A decisão de sair do aluguel ou da casa de familiares para finalmente ter um imóvel próprio está no topo da lista de prioridades de qualquer pessoa, principalmente de quem está se planejando para uma nova etapa da vida, como um casamento ou a chegada de um filho.

Mas comprar um imóvel exige um bom planejamento financeiro e, sobretudo, muita pesquisa na hora de fechar o negócio, já que estamos falando de um bem que pode ser mantido por toda a vida e se tornar, inclusive, uma importante fonte de renda no futuro.

Já existem hoje diversas linhas de financiamento para quem deseja conquistar a tão sonhada casa própria, com condições diferenciadas de pagamento, que variam de acordo com a renda da família.

Neste artigo, você vai saber com quatro dicas úteis como se preparar para essa importante conquista e descobrirá quais cuidados devem ser tomados antes de assinar seu contrato de financiamento.

Dica 1: não tenha pressa, faça uma compra consciente

Apesar do grande avanço do mercado imobiliário brasileiro nas últimas décadas, a oferta de moradias em cidades com boa infraestrutura e oportunidades de emprego está muito aquém da demanda, especialmente nas regiões centrais.

O efeito imediato disso está na mudança das tipologias dos apartamentos lançados em grandes metrópoles, como São Paulo e Rio de Janeiro, onde as unidades estão ficando cada vez menores e mais caras. A sensação é que as pessoas estão dispostas a abrir mão do conforto para morar em bairros mais seguros e próximos do trabalho, ainda que isso implique uma perda substancial da qualidade de vida.

Ocorre que os preços do metro quadrado podem sofrer enormes variações de um bairro para o outro, mesmo que estejamos falando de poucas quadras de distância entre os endereços, aumentando o custo do financiamento e seu peso no orçamento familiar.

Portanto, antes de assinar seu contrato de financiamento, é muito importante realizar uma compra consciente, sem se deixar levar pelo status de morar em determinado local cujo custo de vida pode ser muito mais elevado do que aquele com o qual sua família está acostumada, como o próprio IPTU e a mensalidade de condomínio.

O ideal é tentar equilibrar os dois fatores: custo e boa localização, sabendo que nem sempre será possível fazer isso.

Dica 2: não comprometa demais seu orçamento

Um erro comum de quem está se preparando para adquirir um imóvel pela primeira vez é acreditar que, pelo simples fato de a parcela caber no orçamento, essa situação perdurará durante todo o prazo de pagamento, que pode levar muitos anos.

Por isso, avalie bem a composição da sua renda e a segurança do seu trabalho. Profissionais liberais, que dependem da sua produtividade diária para garantir uma renda mensal, devem deixar uma margem de segurança maior no orçamento do que um servidor público com previsibilidade maior de ganhos.

Mas, como determinar o nível ideal de endividamento?

Por lei, as instituições financeiras não podem oferecer opções de crédito que comprometam mais de 30% da renda dos clientes. No caso de um imóvel, a renda a ser considerada é a da família, e não a individual. Mesmo assim, dependendo da estabilidade dos seus ganhos mensais, pode ser uma boa ideia reservar parte do orçamento para contratar um seguro que cubra as parcelas restantes do seu financiamento, em caso de perda de trabalho.

Dica 3: prepare-se para gastos imprevistos

Por melhor que seja seu planejamento, saiba que nem tudo sai exatamente da forma como imaginamos. Ainda mais porque, no processo de compra, muitas vezes somos induzidos ao erro, acreditando que o custo será aquele que o corretor ou vendedor esboçou no papel.

Muitas pessoas se surpreendem com o aumento dos custos quando compram um apartamento na planta e descobrem que, durante a construção, o valor do imóvel vai sendo corrigido pela inflação dos materiais de construção. É muito comum que, dependendo do período, o custo mensal dobre ou até triplique de valor, fazendo muitas pessoas ficarem inadimplentes.

O mesmo acontece nos trabalhos de reforma após a entrega da unidade. Os imprevistos são muitos, portanto sempre coloque uma margem de 5% a 10% no seu orçamento para essas situações.

Dica 4: evite financiamentos indexados à inflação

Por fim, infelizmente vivemos em um país onde as regras do jogo podem mudar a qualquer momento e os governantes não costumam ser muito zelosos com as contas públicas. Por isso, procure sempre fazer financiamentos em que você saiba exatamente quanto pagará até o final. Evite ao máximo a indexação do contrato a qualquer tipo de índice de correção, como IPCA ou IGP-M. Isso evitará sustos no futuro.

Author

Somos uma plataforma de bem-estar financeiro. Em nosso blog falamos sobre finanças pessoais e produtos financeiros como empréstimo, cartão de crédito, seguros e negociação de dívida. A Juros Baixos está desde 2016 desenvolvendo conteúdos de qualidade para nossos seguidores. Acompanhe nossas redes sociais, canal no YouTube e entre para nossa comunidade no Discord.

Comentários