A entrada de novos investidores é fundamental para o crescimento de startups e contribui para o amadurecimento do seu modelo de negócios, além da conquista de novos mercados.

O ecossistema de startups no Brasil é o mais dinâmico e promissor da América Latina. Vem atraindo fluxos crescentes de capital nacional e estrangeiro em busca de empresas inovadoras e capazes de revolucionar mercados tradicionais através do uso da tecnologia.

O sucesso de empresas como Nubank, 99, iFood, QuintoAndar, entre várias outras, só aumenta o interesse em investir em startups no país e participar de seu crescimento, que muitas vezes pode ser explosivo.

Neste artigo, você vai saber como essas empresas captam recursos no mercado e qual é a forma mais fácil e segura de investir em uma startup.

O que é uma startup?

Startup é uma empresa criada para resolver gargalos comuns em diversos setores da economia, usando a tecnologia de forma estratégica e inovadora, além de criar novos modelos de negócio para ganhar escala rapidamente.

De fato, inovação é a característica-chave de uma startup, já que permeia todos seus processos e fluxos de trabalho, permitindo-lhe criar soluções mais competitivas e muitas vezes únicas no mercado. Empresas como Google, Facebook, Netflix, Uber, Mercado Livre, Nubank, iFood, entre muitas outras, nasceram como startups e se tornaram dominantes em seus ramos de atuação.

São, portanto, empresas que buscam dar respostas criativas aos mais diversos problemas do mundo real e precisam de volumes crescentes de capital para se desenvolver e dar robustez aos negócios. 

O que diferencia uma startup de uma empresa tradicional?

Quando empreendedores se unem para abrir uma nova empresa, é muito comum que adotem processos convencionais, repliquem modelos de negócios conhecidos e ofereçam produtos e serviços já existentes, com pouco ou nenhum grau de inovação.

Isso faz com que essas empresas demorem mais para se desenvolverem, enfrentando grandes obstáculos durante seu crescimento, uma vez que não foram concebidas desde o início para ganhar escala e desbravar novos mercados.

O grande diferencial das startups é que elas já nascem para causar uma disrupção nos segmentos em que atuam e são estruturadas operacionalmente para obter ganhos de economia de escala muito rapidamente, graças ao uso criativo e intensivo da tecnologia.

Para tanto, adotam fluxos de trabalho mais ágeis e reduzem ao máximo os pontos de atrito e de perda de eficiência na execução e entrega de seus produtos e serviços.

Isso faz com que as startups tenham alta demanda por novos aportes de capital, não apenas para tornar suas soluções mais conhecidas, mas, sobretudo, para amadurecer com a entrada de novos investidores, que costumam contribuir ativamente com sua gestão e desenvolvimento empresarial.

Como as startups conseguem financiamentos?

O ciclo de desenvolvimento de uma startup costuma ter início com o próprio capital dos empreendedores, até que o negócio esteja minimamente estruturado para atrair o capital de terceiros.

No Brasil, não é usual buscar financiamento bancário, já que quase não existem linhas de crédito nesse sentido e os juros praticados tornam essa opção praticamente inviável.

Com isso, a forma mais comum encontrada pelas startups para alavancar seu crescimento é com a entrada de capital de terceiros através de rodadas de captação. Quem mais investe em startups são os chamados investidores-anjos e fundos de venture capital em busca de empresas com alto potencial de crescimento.

A remuneração do capital dos investidores não ocorre por meio de pagamentos periódicos de dividendos, por exemplo, mas através da valorização da empresa no mercado e de uma futura venda de participação para outro investidor. Outra forma de obter lucro com essa operação é buscando uma saída estratégica via emissão de ações em bolsa de valores.

Como investir em uma startup?

O investimento em startups sempre foi dominado por empresas especializadas, capazes de vasculhar o mercado em busca das oportunidades mais promissoras.

No entanto, diversas startups agora estão conseguindo atrair pequenos investidores através do crowdfunding, modalidade de investimento coletivo regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 2017, a qual permite que um grupo de pessoas com interesses comuns financiem, se tornem sócias de startups ou outros projetos da economia real.

É preciso lembrar, no entanto, que esse tipo de investimento é considerado de risco e sempre deve ser encarado com foco no longo prazo.

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