O mercado imobiliário é um dos setores que você pode escolher como foco na hora de escolher opções de investimento. No geral, é considerada uma forma mais tradicional e com maior segurança patrimonial. Por isso, é a modalidade escolhida por muitas pessoas de alto poder aquisitivo, inclusive artistas. 

Conheça 6 dicas para ganhar dinheiro com o mercado imobiliário, além de formas de identificar qual o seu perfil de investidor. 

Como funciona o investimento no mercado imobiliário?

Investir no mercado imobiliário é ter rendimentos com imóveis. Pode ser compra, venda, aluguel ou fundos de investimento, e também não há limite quanto ao tipo de propriedade. Ou seja, você pode optar por casas, apartamentos, lojas comerciais, terrenos e unidades novas. Cada um destes tipos apresenta características e possibilidades de retorno diferentes. 

6 dicas para ganhar dinheiro investindo no mercado imobiliário

  1. Escolha os critérios para investir

A resposta para isso está no seu perfil de investidor. Por isso, o primeiro passo é saber quanto você pode investir. Ou seja, quanto de dinheiro tem para isso. 

Se a sua escolha vai pelo valor dos imóveis, há duas principais opções: os novos e compactos em regiões com mais investimento imobiliário; e a reforma de usados que possuem menor preço por precisarem de reparos mais profundos. 

Se for pelo metro quadrado, apesar das possíveis mudanças de bairro para bairro, normalmente o preço é menor em regiões mais periféricas. Também são os locais com mais oportunidades de crescimento e valorização. Inclusive, há ferramentas que te ajudam a identificar dados do mercado imobiliário a partir de um endereço específico.

Você também pode optar por um tipo de cliente. Como exemplos, há os públicos:

Universitários: uma possibilidade é investir em imóveis para universitários. Normalmente o retorno é com o aluguel, e há tanto repúblicas quanto outras opções de coliving em bairros próximos a universidades, como o Butantã, por exemplo. 

Aposentados: há tanto opções modernas de coliving quanto apartamentos e casas funcionais em condomínios focados nesse perfil. Os bairros podem ser mais afastados do centro, mas exigem o oferecimento de serviços e atividades diversas. 

Sustentável: outra oportunidade está nos imóveis sustentáveis, para clientes que buscam essa característica “verde”. Os bairros podem ser aqueles onde já há áreas verdes importantes ou os que estão recebendo investimentos nessa área.

  1. Entenda se comprar é a melhor opção

Neste caso, basicamente, é escolher entre a compra e os fundos imobiliários. Saiba o que cada uma das situações envolve:

Compra de imóveis

A compra de imóveis é uma prática utilizada há bastante tempo. Essa forma de investimento oferece mais segurança patrimonial. Por isso, atrai diversas pessoas.

Além da revenda, existe a possibilidade de comprar um imóvel para alugar. A locação é uma das formas de gerar renda periodicamente, sem precisar abrir mão da posse de uma casa ou apartamento.

O principal ponto negativo, quando falamos da compra de imóveis para investir, é a liquidez da propriedade. Ou seja, se precisar vender a casa ou apartamento, esse processo não irá acontecer em um período curto. Normalmente, alguns meses são necessários.

Fundo imobiliário

O fundo imobiliário é uma forma alternativa de investir no ramo. Nessa modalidade você pode investir em imóveis sem necessariamente comprar um. Ou seja, pode comprar partes de propriedades comerciais ou residenciais.

Há diversos tipos de fundo, e o mais conhecido é o que funciona por meio da compra de cotas. Elas são negociadas na B3, a bolsa de valores. Dessa forma, você se torna sócio de um conjunto de ativos ou recebíveis, como shoppings e escritórios, por exemplo. 

Essa forma de investimento pode ser atrativa devido às taxas de manutenção e à possibilidade de investir com pouco dinheiro. Porém, essa modalidade é afetada pelas flutuações dos mercados financeiro e imobiliário, e costuma ser mais arriscado do que a compra de imóveis.

Qual escolher?

Assim como citado, tanto o ramo de investimento em imóveis quanto os fundos imobiliários têm suas vantagens e desvantagens.

Para decidir, considere o tempo e dinheiro necessário para investir. Além disso, também deve pensar em qual o retorno desejado sobre o investimento, chamado de ROI, e no que melhor se encaixa no seu perfil de investidor.

  1. Saiba a diferença entre novos e usados

Primeiro, há dois tipos de imóveis novos. Os conhecidos como lançamentos, que podem ser na planta ou em construção; e os prontos, que já foram construídos mas que não tiveram moradores. Quanto aos usados, são aqueles que já tiveram moradores ou algum estabelecimento no local. 

Imóvel novo

Eles estão mais próximos da “moda” atual do mercado imobiliário. Os mais recentes já vão corresponder às novas tendências que surgiram com a pandemia, por exemplo. 

Além disso, sua taxa condominial ainda não foi totalmente definida, e ele está no topo da apreciação (como ainda não houve depreciação pelo tempo, o preço do metro quadrado costuma ser mais alto, e isso se reflete no IPTU, por exemplo).

Imóvel usado

Na maior parte das vezes, este tipo de imóvel é mais espaçoso, e outras características vão depender dele ter passado ou não por reformas ao longo do tempo. Ainda, a idade dele é relevante. Propriedades com mais de 30 anos são diferentes das que foram construídas há 10. 

  1. Considere as possibilidades dos imóveis residenciais e comerciais

Uma das diferenças mais importantes entre imóveis comerciais e residenciais para investimento é o tempo do contrato de locação. No geral, o residencial costuma ser mais curto que o comercial.

O que isso significa? Que há mais oportunidades de reajustes de contrato e de taxas no caso dos imóveis residenciais; e menos chances da propriedade ficar ociosa e parada no caso dos comerciais.

Na maior parte das vezes, os para residência possuem contratos que variam de 1 ano a 2 anos e meio, enquanto os para comércio variam de 2 a 5 anos. A efetiva duração é um acordo entre as partes.

Ainda, a procura também é diferente. Considerando o cenário do mercado imobiliário, há mais pessoas e imóveis residenciais do que comerciais. Isto porque sempre há pessoas buscando imóveis para morar, mas nem sempre para abrir um negócio. Em suma, o mercado residencial é maior, mas pode ser mais concorrido.

  1. Lembre que a reforma é uma forma de investir no mercado imobiliário

Esta modalidade acontece a partir da compra de imóveis usados. Normalmente, para que seja uma boa oportunidade de investimento, a propriedade deve estar com desconto ou abaixo do preço da região. É um tipo escolhido, principalmente, por quem já possui alguma experiência com este mercado, como arquitetos.

É preciso lembrar que, mesmo com desconto, planejamento e uma boa pesquisa são essenciais para não perder dinheiro, tempo e oportunidades com o investimento. 

Antes de tudo, é preciso pensar no exato objetivo final do investimento, o público de interesse e em estratégias de reforma que diminuam os gastos ao mínimo, mas sem perder qualidade.

Para a reforma em si, é importante ter um orçamento pré-determinado, etapas já organizadas e uma consulta de preços dos materiais e serviços necessários. O ideal é que tudo seja feito com antecedência, diminuindo o risco de imprevisto.

  1. Cuidado ao investir em um imóvel com dívidas para assumir

Investir em um imóvel com dívidas para assumir, como a própria frase já indica, é ter que se responsabilizar pelo pagamento dos déficits. Isso pode incluir o financiamento imobiliário, o IPTU (Imposto Territorial e Predial Urbano) e a taxa de condomínio, por exemplo. São dívidas ligadas diretamente ao imóvel.

Uma das principais vantagens é que esses imóveis costumam ter desconto no preço de venda. No geral, isto ocorre porque o dono precisa se desfazer da dívida rapidamente. Ainda, exatamente por conta dessa pressa em vender, você tem mais poder de negociação e pode conseguir condições de pagamento ainda mais vantajosas.

Contudo, é preciso ter muito cuidado com a documentação e com o contrato de compra e venda. Descontos e outras condições devem estar muito bem esclarecidos nos documentos de compra e venda, para evitar golpes e fraudes.

Por conta disso, este tipo de investimento costuma ser feito por pessoas que trabalham na área jurídica ou com direito imobiliário. Se não for o seu caso, é importante ter um profissional para te auxiliar. Mesmo na fase de decidir se irá comprar ou não um imóvel com dívidas para assumir. 

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