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Financiamento, consórcio ou leasing:  Qual é melhor para comprar de um automóvel?

Responder a essa pergunta não é tarefa fácil, pois não se trata simplesmente de ser racional e escolher a opção com o preço mais atrativo ou mais baixo. Muitas vezes, o consumidor que pretende adquirir um veículo não se baseia apenas pelo lado racional. Afinal possuir veículo próprio sempre esteve entre os sonhos de todo brasileiro. No entanto, partindo do pressuposto de que a pessoa deseja comprar um carro, o ideal, inegavelmente seria comprá-lo à vista. Mas como esse agora não é o caso vamos analisar as três modalidades consideradas na pergunta acima.

Financiamento: o mais conhecido e usado no Brasil

É a forma de compra mais utilizada no Brasil. O cliente obtém de um banco ou de uma instituição financeira um empréstimo, que será usado para a compra do bem. Esse valor deverá ser pago em um determinado tempo (por exemplo, três, quatro, cinco anos etc.) em prestações acrescidas de juros, que costumam ficar na faixa de 1,8% ao mês, embora essa taxa possa variar de banco para banco.

  • A vantagem aqui é a possibilidade de sair com o carro da loja imediatamente.
  • E a desvantagem é os juros muito altos. O automóvel ficará no nome do comprador, no entanto a condição é a de alienação, ou seja, em caso de inadimplência, o veículo ficará como garantia e poderá ser retirado do devedor se o banco assim decidir e fizer valer seu direito de retomada do bem prescrito em contrato.   

Consórcio, sem juros, mas com taxa de administração

É um sistema de autofinanciamento feito por um grupo que se junta para adquirir um bem de forma planejada em um determinado tempo, que pode variar entre três, quatro, cinco ou até seis anos.

  • A vantagem do consórcio é não cobrar juro e portanto possuir um preço final mais baixo em relação ao financiamento. No entanto, há a taxa de administração (que é paga à administradora do grupo), em torno de 16%, podendo variar de 14% a 20%.
  • E a desvantagem para quem entra em um consórcio é não saber quando poderá adquirir o bem, ou seja, pegar e poder usar o automóvel. O participante poderá ser contemplado com a carta de crédito em três momentos: por sorteio, lance ou somente no final da quitação de todas as parcelas (o que pode levar alguns anos).

Leasing, muito popular nos EUA

Trata-se de um arrendamento mercantil, ou seja, não é uma compra propriamente dita, mas sim uma espécie de locação com opção de compra apenas ao final do contrato. O banco compra o veículo da concessionária e o empresta ao arrendatário (consumidor) para que esse possa usá-lo durante um determinado período estipulado em contrato (normalmente com um mínimo de dois anos), isento de IOF (imposto sobre operações financeiras). O veículo nesse caso ficará em nome do banco até o final do contrato. Mas há a opção de compra do veículo ao final do período de aluguel por meio do pagamento do chamado VRG (valor residual garantido). O

Leasing é muito utilizado por empresas devido à interessante possibilidade de abatimento no imposto de renda.

  • A vantagem do leasing é o valor mais baixo, ou seja, um menor custo em relação ao das outras modalidades.
  • As desvantagens são: no caso de inadimplência, o veículo é retirado imediatamente (antes mesmo e mais rápido do que acontece no caso de inadimplência no financiamento); e o automóvel não fica no nome do consumidor (arrendatário), mas sim no nome da empresa (arrendador).

Nos Estados Unidos, o leasing é muito popular, pois as pessoas preferem alugar em vez de comprar um veículo. E ao mesmo tempo o locatário dispõe da opção de poder renovar esse aluguel de tempos em tempos e consequentemente poder ter sempre um carro novo à disposição. No Brasil, essa mentalidade não predomina, uma vez que o consumidor prefere sempre ter a posse do bem.    

Levando em conta o fator bolso

Embora cada modalidade tenha seus prós e contras e possa agradar ou se adequar a um tipo de consumidor específico, a melhor opção financeiramente falando é o leasing.

E o motivo é apenas um, o preço mais baixo, o menor custo, e junte-se a isso o fato de a pessoa poder renovar o aluguel de dois em dois anos, o que lhe possibilitaria poder trocar de veículo sempre, ao final do aluguel, sem ter de arcar com as custas de manutenção, que encarecem ainda mais o que já é muito caro (financiamento ou consórcio).

Essa é uma opção para viável para o bolso, e é importante se informar e perguntar sobre na hora de comprar e para vendedores!

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