Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está elaborando um plano para realizar o censo em 2022, que estava previsto para 2021, mas foi adiado em razão da pandemia e também de consideráveis perdas no orçamento previsto, passando de R$ 2 bilhões para apenas R$ 53 milhões. Por enquanto, o concurso IBGE para várias funções continua suspenso.    

Para conseguir realizar tanto as provas quanto o censo em tempo hábil, o IBGE está fazendo vários estudos para se adequar ao atual cenário imposto pela pandemia. Afinal, o país necessita dos dados estatísticos para auxiliar nas tomadas de decisões tanto públicas quanto privadas. 

Prioridade máxima 

A realização do censo em 2022 é uma determinação do STF e deverá ser cumprido pelo governo federal. Para isso, o IBGE está listando os recursos necessários, com o objetivo de fechar uma proposta do plano de ação. Isso porque o orçamento precisa ser revisto para uma recomposição que atenda a todas as etapas do processo seletivo e também do censo geralmente. 

Para agilizar o processo, as reuniões técnicas, consultivas e operacionais serão retomadas, com foco na escolha de um período adequado para a realização do censo do IBGE.  

Entenda a suspensão do Censo   

O Censo do IBGE estava totalmente estruturado para acontecer em 2021, inclusive com a realização dos concursos, mas a redução do orçamento aliada ao avanço da pandemia interferiu no cumprimento dos prazos previamente estabelecidos. 

Ao saber do cancelamento da pesquisa através de uma ação do governo do Maranhão, o Supremo Tribunal Federal (STF) se manifestou apontando que os processos devem acontecer até 2022. Caso contrário, haveria impactos negativos nas receitas tributárias e também nos planos de ações do governo que necessitam dos dados estatísticos. Além disso, o governo estadual do Maranhão alegou que a não realização do Censo desrespeita a Constituição Federal. 

Por conta dos impasses causados pela pandemia, o IBGE solicitou um prazo maior ao STF, destacando os pontos negativos para a realização do Censo ainda em 2021. No documento, assinado pela coordenadora dos censos, Maria Vilma Salles Garcia, foi escrito que “a mais plausível é a realização nos mesmos períodos do plano original, com a coleta dos dados nos meses de agosto a outubro, mantendo-se, assim, os mesmos prazos planejados para a operação de 2020”.  

Assim, a meta do IBGE é realizar o Censo ainda em 2022, inclusive com a possível contratação e treinamento de um número maior de recenseadores e agentes do que a previsão feita em 2021. Dessa maneira, vale a pena investir nos estudos de olho nesse processo seletivo que certamente abrirá milhares de oportunidades no Brasil. 

Importância do Censo Demográfico  

Realizado a cada dez anos, o Censo Demográfico do IBGE coleta dados sobre moradia, renda e condições de vida da população através de questionários que coletam informações importantíssimas sobre a realidade existente nos mais de 5.500 municípios brasileiros. 

Os benefícios do estudo impactam positivamente na elaboração de políticas públicas com foco na melhoria das condições apresentadas, auxiliando inclusive empresas privadas nas tomadas de decisões, ou seja, o Censo traça um retrato do país. Com os dados, é possível estabelecer locais para a instalação de polos industriais, valorização do agronegócio, regiões potenciais para supermercados, shopping centers, escolas, creches, enfim, é uma maneira de demonstrar um norte para auxiliar as ações. 

O primeiro censo do IBGE aconteceu em 1872 ainda no Império. A decisão de torná-lo decenal ocorreu em 1890, já na República. Inclusive, o país se destaca na coleta de dados, com inovações, como sendo o primeiro do mundo a inserir o tema fecundidade e o único da América Latina que coleta informações sobre renda familiar. 

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