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A decisão por obter um empréstimo exige ponderação. Primeiro porque ele é uma nova dívida, e traz juros e outras taxas associadas. Logo, se não quitado em dia, o débito pode trazer mais problemas do que solução. Assim, antes de assumir um empréstimo, o consumidor deve avaliar alguns pontos, e só então descobrir quando é o momento certo de solicitar o crédito.

Quando obter empréstimo?

O empréstimo pode ser um crédito caro. Ele cobra juros, taxas de seguro – que darão segurança à financeira em caso de morte ou acidente do creditado – e ainda garantias. Por isso, há apenas três situações em que obter um crédito é a melhor saída: emergências, financiamento de um curso, pagamento de uma dívida mais cara.

No primeiro caso, as emergências, pode-se citar diversos ocorridos. Um caso médico, por exemplo, é considerada uma emergência. A reforma da casa, que está com parte do forro comprometido também. Até mesmo a compra de um eletrodoméstico, que parou de funcionar, ou a troca do carro, danificado num acidente, podem ser considerados.

De forma geral, a emergência é o momento em que o dinheiro é realmente necessário, e não há outra forma de obtê-lo. Se o problema precisa de solução mais imediata, o usuário tem como melhor alternativa o empréstimo.

Para financiamento da educação, a alternativa só é interessante quando o curso é técnico. Ou seja: mais rápido e mais barato. Por meio do crédito, o creditado terá valor em mão para quitar as aulas, e poderá logo entrar no mercado de trabalho na área estudada, assim conseguindo quitar a dívida. Para educação superior, entretanto, é mais atrativo utilizar de programas de financiamento próprio, como o Fies.

Por último, quitar um débito antigo pode ser ótima utilização do crédito. Afinal, a primeira dívida pode ter juros altos, e o atraso nas parcelas está fazendo a “bola de neve” crescer. Com o crédito da concessão, então, o indivíduo conseguirá extinguir o débito-problema, reorganizar as finanças e então pagar parcelas menos custosas.

Se o objetivo for obter um bem de grande valor, pode ser mais vantajoso aderir a financiamento específico para a propriedade. Isso porque a taxa de juros costuma ser bem diferente.

Pensando um financiamento de automóvel, por exemplo, é possível encontrar nos bancos juros de 1,7% ao mês. Enquanto isso, a cessão de valores, que poderiam ser utilizados para a compra do carro, tem taxa mínima de 3,66%.

Como tomar uma decisão?

Em outros casos, dificilmente o suprimento será uma boa solução. Juros e taxas deixarão o débito mais caro, e talvez o problema anterior se torne ainda maior ao consumidor.

De qualquer forma, é fundamental, antes da decisão, verificar se existem outras soluções para o momento financeiro ruim. Que tal reprogramar o orçamento? Já pensou em realizar algum trabalho extra, formal ou informal? É possível vender algum bem para melhora das finanças?

O ideal é colocar tudo na ponta do lápis. Liste seus rendimentos mensais e seus gastos comuns, em detalhes: consumo em casa, com o lazer, alimentação e outros. Defina também o déficit no orçamento, sua origem e o quanto ele já cresceu ao longo dos meses. Utilizar-se de um gerenciador financeiro pode ajudar.

Antes de solicitar crédito, conheça bem suas finanças. Para isso, é uma boa tática anotar todos os gastos e receitas mensais, seja numa caderneta, gerenciador financeiro ou planilha.

Tenha certeza ainda que, se optar pelo crédito, seu rendimento mensal permitirá a quitação das parcelas previstas pelo banco.

Só com todas as informações, e sabendo que não há outra saída, opte pela cessão. Assim, você terá a certeza que o momento é o certo.

Tipos de empréstimo

Decidindo-se pelo empréstimo pessoal, o consumidor pode contar com diversas opções no mercado. Uma das mais comuns é o empréstimo consignado. A modalidade funciona por meio do desconto das prestações direto da folha de pagamento do consumidor.

Esta característica dá à instituição financeira segurança na quitação das parcelas. Assim, é comum que as condições e taxas de juros da alternativa sejam mais atraentes.

Nem todos, porém, podem aderir ao consignado. Afinal, o consumidor interessado precisa ter uma folha de pagamento. Assim, contam com a possibilidade os aposentados e pensionistas do INSS, assim como funcionários públicos. Trabalhadores com carteira assinada também podem usufruir da opção, mas apenas no banco conveniado com sua empregadora.

Empréstimo consignado costuma ser mais barato porque dá segurança de pagamento às financeiras, uma vez que os valores são descontados direto da folha de pagamento do trabalhador.

O crédito pessoal comum, por sua vez, não retira valores do salário. Para seu pagamento, o consumidor precisa assumir o compromisso de, todo mês, arcar com os valores de um boleto bancário.

Nesta espécie de crédito, o consumidor não oferece garantias, por isso fica sujeito a taxas pouco mais altas. O interessado precisa apenas buscar uma financeira, aguardar a aprovação da solicitação e receber os montantes.

O cheque especial é meio também bastante comum no Brasil. A possibilidade oferece valores pré-aprovados ao consumidor, que ficam disponíveis em sua conta bancária. Quando necessita, o correntista pode então utilizar-se das cifras, e só então paga pela opção. A cobrança é feito por meio de juros diários. A taxa de juros do cheque especial atinge 325,1%.

Citando outra forma de crédito, há o refinanciamento. O refinanciamento pode ser realizado quando o consumidor tem um imóvel e automóvel em seu nome. De posse dos bens, e solicita o empréstimo bancário, e então recebe parte do valor a que a propriedade foi avaliada.

Coma adesão a este crédito, a “tutela” do bem passa, então, a pertencer tanto a consumidor, quanto ao banco. O indivíduo pode continuar a utilização do carro ou lar normalmente. Entretanto, caso deixe de pagar as parcelas combinadas, o mesmo indivíduo pode perder a tutela da posse, com o banco requerendo-a somente para si. Ou seja: o consumidor perde o recurso.

Lembre-se, porém, que a organização financeira é fundamental, antes de obter os valores, bem como depois disso. Caso contrário, as finanças não entrarão nos eixos, mesmo com o valor “extra” em mãos.

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