Uma das principais travas na hora de começar a investir, se não for a principal delas, é achar que o valor que você pode guardar é pouco, e que não vale a pena investir se o valor é muito baixo, sendo melhor usar esse dinheiro de outra forma.

Isso é um erro!

O que realmente é necessário ter para começar a investir é muita determinação e força de vontade. Sem esquecer o principal: dar o primeiro passo, independente do valor. 

E esse primeiro passo pode ser pequeno. Bem pequeno. Muitíssimo pequeno. Não tem problema algum. Toda grande jornada começa com um primeiro e pequeno passo.

Assim como ninguém começa a se exercitar correndo uma maratona, também não deveria começar a investir colocando muito dinheiro em jogo de uma única vez.

É necessário criar o hábito para então se acostumar com o processo de investir, aguardar e usufruir dos rendimentos, seja para comprar objetos ou experiências desejadas, seja para reaplicar em novos investimentos.

Como os juros compostos podem ser um grande aliado dos investimentos

A fórmula dos juros compostos possui três variáveis: valor investido, taxa de juros e prazo.

O quanto você investe é importante, claro, mas ainda mais importante é a consistência dos seus investimentos. 

Uma vez criado o hábito, aumentar o valor dos aportes é consequência do aumento da sua renda ou da redução dos seus gastos.

Uma maneira de aumentar seus aportes é converter cada economia realizada em uma aplicação automática. Por exemplo, digamos que após negociar com a prestadora do serviço, sua conta de internet baixou de 120 para 90 reais. Agora é só programar uma aplicação automática para esses trinta reais que sobraram e pronto, você está aumentando seus aportes. 

Faça isso para cada pequena economia que conseguir com suas despesas fixas como aluguel, telefonia, assinaturas diversas, e você verá seus aportes aumentando consideravelmente.

Poupança: oportunidade ou cilada?

Eu sei que a poupança é muito depreciada, criticada, contestada, mas ela é uma excelente ferramenta para quem está começando a investir, mesmo que com pequenos valores. 

Ela é a ferramenta ideal para grandes investidores, com muito dinheiro envolvido? Provavelmente não. Mas para quem está começando, dando seus primeiros passos, ela é a ferramenta perfeita. Todo mundo tem, todo mundo sabe como funciona, é simples de entender o rendimento, é simples de operar, e o dinheiro ainda fica disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, para cobrir qualquer emergência.

Porém não esqueça que existem sim, outros investimentos muito similares ao funcionamento da poupança com rendimentos bem acima.

Afinal, investir é um processo burocrático?

Antigamente, investir era uma coisa chata, complexa, e exigia sim um certo grau de conhecimento, e também um valor razoável. Muitos bancos e tipos de investimento só eram acessíveis para quem tinha alguns milhares de reais para aplicar. 

Hoje em dia, graças ao desenvolvimento tecnológico e a entrada de mais concorrentes no mercado financeiro, os investimentos estão acessíveis a todos, com taxas baixas ou mesmo nulas. 

Com um pequeno valor mensal, já é possível investir em praticamente qualquer coisa do mercado brasileiro, seja na renda fixa, seja na renda variável.

A poupança, já citada aqui, por exemplo, não tem um valor mínimo para começar a investir. 

O Tesouro Direto, onde o Governo Federal vende títulos de renda fixa, exige um investimento mínimo de pouco mais de trinta reais. 

A maioria das ações de empresas na bolsa de valores de São Paulo, a B3, podem ser compradas por menos de cem reais, enquanto as cotas dos fundos imobiliários também custam algo próximo de uma nota de cem. Isso para ficar apenas nos investimentos mais conhecidos.

O ideal, caso ainda não invista em nada, é começar com pouco dinheiro e fazer uma operação completa, desde abrir a conta em uma corretora de valores, aplicar em um investimento, transferir o dinheiro para a corretora, vender o investimento e depois resgatar o valor de volta para a sua conta-corrente. Fazendo o processo todo, o medo se vai, e qualquer um fica mais confiante em operar.

Por último, fique atento ao Leão. Alguns desses investimentos, mesmo em valores baixos, exigem que você faça a declaração do imposto de renda de pessoa física no ano seguinte. Mesmo que não precise pagar imposto de renda, a declaração deve ser feita.

Comentários