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Em 2018 foram cerca de 27 milhões de brasileiros desempregados, segundo IBGE. Foi um dos maiores índices dos últimos anos. O seguro-desemprego é concedido ao trabalhador, por alguns requisitos e trata-se de um auxílio em dinheiro para que ele possa, por alguns meses, se manter enquanto não é recolocado. O valor e número de parcelas é calculado de acordo com o tempo e salário em carteira e também se é a primeira, segunda ou terceira solicitação do benefício.

O seguro-desemprego está entre os itens de maior dúvida ao declarar imposto de renda. Eu preciso declarar o benefício? Sim, apesar de ser um benefício para aqueles que estão desempregados e não incidir imposto de renda, o seguro-desemprego deve ser declarado para controle, afinal acaba sendo sim uma fonte de renda, porém ele não será calculado na base do imposto.

Confira aqui tudo o que você precisa saber sobre o seguro-desemprego.

 Importante: Muitas pessoas têm dúvidas em relação à fonte pagadora do seguro-desemprego. Não é a Caixa Econômica Federal, como muitos pensam. O seguro é pago pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e é com o CNPJ dele (07.526.983/0001-43) que você vai declarar.

Como declarar o seguro-desemprego?

Na aba “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, você deve selecionar o código 26 (Outros). O FAT entra como fonte pagadora e, como dito anteriormente, é importante preencher o CNPJ. Encerre o procedimento discriminando “Seguro-Desemprego” na descrição final e colocando o valor pago (total) durante ano que estiver declarando.

Confira a imagem abaixo que utilizamos como exemplo para facilitar seu entendimento:

Além disso, benefícios como o PIS e o FGTS também são benefício isento de imposto, devem ser declarados, e seguem o mesmo procedimento do seguro no momento da declaração.

Saiba o que é e todas as informações sobre o FGTS.

Outros casos sobre a declaração do seguro-desemprego

Pode ser que seu seguro-desemprego seja concedido em parcelas divididas em dois anos. Como assim? Vamos supor que você fique desempregado em outubro e recebe a liberação para começar a receber o benefício em novembro e este será dividido em 5 parcelas, ou seja, meses. Neste caso, você irá declarar apenas as parcelas referente ao ano que está declarando e, na próxima declaração, irá adicionar as parcelas restantes. Ou seja, caso você recebeu parcelas em novembro e dezembro de 2018, essas duas serão adicionadas na declaração realizada em 2019. As demais, recebidas no ano de 2019, serão declaradas apenas em 2020.

Além do seguro-desemprego, FGTS e PIS, o que mais devo declarar no imposto de renda?

Ao ser demitido, a empresa fornecerá um documento em que destaca todos os valores pagos no ano calendário – incluindo verbas relacionadas à rescisão contratual. Rendimentos que são tributáveis, ou sejam, são calculados no imposto de renda, devem ser declarados na aba “Rendimentos Tributáveis de Pessoa Jurídica”. A multa sobre o saldo (40%) não incide imposto e deve ser declarada na mesma ficha que o seguro-desemprego, FGTS e PIS.

Viu como é fácil? Feito isso, é só emitir sua declaração e guardá-la, afinal, você pode precisar dela mais tarde.

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