Os acidentes com veículos automotores trazem grandes perdas físicas, emocionais, psicológicas e também geram prejuízos financeiros.

Conhecer e respeitar as leis e normas de trânsito é o caminho mais fácil para evitar as principais infrações e não jogar dinheiro fora com multas. 

O custo da pressa

Além do risco principal de causar e sofrer um acidente grave, o condutor que trafega em alta velocidade fica passível de autuação.

As penalidades para esse tipo de infração são divididas em três categorias que variam de acordo com a porcentagem da velocidade excedida:

Excesso de velocidade Valor da multa (R$) Pontuação na CNH Gravidade
até 20 % do limite 130,16 4 Média
20% a 50% do limite 195,23 5 Grave
+ 50% do limite 880,41 7 Gravíssima

Essa é a modalidade de infração mais cometida no país e que causa o maior número de acidentes com vítimas.

Segundo dados do DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito), somente no primeiro trimestre de 2022 foram aplicadas mais de 4,7 milhões de multas por excesso de velocidade no Brasil.

Fazendo uma conta por baixo, ou seja, se considerarmos que todas essas infrações foram de média gravidade, o valor total gasto com multas no período teria sido R$ 611,8 milhões.

Para não ser multado por excesso de velocidade, o melhor a fazer é se planejar para sair de casa com antecedência e, desse modo, ter tempo suficiente para cobrir pequenos imprevistos que podem surgir no caminho.

Os motoristas de carros, ônibus, vans e caminhões podem ainda contar com o auxílio do rádio e dos aplicativos de trânsito, que acompanham em tempo real a situação das principais vias da cidade.

Em caso de congestionamento, esses recursos ajudam o motorista na mudança do trajeto, evitando ter que acelerar mais que o permitido para chegar ao destino no horário marcado.

Também é imprescindível obedecer às sinalizações e placas de trânsito. Em uma única via podem existir diferentes velocidades máximas permitidas, e quem não se atenta às indicações, tem maior chance de levar uma multa.

As cidades estão cada vez mais equipadas com aparatos tecnológicos que auxiliam as autoridades no monitoramento do trânsito. E isso diminui a possibilidade de conseguir a anulação da uma penalidade através de recurso.

O sinal vermelho e o uso do celular

No semáforo, o correto é sempre aguardar o sinal verde para avançar. Essa atitude previne atropelamentos e colisões que podem ser fatais e ainda evita uma infração gravíssima que soma 7 pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação), além de custar R$ 293,47 ao motorista infrator.

Tem muita gente que respeita o semáforo e até aproveita a parada para usar o telefone celular. Nesse caso não há problema, uma vez que o veículo não está em movimento, correto? Errado.

O artigo 252 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro) prevê punição para quem segura ou manuseia o celular em uma via, independente de o veículo estar andando ou parado. Esse caso também caracteriza infração gravíssima e quem for flagrado terá a mesma punição e o mesmo custo de quem avançou o sinal vermelho.

Para fugir das multas, fique atento aos semáforos e jamais use o celular em uma via. Caso você precise fazer ou atender uma ligação ou usar o aplicativo de mensagens, estacione o veículo em um local permitido e só depois acione o telefone.

Todos devem usar o cinto de segurança

Considerada uma infração grave, a não utilização do cinto de segurança pode causar sérios ferimentos ou, até mesmo a morte.

O que pouca gente sabe é que o condutor não é o único que deve utilizar esse dispositivo de proteção. Pela lei, todos os ocupantes de um veículo são obrigados a utilizá-lo durante o trajeto. Quem for autuado nessa contravenção terá que pagar R$ 195,23 e ainda somará 5 pontos na carteira de motorista.

Uma pesquisa da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego constatou que a cada 100 pessoas, apenas 7 utilizam o cinto de segurança no banco traseiro. Um número alarmante que mostra como a grande maioria das pessoas não se preocupa com a própria segurança e nem com o bolso.

Se você é proprietário de um veículo particular, motorista de transporte coletivo ou por aplicativo ou tem uma frota de veículos empresariais, utilize sempre o cinto de segurança e exija a mesma prudência de seus passageiros e funcionários. Esse comportamento ajuda a poupar vidas, minimizar ferimentos e traz economia.

Calçada não é lugar de veículo

Estacionar o veículo sobre o passeio (popularmente chamado de calçada) é uma outra infração de trânsito bastante comum e que está prevista no artigo 181 do CTB. Essa atitude atrapalha o trânsito de pedestres, dificulta o trabalho de profissionais como carteiros e garis e ainda pode causar acidentes com cadeirantes e deficientes visuais.

Fora o custo da multa, que é de R$ 195,23, o motorista infrator terá que pagar as despesas da remoção, as taxas de liberação e as diárias do pátio, uma vez que o seu veículo será retirado de forma compulsória do local da infração. Isso sem contar o transtorno de ter que ir buscar o veículo e passar por toda burocracia dos órgãos públicos.

Esses gastos são evitados quando o veículo é estacionado em local permitido. Se a via onde você está não tem vagas disponíveis, vale mais a pena pagar por um estacionamento particular do que ter que arcar com todos os valores de uma autuação.

Respeitar e economizar

O respeito às leis e normas de trânsito é urgente e necessário em nossa sociedade. Vidas são preservadas quando os condutores e passageiros cumprem com suas obrigações legais.

Financeiramente também é vantagem para todos. O governo reduz gastos com o reparo de vias e com a saúde pública, as seguradoras têm menor custo operacional e os motoristas evitam o pagamento de multas, taxas, indenizações, reparos mecânicos entre outros.

Um único curso de reciclagem, para quem teve a habilitação suspensa, chega a custar mais de R$ 300,00 em algumas regiões. Além de caros, esses valores chegam de forma inesperada e atrapalham todo o planejamento financeiro de uma pessoa ou família. 

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