Com a pandemia, ficou cada vez mais difícil equilibrar as contas. Diante disso, o planejamento financeiro de muitas famílias precisou ser reestruturado para se adequar à realidade atual.

Nesse momento, surge a ideia de solicitar um empréstimo pessoal. Isso pode ser bastante útil, principalmente para substituir dívidas mais caras com taxas abusivas.

Porém, é preciso ter muito cuidado para esse empréstimo não virar mais uma despesa que só vai se acumular com o tempo e nem se deixar ser enganado pelas letras miúdas de contratos e burocracias.

Por isso, continue a leitura porque preparamos algumas informações importantes para mostrar a você antes que solicite um empréstimo.

Quais são as taxas cobradas em um empréstimo?

Cada instituição financeira tem sua forma de trabalhar. Porém, de forma geral, elas cobram as mesmas taxas ou têm custos relativamente parecidos. 

Diante disso, as empresas cobram taxa de juros, Imposto Sobre Operações Financeiras, Taxa de Abertura de Crédito e outros.

Tarifas e encargos

As tarifas e encargos são, principalmente, o IOF e os seguros.

O IOF é o imposto pago ao Governo Federal em operações envolvendo empréstimos, cartões de crédito e outras transações. Essa taxa é de 3% ao ano e é cobrada em cima do valor emprestado pela instituição financeira.

Além disso, a empresa que concede o empréstimo pessoal também cobra uma taxa de juros, sendo o principal lucro dela. A lei define um máximo de taxa que as empresas podem cobrar, o que beneficia o cliente.

Taxa de juros nominal

Agora, vamos explicar melhor sobre essa taxa de juros nominal. Para aposentados ou pensionistas do INSS, a instituição financeira pode cobrar, no máximo, 1,8% de taxa mensal. Já para os servidores federais, esse valor sobe para 2,05%.

O juros mais caro cobrado é o do cartão de crédito. Nesses casos, a taxa segue sendo até 1,8% para aposentados. Porém, ela sobe para 4,5% no caso de servidores públicos.

Saiba da análise de risco

Como essa taxa de juros varia, você pode estar se perguntando o que a define. Primeiramente, quando você solicitar um empréstimo online, a empresa investigará a sua situação atual. Isso envolve analisar o seu histórico de pagamentos, o seu score de crédito, a sua renda atual e outros aspectos que podem indicar o quanto você é um bom pagador.

Depois dessa análise, o banco concluirá o risco que ele tem ao conceder o empréstimo. Isso pode fazer, inclusive, ele negar a sua solicitação. Ou cobrar taxas mais altas caso ele considere que você pode não pagar o crédito concedido.

Por isso, muitas vezes as taxas de juros variam, não apenas de uma instituição para outra, mas principalmente para cada pessoa. Afinal, o histórico acaba influenciando e muito na confiabilidade para a aprovação

Como não ser enganado pelas letras miúdas

Quem nunca se empolgou com uma promoção e ficou frustrado ao ler nas letras pequenas a condição verdadeira daquele negócio?

Isso também acontece com o empréstimo pessoal. Por isso, você deve ler o contrato com muita atenção, sem pular partes que pareçam menos importantes e procurando trechos que possam gerar dúvidas para esclarecê-las.

Lembre-se de que a falta de atenção pode gerar um alto custo para você.

Compare em mais de um lugar

Uma dica muito importante é comparar as opções. Existem várias instituições financeiras oferecendo crédito. Por isso, analise as taxas que elas cobram e, também, outras condições como prazo de pagamento, por exemplo.

Atualmente esse processo é bem simples de ser feito, podendo ser realizado totalmente online. No próprio site Juros Baixos vocês consegue fazer uma simulação de empréstimo pessoal em várias empresas em uma única operação.

Por fim, lembre-se que você precisará arcar com uma parcela mensal após o empréstimo. Então, tenha a certeza de que conseguirá cobrir esse valor.

Calcule e compare o Custo Efetivo Total (CET)

O CET – Custo Efetivo Total – une todas as despesas relativas ao empréstimo. Ou seja, ele junta a taxa de juros, o IOF, as taxas administrativas que podem estar envolvidas, as taxas de análise de crédito e outras tarifas da operação.

Assim, o CET mostra o custo real que será pago. Por isso, é essencial calculá-lo para verificar se realmente vale a pena solicitar esse empréstimo pessoal ou se ele irá desestabilizar ainda mais o seu planejamento financeiro.

Analise minuciosamente o contrato

Como falamos sobre as letras miúdas, voltamos a ressaltar o quanto é importante analisar com cuidado o contrato.

Como estratégia, você pode relê-lo já procurando todas as taxas e anotá-las para não se esquecer de nada. Além disso, também se lembre de ter bastante atenção aos prazos de pagamento e a qualquer condição especial que possa ser envolvida.

Se prepare com informações confiáveis

Por fim, mas igualmente importante, recomendamos que você se prepare para negociações e possíveis problemas com informações confiáveis. Saber o teto de taxa cobrado pelas empresas oficiais, por exemplo, pode ajudar você em uma negociação.

Além disso, você tem direitos quando solicita um empréstimo pessoal. Então, busque as principais informações do CDC, o Código de Defesa do Consumidor.

O Ministério de Economia brasileiro também criou a CVM – Comissão de Valores Mobiliários – e ela fiscaliza operações como empréstimos. Você também pode contar com a FEBRABAN, a Federação Brasileira de Bancos e consultar instituições financeiras e correspondentes bancários oficiais e regularizados.

Em resumo, não hesite ao contatar esses órgãos em caso de dúvida ou desconfiança. Saiba dos seus direitos e aproveite apenas transações com benefícios reais.

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