Hoje falaremos sobre golpes financeiros pelo WhatsApp. Com a utilização cada vez mais ampla deste e de outros aplicativos de troca de mensagens, infelizmente também têm se tornado mais comuns os golpes praticados por criminosos.

São pessoas que tentam extrair dinheiro de suas vítimas por meio do aplicativo. Somente no ano passado, estima-se que 5 milhões de brasileiros tenham sido vítimas de golpes financeiros aplicados pelo WhatsApp.

Um dos métodos mais utilizados é a prática de estelionato mediante o acesso ilegal à conta do usuário. Após obter os dados da conta da vítima, os criminosos enviam aos contatos armazenados na agenda mensagens. Assim, solicitam dinheiro se passando por elas.

Ao longo desse artigo, conheça os principais tipos de golpes praticados pelo WhatsApp. Veja os programas mais comuns para a invasão de dispositivos. Além disso, saiba como proceder para evitar a invasão de seu sistema e o que fazer após ter sido vítima de um golpe.

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Golpes financeiros pelo WhatsApp mais comuns

Confira a seguir os golpes mais utilizados por infratores ao utilizar o WhatsApp:  

Golpe da empresa falsa

O golpe da empresa falsa consiste em entrar em contato com a vítima se fazendo passar por um representante de uma empresa. A pessoa oferece descontos, promoções e até mesmo anuncia a vitória em algum sorteio ou bônus.

Nesse link repassado pelo criminoso, existe uma página falsa da empresa na qual são obtidos os dados das contas bancárias das vítimas. Dessa forma, são coletadas as informações necessárias para que os criminosos consigam entrar nas contas.

Clonagem do número

A clonagem do número de WhatsApp de outras pessoas é outro golpe bastante praticado nos tempos atuais. A pessoa recebe uma mensagem de uma suposta empresa. O local solicita ao usuário o envio do código de verificação do app. A justificativa é que o envio do código poderia solucionar determinado problema ou ser necessário para a aprovação de um serviço.

Quando a vítima envia o código de seis dígitos que dá acesso ao próprio WhatsApp, criminosos clonam seu telefone. Dessa forma, eles entram em contato com seus amigos e conhecidos pedindo dinheiro como se fosse você.

Golpe do PIX

O golpe do PIX é uma espécie de “híbrido” entre os dois tipos de golpes mencionados acima. Funciona assim: o criminoso entra em contato com a vítima afirmando que errou a conta ao fazer um PIX agendado. Seja se passando por um funcionário de banco ou uma empresa. Assim ele pede para que a pessoa repasse o suposto valor para sua conta.

Programas mais utilizados para golpes financeiros pelo WhatsApp

Alguns programas são usados para controlar indevidamente e espionar os dados alheios sem a permissão do usuário. Confira como eles funcionam para se prevenir contra o uso ilegal desses sistemas para acessar outros dispositivos móveis. 

É importante mencionar que os programas listados abaixo são permitidos para casos específicos. Eles envolvem sobretudo o rastreamento de telefones de empresas e de filhos crianças e adolescentes.  

Myspy 

O MySpy é um serviço voltado exclusivamente ao propósito de dar condições para que os pais monitorem a atividade online dos seus filhos. Além da possibilidade de visualizar todas as mensagens de WhatsApp, arquivos de mídia e chamadas realizadas, também permite ver todas as atividades privadas das outras redes sociais como Facebook e Snapchat.

Além disso, Myspy também rastreia permanentemente a localização do alvo via GPS. Através de um painel de controle, existe uma base de dados que mostra todo o conjunto de atividades no celular da pessoa rastreada. Isso inclui chamadas realizadas, eventos marcados, arquivos de foto e vídeo salvos no aparelho. Além disso, há dados de redes Wi-Fi acessadas e outros recursos.

Espiarfacil.com

O Espiarfacil.com é um recurso que pode ser acessado através do browser do PC. Para usá-lo, não é preciso baixar ou instalar um software específico. Após ingressar na página, a pessoa deve inserir o telefone do WhatsApp na caixa de informações correspondente.

Após a digitação, aguarde cerca de dois minutos para que o sistema acesse os dados. Esse software também conta com versões para as plataformas Android, iOS, Mac & Windows e Windows Phone.

E o que fazer após ter sido vítima de um golpe financeiro no WhatsApp?

A primeira iniciativa a ser feita é efetuar o registro de um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil. Trata-se de um instrumento essencial para que você consiga materializar a existência da fraude.

Além disso, caso tenham sido acessadas senhas ou dados pessoais, é importante cancelar cartões de crédito e débito para evitar compras irregulares. Informe o banco do cancelamento do cartão e faça novas senhas.

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Como proceder para evitar a invasão do seu sistema?

Há várias possibilidades de invasão do sistema por golpes ou pela utilização de aplicativos adicionais. Assim, é fundamental reforçar as medidas de prevenção contra esses tipos de ataques. Afinal de contas, se até mesmo representantes políticos e celebridades têm seus telefones hackeados, não é nada difícil que o mesmo ocorra com você, não é mesmo? 


Assim, para impedir o acesso ilegal aos dados do aplicativo, mantenha os cuidados ao manuseá-lo. Isso principalmente se você utilizar o WhatsApp constantemente através de outros dispositivos, como em computadores no ambiente de trabalho.

Lembre-se de deslogar do programa quando não estiver no local. Assim você impedirá que outras pessoas possam visualizar as suas informações por meio de outros sistemas aos quais você possa estar conectado e eventualmente ter esquecido de fechar o programa.

Verifique em quais dispositivos o seu WhatsApp possa estar logado. Para isso, acesse o menu “configurações” (onde estão os três pontinhos, no canto superior direito da tela). Em seguida, pressione ícone “dispositivos conectados”. Uma nova tela irá abrir mostrando todos os locais em que o aplicativo está conectado. Você pode selecionar os locais que deseja deslogar clicando no ícone correspondente.

O que diz a lei

Recentemente, o governo federal aprovou uma lei que enquadra fraudes de WhatsApp. Ela tem pena de quatro e oito anos de cadeia. A Lei nº 4.155 reforça as punições para o crime de fraude eletrônica. Ou seja, quem utiliza dispositivos para obter informações de uma vítima por qualquer meio online, inclusive o aplicativo.

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