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Ninguém gosta de ficar com as contas no vermelho. O incômodo gera preocupação, estresse e dificuldade para adquirir novos objetos ou serviços. Quando as dívidas são maiores, então, o problema é mais desconfortável, pois seu nome é incluso no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) ou Serasa, e transforma-o em um indivíduo com fama de mau pagador. Mas sair do sufoco não é tão complicado: basta seguir alguns passos básicos, e em alguns meses sair do vermelho. Depois, será sua chance de ser um poupador, e não mais se preocupar com débitos! Descubra como a seguir!

Para sair do vermelho

O primeiro passo para deixar as dívidas de lado e colocar o orçamento no azul novamente é conhecer toda a sua renda. Coloque no papel todos os seus ganhos mensais, desde seu salário a os chamados “bicos” que rendem alguns valores por mês.

Da mesma forma, anote todos os gastos. As contas fixas, como aluguel e taxa de condomínio devem ser registradas, além dos custos do dia a dia, com o almoço ou mesmo um doce comprado esporadicamente.

Logo depois, liste suas dívidas atuais, inclusive com os juros já calculados. Todas as contas atrasadas precisam ser indicadas, porque assim você terá noção real do seu orçamento.

Com todas estas informações em mãos, será hora de calcular de quanto é seu rendimento. Considere, por exemplo, que seus rendimentos são de R$3 mil, e mensalmente seus gastos giram em torno dos R$2300. Assim, “sobram” R$700 todo mês. Este será o valor máximo que você poderá aplicar no pagamento de suas dívidas.

Para isso, é importante ranquear os débitos segundo o custo total, do maior para o menor, e também por grau de importância. A despesa que traz mais impactos ao dia a dia, como o débito na escola ou universidade, deve sempre priorizada a outros como aquela dívida no mercado do bairro, mesmo que estes montantes sejam maiores.

Antes de fazer o pagamento de uma dívida, negocie suas condições. Assim, é possível definir prazos e corte de juros.

Depois de escolher aquela que se encaixa no orçamento, entre em contato com o banco ou empresa responsável pelos valores. Antes de iniciar qualquer pagamento pendente há alguns meses, é fundamental renegociar os valores.

Desse modo, o consumidor pode conseguir melhores condições, prazo e, quem sabe a diminuição dos juros. Afinal, assim como é importante para você limpar seu nome, é importante para empresa receber o que lhe é devido.

Caso sejam muitos os débitos, realize estas etapas várias vezes. Tome cuidado: é melhor renegociar uma dívida por vez, ao invés de acumular novos pagamentos e ter novas dificuldades em arcar com as obrigações.

Após as medidas para “limpar o nome’, você estará pronto para o próximo passo: economizar e não mais se preocupar com outras dívidas! Quer saber mais sobre poupar? Leia: 

Para se tornar um poupador

Utilizando da mesma lista de débitos e rendimentos mensais, o consumidor precisa estabelecer prioridades de gastos e despesas a serem cortadas. Para isso, é interessante utilizar uma planilha de gastos, ou algum aplicativo de gerenciamento financeiro. Ambas as opções permitirão melhor controle dos valores, e assim garantirão que o dinheiro “sobre” ao fim do mês.

Na hora de cortar os supérfluos, é importante refletir. Você realmente utiliza a televisão a cabo? Seu pacote de dados e ligações no smartphone está sendo completamente usado, ou sempre sobra bastante mensalmente? E os almoços e jantares, precisam mesmo ser nos restaurantes mais caros? Você já pensou em preparar sua própria comida, e levar a famosa “marmita” ao trabalho?

Definir os gastos essenciais, e prezar pela economia daqueles que não são, é um dos principais meios de obter resultados. Se você parar para refletir, sempre há algo que você paga e acaba não utilizando! Para ser um poupador, o segredo é poupar sempre que possível.

Para isso, vale até mesmo mudar de hábitos, como trocar uma academia mais cara por atividades ao ar livre, ou trocar o carro por uma moto.

Também é útil deixar de lado marcas. Ao ir ao supermercado, escolha analisar o produto que você busca, e não aquela marca mais cara. Não é porque o produto é mais barato, que sua qualidade é inferior. Experimente outros produtos.

Evite também comprar por impulso. Antes de adquirir qualquer coisa, pense se você realmente precisa do objeto naquele momento. Talvez economizar um pouco e comprar o bem daqui a alguns meses seja mais vantajoso.

4 outras dicas importantes

Quatro outras medidas podem ser tomadas para garantir sua saúde financeira:

  • Fazer compras à vista

Quando você adquire algo pagando de uma só vez, à vista, o risco de se atrapalhar em dívidas é bem menor. Além disso, o consumidor compra apenas aquilo que realmente tem condições de obter, o que mantém o orçamento equilibrado.

Fazer compras à vista dá maior controle de gastos, pois o consumidor só irá despender aquilo que realmente tem.

  • Cuidado com o cartão de crédito

O cartão de crédito é um dos principais vilões para o bolso. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 77,3% das dívidas das famílias no Brasil referem-se a contas de cartão de crédito. O motivo é simples: com alto limite, o consumidor acaba utilizando mais do que sua renda, e depois não tem condições de pagar os débitos.

Assim, é essencial estabelecer um valor máximo para gasto no cartão. Isso pode ser realizado por uma decisão própria, ou então por meio do banco, que pode diminuir a permissão de gasto do cliente.

Na hora de quitar a fatura, utilize o pagamento mínimo apenas como último recurso. Afinal, com os juros de um mês ao outro, o consumidor acaba pagando um extra bastante significativo da dívida.

  • Aproveite promoções

Principalmente para produtos domésticos e alimentícios, é interessante acompanhar a variação de valores cobrados pelas empresas. Desta forma, sempre que houver uma promoção, você conseguirá perceber se o valor está mesmo mais baixo, ou se a suposta promoção é apenas um modo de atrair clientes.

Quando a queda no preço for mesmo atraente, aproveite-a! E se os valores forem muito mais baixos que o normal, pode ser boa alternativa realizar um “estoque” dos produtos. Se for este o caso, lembre-se de verificar a data de validade e se o produto é perecível ou não.

  • Tenha valores reserva

Outra dica importante para se tornar um poupador eficaz é ter sempre valores reserva, para emergências. Aliás, se você seguir bem seu objetivo, o montante será uma consequência desta prática.

Contar com alguns “trocados” poderá ajudar, por exemplo, no caso de emergências médicas, ou se um eletrodoméstico precisar ser substituído em casa. Com o dinheiro, o usuário ficará livre de empréstimos ou nova dívida no cartão de crédito, podendo quitar o que precisa à vista. Por isso, estabeleça um valor mínimo por mês, e invista-o numa poupança.

Com estas dicas, você tem tudo para colocar sua vida financeira nos eixos, e deixar as preocupações de lado. Seu bolso e CPF agradecem!

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