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Você sabia que aproximadamente 60% das famílias brasileiras estão endividadas? Essa porcentagem é assustadora e diz muito sobre como nós, brasileiros, lidamos com nosso dinheiro.

Apesar de isso ser, antes de tudo, um problema social, existem algumas medidas individuais que cada um pode tomar para não ser mais um escravo das dívidas. Vamos conhecer os principais problemas financeiros dos brasileiros?

1) Falta de planejamento financeiro

A solução é óbvia, porém não é simples: saiba o quanto você ganha e o quanto gasta ao mês. Tenha alguma planilha, seja no computador ou anotada em um caderno. Saiba diferenciar os gastos fixos dos gastos variáveis. Defina uma porcentagem que pode ser gasta com cada área (educação, moradia, lazer, saúde, consumo de bens).

Independentemente da classe social, a falta de planejamento financeiro é comum a muitos brasileiros.

Um dos maiores trunfos ao planejar um orçamento familiar ou pessoal é ter uma reserva de emergência. O que ela significa? Que, a cada mês, você irá separar uma pequena quantia (pode ser 10% da sua renda ou até menos) e irá aplicar, mensalmente, em um investimento de alta liquidez (isto é, daqueles que rendem quase diariamente e você consegue sacar o dinheiro com rapidez).

A sua meta com isso é chegar ao valor em reais de quanto você precisaria para sobreviver durante seis meses, em caso de perder o emprego ou algum outro problema do tipo. Esse fundo pode ser utilizado para despesas emergenciais, como problemas de saúde inesperados.

2) Parcelamento

Pagar a prazo parece tentador, mas quem colocar na ponta do lápis conseguirá ver facilmente a desvantagem: os juros.

Outro problema com o parcelamento é que é bem fácil assumir uma pilha de parcelas sem perceber, e aquela parcela de cinquenta reais que não teria impacto nenhum sobre seu orçamento virou uma soma de parcelas de, digamos, trezentos!

Assim, seu salário vai sendo corroído pelo conjunto desses aparentemente pequenos gastos.

O mais indicado a se fazer é planejar-se. Se você tem o sonho, desejo ou necessidade de comprar um bem, como uma TV, por exemplo, que tal segurar o dinheiro todo mês, até poder comprar à vista (com desconto e sem juros) depois de um tempo?

Acredite, com planejamento, suas metas podem ser alcançadas mesmo que sua renda não seja das maiores.

3) Mau uso do cartão de crédito

O cartão de crédito pode oferecer diversas vantagens e, se bem utilizado, pode ser mais benéfico para seu bolso que o cartão de débito – ainda mais para quem planeja viagens com antecedência e pode fazer uso das milhas.

Porém, muitos não se dão conta de que pagar no cartão de crédito é assumir uma dívida, afinal, é uma promessa ao banco de que você irá ressarci-lo pelos gastos no cartão no final do mês. Adivinha o que acontece se esse pagamento for atrasado? Sim, juros. Um gasto que você não precisaria ter, se tivesse se planejado melhor.

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Portanto, não gaste no crédito aquilo que não conseguirá pagar.

4) Contar com cheque especial

Quando você abre o site do banco, entra na sua conta e vê escrito: “limite: X reais”, não se deixe enganar. Esse dinheiro não é seu, é do banco. Se você o gasta, ele irá cobrar com juros depois.

Se a conta desse mês não fechou e você estiver precisando de dinheiro, evite recorrer ao cheque especial. Já ouviu falar do empréstimo peer-to-peer, isto é, de colega para colega?

5) Gastar mais antes de ter uma renda estável

Digamos que você conseguiu o emprego dos seus sonhos, recebeu uma promoção, ou o negócio que você abriu recentemente está indo bem em seus primeiros meses.

Avôs costumam dar esse tipo de conselho aos netos: não gaste o seu primeiro salário. De fato, seu avô tem um ponto muito importante – inclusive, a geração dele teve outra relação com o dinheiro do que a nossa, e pode-se aprender muito com isso. Ouça seu conselho e espere sua renda se estabilizar, pois, infelizmente, imprevistos acontecem. Vai que seu negócio começa a ir mal de repente?

Em outras palavras, mantenha seu nível de vida durante alguns meses, mesmo que sua renda tenha aumentado bastante. Quando vir que ela se estabilizou, aí sim, você poderá subir um degrau.

6) Depender do INSS

Ultimamente a reforma da previdência foi um assunto polêmico, que tomou os jornais e inflamou o debate político. Dá para perceber que a previdência social é instável, pois depende de fatores econômicos, políticos, legais e sociais; assim, não é muito bom contar somente com o INSS para o futuro.

Você pode investir em um plano de previdência privada ou, ainda, em investimentos em renda fixa ou tesouro nacional a longuíssimo prazo. Tenha autocontrole e, uma vez que comprou essas parcelas, deixe-as render até quando chegar a hora de se aposentar.

7) Não “poupar” dinheiro

Existem pessoas que até ganham bastante, mas não conseguem fazer com que sobre nada no fim do mês. Entenda que, por melhor que você receba, o ideal é que sobre o mínimo que seja para poder investir em algo que fará seu dinheiro trabalhar para você.

Senão, você se tornará escravo do próprio salário.

O “poupar” está entre aspas porque é a palavra costumeira para economizar, mas nós a associamos a poupança, e não é bem dela que estamos falando. Veja porquê:

8)… ou só investir na poupança

Se você coloca dinheiro na poupança, você está à frente de diversos brasileiros que sequer pensam em guardar dinheiro. Mas está na hora de colocar o seu dinheiro em investimentos de rentabilidade maior, que são tão seguros quanto a (não tão) boa e velha caderneta.

Você pode substituir a poupança por investimentos no Tesouro Nacional, LCI, LCA ou CDB.

Pode ser duro e desesperador reconhecer-se nos erros mencionados aqui. Mas não se sinta mal: nós, da Juros Baixos, podemos ajudar. Conhecimento e informação são fundamentais para uma vida financeira saudável. Acompanhe nosso blog para mais informações sobre educação financeira.

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