Ouviu falar sobre finanças comportamentais, e final na dúvida sobre o que significa? Neste conteúdo, nós contamos tudo que você precisa sobre o assunto.

Inclusive, contamos como os gatilhos identificados por esse estudo podem prejudicar sua vida financeira.

É importante ter atenção a eles e a outros cuidados para ter a certeza de que seu orçamento estará sempre saudável. Veja a seguir.

Mas o que é finanças comportamentais?

Finança comportamental significa entender o comportamento econômico das pessoas e o que leva os indivíduos a tomar decisões financeiras.

É uma área de estudo, que avalia fatores psicológicos, sociais e emocionais para tentar traçar um “perfil” econômico dos indivíduos.

É uma forma de entender os limites da racionalidade dos indivíduos. Ou seja, em que medida as tomadas de decisão econômicas são pensadas, e quando acontecem pelo emocional.

Como ela influencia em nossa vida

O objetivo das finanças comportamentais é, como dissemos, entender o perfil de um indivíduo e porque ele gasta o seu dinheiro como gasta. 

Isso é interessante porque, a partir daí, é possível entender o quanto dos aspectos emocionais influenciam decisões. A partir daí, fica mais simples perceber esses aspectos e “controlá-los”, tomando decisões mais racionais em relação ao dinheiro.

Principalmente quando o assunto são investimentos. Mas também no dia a dia, para fazer gastos realmente válidos e conseguir alcançar metas no orçamento.

Veja os principais gatilhos de finanças comportamentais 

Agora que você já sabe o que são as finanças comportamentais, é hora de explicarmos os gatilhos que ela estuda. São comportamentos percebidos frequentemente entre os indivíduos, e influenciam no modo como cada um lida com o orçamento.

Aversão à perda

A aversão à perda geralmente faz o indivíduo correr mais riscos. Parece incorreto, mas o ponto é que, geralmente, a pessoa dá maior importância às perdas do que aos ganhos. Por isso, ela corre mais riscos para conseguir reparar as perdas, em vez de se contentar com os ganhos que teve.

Ancoragem

A ancoragem é um gatilho que faz com que um indivíduo considere uma informação que já tinha há determinado tempo como mais relevante. Mesmo que ela não seja tão relevante agora, essa informação influencia fortemente na sua tomada de decisão.

Podem ser desde informações sobre o mercado, até seus valores pessoais. Se o indivíduo acredita há mais tempo que é conservador e não deveria fazer investimentos de risco, é provável que ele se mantenha assim.

Efeito manada

O “efeito manada” está ligado ao evento de quando um grupo toma determinada atitude, então as demais pessoas acabam fazendo o mesmo. Por exemplo: se muita gente vê o investimento em determinada empresa como vantajoso, e investe nessa empresa, várias outras pessoas tendem a fazê-lo.

É como a homogeneização das ações de vários indivíduos porque um grupo ou alguém relevante disse que aquela é a melhor opção.

Excesso de autoconfiança

O excesso de autoconfiança acontece quando um indivíduo superestima sua opinião na hora de tomar uma decisão.

Um exemplo é quando todo o mercado diz que um investimento não é interessante. Porém, mesmo assim, o indivíduo insiste nele, porque tem certeza de que está certo.

Esse é um gatilho muito comum nas finanças comportamentais. A autoconfiança é essencial, mas o excesso dela pode ser prejudicial ao orçamento. Ir contra todas as probabilidades tende a render poucos bons resultados.

Como criar bons hábitos financeiros

Criar hábitos financeiros é algo que você vai fazer aos poucos. Ou seja, cuidar do orçamento vai demandar tempo e prática. Mas você pode iniciar com passos básicos.

Cuidado com os gatilhos de finanças comportamentais 

O primeiro deles é ter atenção a todos os gatilhos de finanças comportamentais que apresentamos antes. Principalmente o de excesso de autoconfiança e à ancoragem.

Os dois costumam favorecer a tomada de decisão quase que irracional, uma vez que você considera o que já sabe em vez de analisar o cenário friamente. Isso pode levar a resultados ruins.

Os demais gatilhos também merecem atenção. O costume de “ir com a maioria” (efeito manada) e a tentativa de recuperar perdas a todo custo (aversão à perda) podem facilitar a perda de valores.

Planejar o orçamento

Outra dica para criar bons hábitos financeiros é adquirir o costume de planejar o orçamento. Para isso, anote sua renda e cada um dos seus gastos. Todos, inclusive os menores deles, como uma compra na padaria.

Esse tipo de cuidado ajuda a entender como estão são as suas finanças, quais são gastos supérfluos e o que pode ser mudado.

Empréstimo para quitar dívidas

Se você tem dívidas em aberto, pode optar por obter um empréstimo e quitar os valores. Há opções de empréstimo mais baratos no mercado, como o consignado e refinanciamento de veículos. Ambos têm juros mais baixos do que um empréstimo pessoal comum.

A vantagem de obter um empréstimo para pagar dívidas é que você pode se livrar dos altos juros do débito. Por exemplo, do cartão de crédito, que tem um dos juros mais altos do mercado. 

Ou seja, vale a pena obter um empréstimo quando os juros dele são mais baixos do que os juros da dívida atual.

Além disso, o crédito é uma opção para unificar as dívidas. Quer dizer, você vai quitar vários débitos e ficar com apenas um, o empréstimo. 

É mais simples cuidar de uma única dívida do que de vários débitos “picados”. Então, será mais simples também criar bons hábitos financeiros, por causa desse controle sobre o orçamento.

Considerações finais

As finanças comportamentais podem ajudar você a entender seu comportamento sobre dinheiro. Mas, mais que isso, elas podem ajudar você a cuidar do orçamento.

Afinal, se você passar a entender os gatilhos comportamentais, terá mais facilidade de evitá-los. O que é importante, uma vez que os gatilhos tendem a favorecer decisões prejudiciais às finanças.

Só que, além disso, você vai precisar tomar outros cuidados, como explicamos antes. É essencial ter atenção diária à sua vida financeira, para garantir que nenhum deslize aconteça. Uma simples compra por impulso, por exemplo, pode prejudicar todo o orçamento.

Então, cuide das suas finanças no dia a dia. Isso vai evitar que você assuma dívidas, e também vai ajudar a guardar dinheiro para compras maiores.

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