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Por Isabela Bolzani | Via Diário Comércio Indústria e Serviços

A cautela quanto à legitimidade das empresas, a pesquisa e o planejamento financeiro, no entanto, são fundamentais para a nova forma de empréstimos

São Paulo – As fintechs, bancos digitais e novas tecnologias financeiras, com a oferta de maior comodidade e probabilidade de aprovação de crédito, têm fortalecido os empréstimos on-line no País. Especialistas, no entanto, atentam para o cuidado com fraudes e planejamento orçamentário.

Dados do último levantamento sobre tecnologia bancária da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), de 2015, apontam que as transações feitas por mobile banking e internet banking já somam mais da metade (53,6%) do total de transações realizadas no ano (28,9 bilhões de 53,9 bilhões).

Só o mobile banking, na comparação com 2014, cresceu 138% (de 4,7 bilhões para 11,2 bilhões de transações ).

De acordo com os especialistas ouvidos pelo DCI, essa maior aderência pelos meios digitais no sistema financeiro tem se adequado e feito crescer um setor que, apesar de estar no começo do processo de aceitação pelo público, tende a ser cada vez mais forte.

Segundo Marcelo Champolini, fundador da Lendico, o empréstimo on-line se diferencia não apenas pela comodidade do empréstimo, mas também pela maior facilidade de comparar e aderir o crédito.

“Os processos são bem mais simples e poupam todo o incômodo de ir até o banco e passar pela conversa com o gerente. Depois do cadastro e da confirmação dos documentos comprobatórios, é só receber o boleto por e-mail e o dinheiro na conta”, explica o executivo.

Neste contexto, o alerta diz respeito à necessidade de planejamento, que inclui tanto o conhecimento das dívidas já existentes, como as contas que determinam o quanto o tomador conseguirá pagar na parcela mensal do financiamento.

Para Marcelo Monteiro, diretor de novos negócios da PH3A, tanto em empresas intermediadoras com bancos ou financeiras específicas, como nas chamadas “shopping de crédito” (que se interligam com diversas instituições), os cuidados são os mesmos de quando há o pedido de empréstimo nas agências físicas.

“O canal e o atendimento são diferentes, mas o modelo de funcionamento é muito parecido. É preciso pesquisar taxas e fazer os cálculos corretamente, ler o contrato direito e entender o que você está comprando, dando a devida atenção às cláusulas de direitos e obrigatoriedades”, atenta.

Ainda de acordo com dados da Febraban, do total de contas correntes ativas, de pessoas físicas e jurídicas, em 2015, 72,8% realizam mais de 80% das movimentações por meio de canais remotos.

Segundo Lereno Soares, economista e cofundador do JurosBaixos, plataforma de simulação e comparação de empréstimos on-line, o segmento ganha destaque principalmente porque tem começado a adotar modelos mais abrangentes e aprofundados de análise de crédito.

“As empresas têm apostado em análises comportamentais, sociais, geográficas e de rede, o que permite mitigar o risco e entender os melhores tipos de crédito a serem concedidos. Isso sem contar a adoção de ramos diferentes de negócios, o que pode facilitar bastante a tomada de recursos para quem não consegue crédito por meios mais tradicionais”, identifica o economista.

Especialistas destacam que os dois principais perfis que mais bem têm adotado o empréstimo on-line são adultos entre 20 e 40 anos, com mais frequência de uso nos meios tecnológicos, e também profissionais autônomos ou liberais, que mostram maior dificuldade de comprovação de renda ante exigência e seletividade dos bancos e, por isso, migram para meios alternativos.

“Essa é uma tendência […] que terá um crescimento exponencial e uma aderência cada vez mais significativa entre a população. Estamos no início da curva de adoção [da tecnologia], ou os bancos se adaptam […] ou perdem espaço no mercado. Essa é só a ponta do iceberg”, completa Soares.

Fraudes e planejamento

Apesar da possibilidade de juros mais baixos e do chamariz de crédito fácil para negativados, é preciso estar ciente do quanto está disponível no orçamento para usar com o financiamento e da legitimidade das companhias.

“O cliente nunca vai pagar nada adiantado e, se isso for pedido, pode ter certeza que é fraude. Todas as empresas sérias estarão devidamente registradas, mas é preciso que o tomador de crédito tire um tempo para verificar se a instituição é idônea e não cair em uma cilada”, explica Monteiro.

A primeira coisa, no entanto, é estar ciente de sua própria saúde financeira. “É necessário fazer toda a pesquisa, prestar muita atenção nos juros e no custo efetivo total. O Banco Central até disponibiliza uma ferramenta chamada Registrato, que permite um controle financeiro. Isso ajuda muito na hora de entender as chances de ser aprovado para um compromisso e honrá-lo até o final”, conclui Champolini.

Para acessar a reportagem completa, acesse o portal DCI:

http://www.dci.com.br/financas-pessoais/credito-on-line-e-atrativo,-contudo-exige-cuidados-id573395.html

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Author

Economista pela FGV-RJ e assessor de investimentos (CPA-20). Apaixonado por educação financeira e microfinanças, é cofundador do jurosbaixos.com.br, site de comparação de crédito e portal de educação financeira. Em seu canal do youtube, explica o básico de finanças para leigos (youtube.com/jurosbaixos).

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