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Toda vez que o noticiário divulga que o governo irá alterar a taxa de juros, muitos brasileiros prendem a respiração.

Tudo começa com uma fatura no rotativo, um empréstimo no banco ou um financiamento com taxas que parecem baixas, mas, em pouco tempo, se transformam em uma dor de cabeça.

Isso acontece porque muitos ignoram o conceito de juros compostos, fundamental para evitar o efeito bola de neve que resulta em dívidas infindáveis.

Juros compostos / Sobre juros – Desvendando o mistério

Juro é o que o detentor do capital cobra por abrir mão do mesmo por um determinado período.

Não entendeu?

Funciona assim: o dono do dinheiro aceita emprestá-lo para outra pessoa, em troca exige que seja pago um determinado percentual pelo tempo em que o dinheiro ficar com essa pessoa.

Esse percentual é a taxa de juros.

O assunto é tão sério que em cada país o governo federal é quem determina qual a taxa base da economia. Essa taxa base serve de parâmetro para as taxas que serão cobradas de todo cidadão que toma dinheiro emprestado, faz financiamento ou atrasa as contas.

Por isso a taxa é conhecida como taxa base.

Em países como EUA e Japão, a taxa já chegou a 0%. No Brasil, nos anos 90, a taxa chegou a 45% ao ano (!!!).

É comum, no Brasil, aparecerem ofertas de venda de produtos e/ou serviços com parcelas iguais, dando a falsa impressão de que são “sem juros”.

Em muitos casos os juros estão lá, embutido no valor da parcela. Por isso, é importante conhecer o conceito de juros compostos e pesquisar qual a melhor opção de compra, que nem sempre é aquela oferecida pelo estabelecimento.

Vamos dar um exemplo: uma loja vende um par de sapatos por R$90,00 em 3 parcelas, uma entrada mais duas de R$30,00 “sem juros”. Você pede um desconto pelo pagamento à vista e loja reduz o preço para R$85,50. Isto significa que a loja, na verdade, cobra uma taxa de 5,35% ao mês.

É muito comum as pessoas confundirem juros simples com juros compostos e esta confusão pode custar caro

A matemática explica

Muitas pessoas se confundem e se endividam por não conhecerem o conceito de juros e a diferença entre juros simples e juros composto.

Vamos dar outro exemplo: uma pessoa faz um empréstimo de R$1000,00 com uma taxa de 5% ao ano, por um período de 3 anos.

Muitos acham que basta multiplicar a taxa de 5% por 3 anos e pronto. Como isso seriam 15% por todo o período, o que resultaria num total de R$ 150,00 referente de total de juros.

No entanto, o cálculo é efeito usando-se a fórmula de juros compostos.

Neste caso, os juros incidem não só sobre o valor original, mas também sobre o total a ser pago mais os juros.

Com isso, o resultado será: juros do 1º ano = 5% de R$1000,00 = R$50,00; 2º ano = 5% de R$1050,00 = R$52,50; 3º ano = 5% de R$1102,50 = R$55,13. O total será de R$157,62.

A fórmula matemática é F = P (1+i) ⁿ, onde F é o valor Futuro, o total ao fim do período; P é o valor Presente, o valor original da dívida; i é a Taxa de juros; n é o Período, o tempo total de capitalização.

No exemplo acima, fica: F = 1000(1+0,05) ᶟ → F = 1000 (1,05) ᶟ → F=1000(1,16) → F = 1.157,62.

Portanto, antes de entrar em uma dívida faça as contas, pesquise, estude um pouco ou peça ajuda para os universitários (que conhecem matemática financeira).

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