Quando se fala em crédito, existem alguns mantras que são espalhados na cabeça das pessoas, como o da dívida que morre com as pessoas: será que isso faz sentido? O que acontece com o patrimônio de pessoas falecidas?

1. A proibição de mexer em bens de falecidos

Cada pessoa tem direito de manejar em seus bens e fazer deles o que bem entender. Com o tempo, situações de doença ou por dificuldades, uma pessoa viva pode autorizar um filho ou parente a manejar seu dinheiro ou benefício previdenciário, quando em vida.

No momento em que a morte acontece, tudo muda. As contas bancárias não devem ser mexidas, nem os herdeiros ou quaisquer outras pessoas devem mexer no patrimônio. Os benefícios previdenciários cessam em seguida.

2. O espólio e o inventário

Com o falecimento, deve haver a transmissão dos bens aos herdeiros. Isso envolve um processo chamado inventário e, dentro dele, outros trâmites burocráticos como regularizações de bens e outras situações particulares para ajuste documental.

O patrimônio da pessoa falecida, o chamado espólio, será tratado pelo inventário. Desse patrimônio é que se deve pagar as contas e, o que sobra, passar pela divisão. Apenas alguns tipos especiais de aplicações permitem a retirada direta por herdeiros, como planos de previdência privada, o que ajuda os herdeiros a bancarem o processo sucessório.

3. As regras de financiamento

No caso do financiamento bancário, que envolve contas grandes como carro e casa, por muito tempo, a expectativa de vida e o tempo de financiamento geram regras de limite de idade para contrair tal despesa. Com isso, o final do financiamento deve coincidir com a idade máxima, hoje de oitenta anos, de acordo com a Direcional Engenharia, para imóveis. A ideia é limitar a chance de não haver o pagamento por motivos de saúde debilitada ou mesmo a morte: não quer dizer que isso não possa acontecer antes dos oitenta, mas a chance é menor.

4. Contas “caducarem” e o compromisso do pagamento

Deve-se pensar na diferença entre prazo legal de cobrança e obrigação moral de pagar. Pagar corretamente ajuda a baixar juros, que socializam riscos de inadimplência cobrando de pessoas e empresas pagantes.

Se alguém contrai uma dívida, deve buscar sua quitação, se não der hoje, no futuro. No Blog do Mestre (www.oblogdomestre.com.br) foi publicado um artigo com mitos e verdades sobre esse assunto.

5. Por fim,

Chegamos ao final deste artigo e vimos que as pessoas falecem, mas bens e dívidas ficam. É preciso pensar nisso em vida para deixar um legado positivo, além dos sentimentos, em questões práticas como a sucessão. Lembre-se: a dívida não morre com a gente. 

SOBRE A AUTORIA: Esse texto é um oferecimento d’O Blog do Mestre, gentilmente publicado pelo Portal Juros Baixos. O Blog do Mestre é um blog que envolve entretenimento, curiosidades, atualidades e muito conhecimento!

Comentários