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Liberdade Financeira

Ao longo desse ano, o Banco Central deu um importante passo para a liberdade financeira em transações bancárias virtuais. Se, estando com dinheiro em papel moeda, você tem a liberdade de ir em qualquer lugar e fazer pagamentos na hora, essa mesma liberdade é importante no pagamento virtual, tornando-o ainda mais atrativo.

O Pix, ou sistema de pagamentos instantâneos, possui essa proposta: tornar as transações ágeis e baratas. Vamos saber mais sobre essa novidade?

As transferências hoje

Existem diferentes tipos e formatos de pagamentos e transferências. Em meio digital, os clientes de bancos dispõem das opções de DOC e TED.

TED, ou Transferência Eletrônica Disponível, é um tipo de transferência entre contas que pode ser realizada usando um aplicativo de banco ou, em valores mais elevados, na agência bancária. Essa modalidade de transferência foi criada pelo Banco Central em 2002.

O dinheiro transferido por TED cai em até uma hora na conta do destinatário. Para ser feita essa transferência, são necessários os seguintes dados (todos):

  • Nome completo.
  • CPF/CNPJ.
  • Banco ou número do banco/corretora/fintech (ex: 001 – Banco do Brasil)
  • Tipo de conta (corrente/poupança/pagamentos).
  • Número da conta.

Para contas em um mesmo banco, ou entre bancos, a regra geral é de que a transferência só possa ser feita em horário comercial, segunda a sexta. Quando alguém faz TED para o mesmo dia, mas fora de horário, a transferência é automaticamente marcada para o dia útil seguinte.

O DOC é semelhante, mas leva um dia útil para ser efetivado. Os bancos exigem DOC em alguns casos, como contas sem cadastro em agência ou algum registro de aplicativo.

Os custos dessas transferências variam de banco para banco. Alguns não cobram se a transferência for entre a conta corrente e poupança de mesmo número, outros não cobram para qualquer banco.

Há, ainda, bancos que permitem transferências ilimitadas e todos os dias, enquanto outros cobram até vinte reais por transferências, não estornando o valor se a transferência eventualmente não se efetivar. Esse custo elevado por transação acaba espantando alguns clientes, que fazem só transferências bancárias em valores elevados, onde a praticidade e segurança compensam.

Como o Pix irá funcionar?

O Pix será uma evolução na forma de transferir dinheiro, sob dois aspectos: custo e tempo. As transferências serão gratuitas para a pessoa física e terão uma tarifa pequena para pessoa jurídica. O pagamento é recebido em até dez segundos.

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Não será necessário abrir uma nova conta em banco com essa funcionalidade. Todos os grandes bancos e fintechs é que deverão disponibilizar essa nova opção aos seus clientes. Por mais que os bancos que cobram por TED acabem perdendo receita pelas transações, acabam ganhando porque as transações são entre contas bancárias, então é necessário possuir uma conta e ser cliente bancário, e esse ponto é que está sendo levado em conta pelos bancos, que já anunciam a novidade, seja em anúncios de TV, seja na Internet e aplicativos.

Para receber uma transferência, ao invés de todos aqueles dados bancários que precisam ser fornecidos para DOC ou TED, uma pessoa poderá fornecer apenas um dado para receber a transferência. É uma ideia semelhante àquela que o PayPal oferece, quando você pode receber mandando o e-mail cadastrado, por exemplo.

O e-mail, ou outro dado desejado, são “chaves” cadastradas para recebimento. Se você desejar, pode gerar uma chave aleatória para a transação, o que evita ter de compartilhar algum dado, mas se torna algo menos prático.

Bancos já começaram o cadastro do Pix!

Os bancos já estão cadastrando os clientes e verificando quais as possíveis “chaves” que o cliente pode querer cadastrar, partindo de dados básicos: número de telefone, CPF e e-mail. Neste momento, trata-se de pré-cadastro, pois a ferramenta vai ser liberada aos poucos, ao longo dos meses de outubro e novembro.

Cada pessoa poderá cadastrar até cinco chaves por conta bancária, ou vinte chaves para pessoa jurídica. Uma chave só pode ser associada a uma única conta, ou, quando for desejada a mudança, será necessário pedir portabilidade. Se essa chave for um número de telefone, é solicitada verificação por SMS para ativação.

Cuidados com as chaves

Nos Apps dos bancos, já possível obter várias informações sobre como irá funcionar o PIX, pois pode haver alterações de banco para banco. As transações são gratuitas e não possuem limite mínimo, mas podem possuir limites máximos antifraude, como no TED e DOC (nunca inferiores).

Outra informação importante é quanto à tarifação. Como existe(m) instituição(ões) financeira(s) que não vai(ão) cobrar pelo PIX de pessoa jurídica, pode ser interessante registrar a chave CNPJ nesse(s) banco(s), já que só se pode fazer um registro.

Outro cuidado importante é de registrar chaves com cuidado, para evitar a necessidade de edição posterior. É conveniente registrar o número de telefone como chave, mas você precisa ter o cuidado de mantê-lo como seu. O mesmo vale para endereço de e-mail.

Por fim

O PIX é uma ferramenta que traz modernidade, segurança e economia em um momento onde estamos acelerando a transição para transações e negócios digitais. Em algumas instituições financeiras, o TED acaba sendo praticamente um PIX, mas essa vantagem será estendida para todos os bancos, democratizando e facilitando o uso de contas bancárias e suas facilidades. É preciso aguardar a notificação de seu banco para então aproveitar a novidade!

SOBRE A AUTORIA: Este texto é um oferecimento d’O Blog do Mestre. O Blog do Mestre é um blog que envolve entretenimento, curiosidades, dicas sobre finanças, atualidades e muito conhecimento!

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