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Atualmente, o consórcio tem sido uma das alternativas mais viáveis para aqueles que querem realizar o sonho de comprar ou trocar de carro. Porém, ainda existem algumas dúvidas sobre o funcionamento de um consórcio.

Pensando nisso, elaboramos este post explicando como funciona o consórcio de carros usados. Assim, você fica preparado para negociar!

Conheça mais sobre consórcios e entenda como funciona um consórcio de carros usados.

Como exatamente funciona um consórcio de carros usados?

Desde o momento em que é autorizada a funcionar pelo Banco Central, a administradora começa a reunir grupos de pessoas interessadas em comprar determinados bens, que podem ser, por exemplo:

  • um carro zero;
  • um carro seminovo;
  • um terreno;
  • um imóvel;
  • uma moto;
  • algum tipo de serviço.

É necessário atingir um número mínimo de consorciados para que o sorteio mensal desse bem se torne viável. Nesse formato, cada membro contribui com um valor mensal durante todo o tempo de vigência do consórcio. Esse montante é usado para formar o chamado fundo comum, uma reserva que é rentabilizada para garantir seu poder de compra.

Contemplação e carta de crédito

Todo mês é realizada uma assembleia que reúne todos os participantes do grupo de consorciados. Nessa ocasião, pelo menos um deles ganhará, por meio de sorteio, uma carta de crédito correspondente ao valor estabelecido em contrato.

Outros membros do grupo também podem ser contemplados dando bons lances — o que explicaremos melhor adiante. Além disso, cada consórcio pode durar entre 1 e 8 anos, dependendo do plano escolhido.

Como faço para participar de um consórcio de carros usados?

Para começar, procure uma empresa administradora de consórcios confiável. É simples: corra ao site do Banco Central e pesquise a lista das empresas que têm autorização para atuar no ramo.

É importante fazer uma boa escolha para garantir que o dinheiro guardado para a compra do carro será adequadamente administrado, permitindo que cada membro receba seu bem.

Pagamentos mensais

Começam a partir daí os pagamentos mensais. O boleto chega na casa dos consorciados todos os meses, podendo ser pagos na rede bancária ou em caixas eletrônicos. Eles contêm informações bastante úteis, como as datas dos sorteios e as pedras-chave contempladas por sorteio e lance.

Muitas administradoras também oferecem a opção de débito automático das mensalidades em conta bancária. Lembrando que as parcelas podem ser reajustadas, dependendo do aumento do valor de venda do veículo pretendido. Isso acontece para garantir o objeto do consórcio: a compra do bem.

Por fim, vale ressaltar que, todas as parcelas precisam ser pagas, mesmo após a contemplação, e que não existem juros incidindo sobre os valores, apenas uma taxa de administração para manter os custos da empresa responsável pela gestão do consórcio.

Quando vou ter meu carro?

Ao entender como funciona um consórcio de carros usados, você fica mais confiante para negociar.

Como foi dito, todo mês um consorciado recebe a carta por meio de sorteio. Assim, você pode conseguir sua carta de crédito tanto no primeiro mês, caso dê a sorte de ser sorteado logo, como no último, se os demais forem contemplados antes de você.

No entanto, outros também podem ser contemplados, desde que deem lances vencedores. No lance, leva a carta o participante que conseguir antecipar mais parcelas.

Porém, se você deu um lance e ele não foi vencedor, pode simplesmente guardar seu dinheiro para tentar fazer uma oferta maior na próxima oportunidade.

Possibilidade do lance embutido

Uma das possíveis modalidades de lance é o embutido. Nesse caso, o consorciado se compromete a usar parte do valor da sua carta de crédito para fazer sua oferta. Não é tão complicado como parece.

Imagine que você participa de um consórcio de veículos novos no valor de 50 mil reais. Se quiser, pode usar 10 mil reais desse total para oferecer um lance embutido, somando o valor aos recursos que já tem.

Assim você consegue ofertar um valor maior, aumentando suas chances de contemplação. Nesse exemplo, saindo vencedor, sua carta valerá 40 mil reais e não o inicialmente contratado.

E se eu atrasar as parcelas?

Caso alguma dificuldade aconteça, é possível que você não consiga quitar as parcelas do consórcio no tempo certo. O problema é que, atrasando as parcelas por muito tempo, a conquista do seu carro novo pode ser prejudicada.

Se ainda faltarem muitas parcelas e você não tiver sido contemplado, pode ser retirado do grupo para não comprometer seu andamento e, consequentemente, os demais consorciados.

Se já tiver sido contemplado e parar de pagar as parcelas por quaisquer motivos, a administradora pode até pedir a apreensão do veículo. Imagine só o transtorno!

Para não ter que lidar com esse tipo de situação, a melhor estratégia é pensar em como se ajudar. E há algumas boas opções. Confira as que separamos a seguir!

Vender a cota

Primeiramente, é preciso ver se o contrato assinado abre essa possibilidade. Se for possível, você pode vender sua participação no consórcio a uma outra pessoa interessada, recebendo tanto quanto for possível daquilo que já investiu para não ficar no prejuízo.

Adequar o valor da carta de crédito

Nesse caso, estamos supondo que a administradora tem outras modalidades de consórcio mais baratas, ok? Assim, se você adquiriu, por exemplo, um consórcio de seminovos no valor de 40 mil reais, pode reduzir o valor da sua carta de crédito para 25 mil e usar a diferença para quitar parte do saldo devedor, diminuindo o prazo de pagamento ou reduzir o valor das parcelas, para que caibam no seu novo orçamento.

Pedir sua exclusão do grupo

Essa é uma alternativa extrema que inclui o pagamento de uma multa. Nesse caso, você até poderá reaver tudo o que investiu, desde que espere a contemplação de todos os membros e o devido encerramento do grupo.

Lembre-se de que também é possível buscar alternativas financeiras para quitar as dívidas em atraso e não deixar o sonho do carro próprio escapar. No entanto, por mais que a venda de outros bens ou a tomada de empréstimos pessoais possam ser cogitados, só tome uma decisão caso tenha certeza de que vale mais a pena financeiramente continuar com a participação no consórcio, combinado?

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