As contas-poupança, ou mesmo as contas digitais, são um porto-seguro para as pessoas colocarem suas economias. Tamanha segurança, por outro lado, representa as menores rentabilidades em termos de investimento. Essa realidade não significa que todas as pessoas deveriam limpar suas contas e amanhã colocar em outros produtos do mercado financeiro, ou mesmo virarem todas day-traders, mas que há mais opções e que, num amadurecimento quanto às finanças, as mesmas devem ser consideradas.

Nessa postagem, iremos saber um pouco mais sobre os cuidados ao sair do tradicional para o mercado financeiro. Com essas dicas, você fará isso de forma mais consciente.

1. Liquidez

A liquidez representa o quão rápido você consegue converter um bem ou investimento em dinheiro. Nas contas tradicionais e em alguns investimentos, como os títulos de tesouro direto, a liquidez é diária, ou seja, você pode comprar e vender todos os dias úteis. Há investimentos a taxas anuais mais interessantes, como LCIs ou CDBs, a depender do título, mas que só permitem o resgate do investimento e do rendimento ao vencimento do título (após alguns meses ou anos). 

É importante cuidar quando se coloca dinheiro em investimentos de baixa liquidez, pois não pode ser aquele dinheiro para resolver emergências. Esse é um valor separado para ganhar mais ao longo do tempo.

2. Variações nos rendimentos e nos títulos

Os investimentos possuem diferentes taxas de rendimento, geralmente expressas na página da corretora que os negocia. Podem ser taxas fixas, como 8,00 % a.a., ou atreladas a outras taxas, como SELIC, IPCA e CDI. Também pode haver investimentos com taxas fixas de rendimento, como tesouro pré-fixado, onde, se você resgatar o dinheiro apenas no vencimento, vai receber exatamente o que foi firmado no início.

Os títulos com taxas mais previsíveis de recebimento, ou seja, mais conservadores, são chamados de títulos de renda fixa. Os demais, cuja variação depende do cenário econômico (como fundos ou ações), são chamados de renda variável. O ideal é começar na renda fixa e, com mais conhecimento, ir para a variável.

3. Quantos ovos colocar em cada cesta.

A famosa analogia dos ovos e das cestas é muito válida para os investimentos. Nenhum investimento, por si só, vai ser suficiente para abranger todas as suas economias. A diversificação é uma estratégia importante para evitar perdas em alguns investimentos, fazer experiências e permitir o resgate de parte dos valores, quando isso vier a ser necessário.

4. Quando que a pressa faz sentido? E a demora?

Ações, títulos de tesouro direto, fundo imobiliários e outros são comercializados seguindo leis de mercado, possuindo cotações variáveis. No caso do tesouro direto, as cotações são válidas para os títulos vendidos fora do vencimento, antecipadamente. Há pessoas que querem ganhar rendimentos e dividendos, enquanto outras desejam lucrar com essa negociação de títulos em momentos onde estejam valendo mais do que quando foram comprados: nesse caso, a pressa faz sentido.

Por outro lado, quem não tem tempo ou quer resultados mais duradouros, não deve vender papéis à primeira queda, mas esperar um longo tempo para ganhar com a valorização do título e o recebimento de dividendos. Olhando nas plataformas das corretoras, é possível ver a variação de preço de cada título nos últimos anos, o que aponta o crescimento ou oscilação em torno de um valor médio, a depender de cada ação.

No caso do tesouro direto, esperar o vencimento é uma forma de evitar prejuízo com oscilações negativas. Isso é uma boa estratégia se você não precisar do dinheiro em curto prazo, ou não tiver tempo para acompanhar o mercado.

6. Formas de recebimento dos ganhos

Alguns ganhos, como tesouro direto, podem acontecer semestralmente ou ao vencimento do título. É descontado o imposto de renda (entre 15 a 22,5 %, a depender do tempo em que se tem o título) e o valor do rendimento e/ou o capital são depositados na conta da corretora, de onde você pode fazer novos investimentos, ou passar o dinheiro para sua conta comum. Outros ganhos, como dividendos de fundos imobiliários, são livres de IR e depositados diretamente em sua conta da corretora, uma vez por mês.

7. Cuidados com imposto de renda e necessidade de declaração

Imposto de renda envolve duas variáveis: o quanto pagar e quando declarar. Mesmo contas digitais já exigem pagamento de IR, mas mesmo descontado o imposto rendem mais do que a conta-poupança. O volume movimentado mensalmente, ou alguns tipos de movimentações e o patrimônio possuído levam à necessidade de pagar o IR e também de fazer a declaração anual. 

É preciso estar atento porque são duas coisas diferentes. Os dividendos do FII, por exemplo, são isentos de IR. Mesmo que sejam isentos, precisam ser declarados na declaração do Imposto de Renda, pois você os ganhou ao longo do ano.

Por fim,

Vimos alguns aspectos relacionados aos investimentos, para você entender um pouquinho da dinâmica de cada um. Existe um vasto mundo em cada um deles, e que você só vai descobrir depois que começar.

SOBRE A AUTORIA: Esse texto é um oferecimento d’O Blog do Mestre, gentilmente publicado pelo Portal Juros Baixos. O Blog do Mestre é um blog que envolve entretenimento, curiosidades, atualidades e muito conhecimento!

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