como sair dessa grande lista de endividados? Veja mais neste artigo!

Saindo das dívidas: veja como

Achar um ponto de partida em meio a tantas contas é um desafio, mas há três maneiras de você quitar essas dívidas e se ver, enfim, livre:

  •         Avalanche: nessa estratégia você irá quitar as dívidas com os maiores juros primeiro;
  •         Bola de neve: aqui você pagará o menor saldo primeiro;
  •         Consolidação: nessa opção você renegociará e centralizará sua dívida em um único credor.

No texto de hoje nós iremos abordar mais a fundo sobre o método avalanche.

Como citamos anteriormente, com essa estratégia será priorizado os pagamentos das contas com juros mais altos.

Mas como funciona o método avalanche?

Para te ajudar nessa missão, separamos um passo a passo prático e simples:

1.    Compreenda as suas dívidas

Antes de tudo é preciso sentar e entender, de fato, todas as suas dívidas. É necessário analisar o que está por trás delas – saiba o tamanho do monstro que vai encarar. Além dos gastos fixos mensais que temos, sempre há também os gastos supérfluos e emergenciais, ou seja, que não estamos contando com sua presença!

E por quê? Primeiro que você evitará que essa dívida se transforme em uma bola de neve, dificultando ainda mais a quitação. Segundo que isso te ajudará a priorizar o que pagar primeiro.

Como executar o método?

Ao fazer a lista você terá que ter os seguintes dados em mãos:

  •         Quais são as dívidas que estão em aberto;
  •         Quais as taxas de juros que está pagando no momento;
  •         Quando essas contas irão vencer;
  •         Há quanto tempo está sem pagar essas dívidas.

2. Determine por onde começar a quitar essas dívidas

Quando você compra algo parcelado, o processo é sempre o mesmo: quanto mais parcelas atrasadas, maiores os juros que você precisará pagar no futuro.

E é exatamente por esse motivo que muitos priorizam as dívidas com juros mais altos, ou seja, que já estão vencidas há tempos, em que o valor total é o maior.

3. Chegou a hora de cortar gastos

Pode parecer que não, mas para muitas pessoas, apenas cortar ou reduzir alguns gastos não essenciais, como serviços de streaming, por exemplo, pode ser suficiente para quitar uma parcela, mesmo que não seja a dívida toda.

Obviamente esses cortes podem ser provisórios, ou seja, até você conseguir quitar todas as parcelas da compra efetuada.

Como se planejar?

Tenha um planejamento financeiro, ele será essencial para você conseguir entender o que conseguirá economizar (ou não) durante o mês.

Analise primeiro os gastos fundamentais, como aluguel, luz, gás ou a mensalidade da faculdade. Veja o quanto eles representam do seu orçamento. Há algumas despesas indispensáveis no dia a dia. Por exemplo, você até poderá diminuir o consumo de energia em sua casa, mas obviamente não deixará de pagar a conta no fim do mês, não é mesmo?

Depois disso chegou a hora de analisar a fatura do cartão (ou seu histórico de saques) e entender para onde vai o restante do dinheiro.

4. Determine um limite para quitar as dívidas

Agora que você listou todas as suas dívidas, entendendo melhor sobre cada uma delas, chegou a hora de determinar um prazo para quitá-las.

Calcule a quantia que consegue economizar por mês, determinando um prazo máximo para quitar o que ainda deve.

Dica: tendo a data em mente, procure não acumular novas dívidas nesse período.

Como estabelecer o prazo?

Você pode fazer um planejamento anual, mensal ou mesmo semanal. O que importa é ter por onde se guiar para manter o foco e não se render às contas.

5. Já pensou em renegociar a dívida?

Acredite, isso é muito mais comum do que imagina, então não fique intimidado de entrar em contato com a instituição financeira e falar sobre as suas parcelas atrasadas. Procure a financeira responsável e entenda sobre as suas reais possibilidades para fazer a quitação.

Eles poderão te fazer uma proposta de pagamento melhor do que a que você está seguindo ou mesmo oferecer mais opções de parcelamento.

Essa iniciativa mostra que você está disposto a arcar com seus compromissos, facilitando para você e a instituição.

Outra forma é buscar empresas especializadas na negociação de dívidas e, além disso, esse serviço pode ser encontrado de forma online, poupando tempo e dinheiro.

Como fazer esse contato?

Antes de entrar em contato para tentar a negociação, entenda bem o que está em aberto e quais as suas condições reais de fazer o pagamento, afinal, não adianta negociar algo que você não conseguirá arcar novamente, não?

Ou seja, antes de negociar a dívida:

  •         Analise todas as suas contas, entendendo-as a fundo;
  •         Estude sobre negociação de dívida;
  •         Entre em contato com a instituição para tentar fazer a negociação;
  •         Compreenda o que a instituição pode e não pode fazer por você;
  •         Não conseguiu negociar? Procure a ajuda de especialistas.

E não subestime a importância da educação financeira. Entender como o dinheiro funciona faz toda a diferença no seu dia a dia, estando ou não endividado.

6. Dica bônus: Troque uma dívida cara por uma dívida barata

Uma outra forma de se livrar de uma dívida com juros altos é trocando uma dívida cara por uma dívida barata. Mas, afinal, o que significa isso?

Nada mais é do que buscar possibilidades com taxas de juros menores do que a da dívida em questão. Essa prática é muito comum principalmente par quitação da dívida do cartão de crédito, onde muitas vezes é recomendada a solicitação de um empréstimo que possui taxas de juros menores.

Contudo, atenção: essa troca só é vantajosa quando a taxa de juros do empréstimo são menores do que a da dívida. Por isso sempre compare opções, e para facilitar você pode optar por um simulador de empréstimo para comparar opções em diversas empresas.

Quais as vantagens de fazer um planejamento pessoal financeiro?

  •         Controlar o seu dinheiro;
  •         Guardar uma quantia para lidar com imprevistos;
  •         Realizar sonhos: viagem, casa própria, faculdade;
  •         Evitar juros e dívidas!
  •         Cortar gastos desnecessários;
  •         Ter uma vida mais tranquila e sem stress.

Veja nossas dicas para se educar financeiramente

Ter uma planilha básica já pode te ajudar e fazer toda a diferença nos seus gastos, mas trouxemos algumas dicas a mais para te auxiliar:

Entenda como funcionam suas finanças pessoais: um resumo do que passamos por todo o texto! Você gasta mais do que ganha? Quais as suas dívidas atuais?

Defina seus objetivos financeiros: pense em algo possível de ser alcançado, desmembrando o objetivo em pequenas metas.

Antes de fazer a compra, compare os preços: parece óbvio, mas isso evitará que você desperdice dinheiro com coisas mais caras ou mesmo que compre coisas supérfluas que se arrependerá futuramente.

Aprenda a poupar e investir dinheiro: após aprender a poupar, estude maneiras de investir o restante do dinheiro.

Considerações finais

Vimos que com calma e planejamento é possível quitar as dívidas e ainda entender melhor sobre gastos pessoais. Além disso, a tecnologia pode facilitar e muito esse processo, por isso, sempre a use como aliada.

Como é a sua vida pessoal financeira? Conte para nós nos comentários. 

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