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SÃO PAULO – Depois de Santander (SANB11 +0,86%), Bradesco (BBDC4 +0,18%) e Itaú (ITUB4 -0,16%), o último grande banco de capital aberto no país, o Banco do Brasil (BBAS3 -0,47%), irá divulgar o balanço financeiro referente ao último trimestre de 2018 na próxima quinta-feira (14). Em geral, o mercado está animado com o que vem por aí.

Na esteira da expansão da carteira de crédito em 5,5% no ano passado e da queda do índice de inadimplência para 2,9%, o BB tende a ver bons números, de acordo com analistas.

“A inadimplência ampliada no passado provocou a readequação do perfil de risco dos clientes pelos bancos, migração para créditos de melhor qualidade ou linhas mais defensivas, possibilitando a queda das despesas com provisão para devedores duvidosos – o driver da lucratividade no ano [2018]”, disse a analista Tatiana Brandt, da Eleven, em relatório.

Uma pesquisa do Morgan Stanley estima que o BB deva apresentar receitas totais de R$ 22,8 bilhões no trimestre, com lucro líquido de R$ 3,4 bilhões e ROE (retorno sobre o patrimônio, usado para calcular a capacidade do banco de crescer com os ativos que já possui) em 13,5%.

Já a XP Investimentos prevê lucro líquido na casa dos R$ 3,6 bilhões, crescimento de 7,4% trimestralmente.

E a ação?

Logo após a divulgação de seu balanço, primeira entre os grandes bancos, o Santander viu
sua ação desabar no pregão do dia 30 de janeiro. No final do dia, a queda ficou em 2,04%.

Um movimento de queda também assolou o Itaú, que mostrou números abaixo do esperado. O maior banco do país fechou o dia 5 de fevereiro com queda de 4,26%. No dia seguinte, despencou mais 4,21%.

O Bradesco, por sua vez, fez o caminho oposto. Um crescimento rápido e bem-sucedido na frente de varejo fez com que o banco superasse todas as expectativas de analistas. O resultado estimulou uma disparada de 5,65% para a ação no dia 31 de janeiro.

Para o Banco do Brasil, analistas têm boas expectativas. Se atingidos ou superados os resultados previstos, o banco ainda será beneficiado pelas perspectivas de privatizações e IPOs trazidas pelo governo Bolsonaro.

“Estamos mais confiantes de que o banco levará para frente com essas iniciativas de lucratividade”, escrevem analistas da XP, casa que tem o BB como uma de suas ações favoritas no setor, ao lado do Bradesco. O preço-alvo dos analistas para a ação do banco em 2019 é de R$ 60 – potencial de alta de 12,59% ante o fechamento da terça-feira (12).

Fonte: InfoMoney

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